Mostrando postagens com marcador Abrapa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Abrapa. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Abapa participa da posse do novo presidente da Abrapa

Abapa participa da posse do novo presidente da Abrapa

Fonte Ascom/Abapa

Produtores de algodão, empresários, políticos e jornalistas estavam entre os 600 convidados que participaram do jantar de posse do novo presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Sérgio De Marco, em Brasília no último dia 7 de dezembro. De Marco entra no lugar de Haroldo Cunha, que foi dirigir o Instituto Brasileiro do Algodão.

A presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Isabel da Cunha prestigiou o evento juntamente com outros produtores da Bahia. Em especial os produtores João Carlos Jacobsen e Walter Horita foram empossados, respectivamente, como vice-presidente e 1º secretário da Abrapa. “São as associações estaduais, assim como seus representantes, que validam a força da Abrapa junto ao agronegócio”, afirmou Isabel da Cunha.

O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, endossou, em seu discurso, as palavras da presidente da Abapa. “O que esta instituição [Abrapa] faz em termos de organização e políticas de desenvolvimento para o setor deveria ser seguido por outras instituições do agronegócio brasileiro”, afirmou.

O novo presidente da Abrapa, Sérgio de Marco, mostra que não tem medo de novos desafios ao assumir o novo cargo. “Foi com muita determinação, com espírito empreendedor e busca da inovação que nós, produtores de algodão, construímos as bases de nossas conquistas e geramos, com isso, riquezas, divisas e empregos. Tudo isso exigiu muita dedicação e uma fé inabalável em nosso país. Agindo desta forma, conseguimos transformar a cotonicultura brasileira em uma forte alavanca para posicionar o Brasil entre os líderes mundiais da produção de fibras e alimentos”, destacou.

O ex-presidente da Abrapa, Haroldo Cunha, que hoje dirige o Instituto Brasileiro de Algodão, também ressaltou a força da união dos produtores. “Assumi a Abrapa quando o setor estava com muitas dificuldades, mas com o apoio das estaduais e do governo federal chegamos a este resultado de destaque no cenário mundial”, frisou. “Hoje, temos credibilidade e respaldo junto ao governo e no exterior”, acrescentou ele, lembrando da vitória na Organização Mundial do Comércio por conta dos subsídios do governo americano dados aos produtores daquele país.

Fonte: Jornal Nova Fronteira

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Momento de euforia em MT


Semana se encerrou com recorde de preços em 140 anos. Em reais, arroba da pluma acumula valorização de 126% puxada pela demanda





Mato Grosso, maior produtor nacional da fibra ofertará 51% do volume nacional nesta temporada contra 48% na safra passada (08/09)

A euforia tomou conta dos cotonicultores de Mato Grosso após os preços da arroba da pluma atingirem níveis históricos na semana passada por causa de uma forte redução dos estoques mundiais ocasionada pela elevada demanda – principalmente da indústria têxtil – proveniente da Ásia. Na Bolsa de Nova York, o preço da libra-peso alcançou a maior cotação em 140 anos (US$ 1,20), superando o recorde de 2005. Cotada a R$ 93,90 para os contratos com entrega em julho de 2011, a arroba da pluma no Estado está 126% mais cara do que observada em novembro.

Mas nem todos vão poder se beneficiar desse bom momento. Levantamento da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) aponta que 60% de toda a safra de algodão no Estado (cerca de 540 mil toneladas) já está vendida. E, desse total, 50% dos contratos foram negociados ao peço de US$ 0,75/libra-peso, o que ainda chega a ser remunerador para o produtor.

“Estamos vivendo um momento muito especial. Esperamos que este cenário perdure por um longo tempo”, afirma o presidente recém empossado da Ampa, Carlos Augustin, lembrando a volatilidade dos preços da commodity nos últimos anos e a baixa do dólar. “Para se ter uma idéia, nas últimas safras tivemos preços do algodão variando entre US$ 0,30 e US$ 1,20 e, o dólar, entre R$ 3,50 e R$ 1,60. O risco ainda é muito grande”.

A opinião é endossada pelo presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), o produtor mato-grossense Sérgio De Marco, descartando qualquer aplicação nos próximos meses, alegando que a volatilidade dos preços não traz segurança aos cotonicultores de que a procura pela fibra continuará forte como agora. Para ele, as perspectivas de investimentos apenas serão feitas a partir de julho, quando a produção, que está começando a ser plantada em dezembro, estiver encerrada.

Do total de 1,8 milhão de toneladas de pluma no Brasil – produção estimada pelo Conab para o próximo ano - cerca de 1 milhão já foi vendido. A maior parte - perto de 700 mil toneladas - foi comercializada ao preço de US$ 0,75 por libra-peso. Aproximadamente 300 mil toneladas, a US$ 1/libra-peso. As vendas foram feitas em um momento em que os cotonicultores acreditavam ser esse já um preço bastante compensador. Mas, atualmente, o algodão está sendo vendido ao dobro desse valor no mercado internacional. Mato Grosso, maior produtor nacional da fibra ofertará 51% do volume nacional, contra 48% na safra passada (08/09).

O extraordinário avanço se deu, basicamente, devido à queda da produção e ao aumento da demanda para a fabricação de roupas. China e Índia respondem pela maior demanda da fibra. “Os preços realmente são fantásticos e o produtor tem de tirar proveito deste momento”, afirma o conselheiro consultivo da Ampa, João Luiz Ribas Pessa, lembrando que a produção não respondeu ao aumento do consumo.

Na avaliação de Carlos Augustin, a situação foi motivada pela decisão dos países emergentes em distribuir melhor suas riquezas, favorecendo o consumo das classes sociais mais baixas e gerando maior demanda por alimentos e roupas. “Foi o bastante para os estoques mundiais ficarem reduzidos”, salientou.

RENTABILIDADE – Os custos de produção do algodão ainda continuam elevados – cerca de US$ 2,2 mil por hectare. “Será o melhor ano para a história da cotonicultura brasileira”, afirma Augustin, lembrando que o mercado – tanto interno quanto externo – deverá se manter aquecido porque a matéria-prima continuará em falta. “O momento é de euforia, sim, mas precisamos ficar atentos aos movimentos do mercado para nada dar errado. Só não será melhor pela fragilidade do dólar”, diz o produtor mato-grossense Celso Griesang. 



Fonte: Diário de Cuiabá

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Algodão: Abrapa estima exportação de 520 mil toneladas em 2010

Brasília, 6 - As exportações brasileiras de algodão devem chegar a 520 mil toneladas este ano, segundo estimativa do presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Haroldo Cunha


As exportações brasileiras de algodão devem chegar a 520 mil toneladas este ano, segundo estimativa do presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Haroldo Cunha. Até novembro, as vendas totalizaram 472,7 mil toneladas, que representaram US$ 752,665 milhões. "É um número que nos surpreende, mas que é explicado pela pressão do mercado internacional", afirmou Cunha. De acordo com ele, as importações do produto devem chegar a 60 mil toneladas este ano. Até maio de 2011, a indústria têxtil será beneficiada pela isenção da tarifa de importação, autorizada pela Câmara de Comércio Exterior (Camex). A medida foi tomada em função da escassez do produto no mercado doméstico, causada pela disparada dos preços no mercado internacional, que levou a fechamento de contratos antecipados. Em relação às vendas brasileiras, Cunha destacou o posicionamento da China no ranking dos maiores importadores. Até outubro, o país adquiriu 75 mil toneladas de algodão brasileiro, tornando-se o terceiro maior importador. "Há alguns anos não se vendia mais do que 20 mil toneladas por ano", comparou o presidente da Abrapa. Cunha deixa o cargo hoje para assumir a presidência do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), fundado em 7 de junho como uma consequência das negociações do contencioso do algodão no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC). Em seu lugar na Abrapa ficará Sérgio De Marco. <b>Capacidade instalada</b> O Brasil atingirá sua capacidade máxima instalada de produção de algodão na safra 2010/2011, segundo o novo presidente da Abrapa, Sérgio De Marco. De acordo com ele, a expectativa é de colher um total de 1,8 milhão de toneladas. Para se obter esse volume de produção, conforme De Marco, o número de colheitadeiras existentes no País hoje é suficiente, mas está no limite. "Coincidentemente, começou a safra hoje e a colheita será em julho de 2011", observou. O presidente da Abrapa destacou que, para atender a essa produção, os cotonicultores estão utilizando "um monte de colheitadeiras que estavam encostadas". Desse total previsto de produção, 700 mil toneladas já foram vendidas a US$ 0,75 por libra peso e outras 300 mil toneladas a US$ 1,00 por libra peso, aproveitando o preço elevado da commodity, que hoje já se encontra no dobro deste patamar. Nem tudo é voltado à exportação, conforme De Marco. "Boa parte é da indústria local, que se atentou também à questão de oferta do produto", afirmou. As cerca de 800 mil toneladas restantes não devem ser comercializadas antecipadamente pelos produtores porque, entre outros fatores, é preciso deixar uma margem para uma possível quebra de safra. Para produzir 1,8 milhão de toneladas, o Brasil deve plantar 1,26 milhão de hectares neste ciclo. A área é praticamente 50% superior à da safra passada (838 mil hectares). Como o plantio segue até meados de fevereiro, o produtor apenas pensará em investir em novas colheitadeiras a partir de julho, quando os preços da commodity devem ter se estabilizado. "Tem que primeiro passar esta safra. Antes de julho de 2011 não vai precisar de mais do que se tem", disse De Marco. O novo presidente da Abrapa destacou ainda que, apesar da indústria têxtil doméstica alegar que consome de 800 a 900 mil toneladas de algodão por ano, a expectativa da entidade é a de que essa demanda já atinja um total de 1,1 milhão de toneladas.