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quinta-feira, 28 de julho de 2011

Indústria têxtil cobra do governo desoneração do setor

Diretor da Abit diz que governo precisa tomar medidas de incentivo à industrialização

A cadeia produtiva da indústria têxtil ainda espera uma resposta para as reivindicações de desoneração tributária apresentadas pelo setor no mês passado ao ministro da Economia, Guido Mantega. O diretor-superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil, Fernando Pimentel, voltou a defender a criação de modelo tributário, trabalhista e previdenciário que desonere e permita às empresas confeccionistas (intensivas em mão de obra) crescerem no Simples (optativo) por 20 anos, independentemente do tamanho do faturamento.

O pronunciamento foi feito ontem (26), durante a coletiva de imprensa do Inspira Mais- Salão de Design e Inovação de Componentes, que acontece até sexta-feira (28). “Estamos vivendo um momento de muita dificuldade da indústria de transformação no país. O governo deve anunciar em agosto uma nova política para aumentar a competitividade da indústria nacional. Estamos esperando que essa política seja um projeto estruturante”, disse Pimentel.

Segundo ele, o Brasil corre o risco de ter um “desencadeamento da cadeia produtiva”, caso o governo não tome medidas que estimulem a industrialização. Ele defende uma maior participação do setor nas compras governamentais. “É um absurdo os uniformes do Exército serem comprados na China”.

Fonte: Primeira Edição

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Abit teme fracasso da nova política industrial

Setor têxtil cobra mais proteção e diz que juro alto e real forte são entraves

Preocupado com a possível reprimarização e desindustrialização da economia brasileira, o diretor superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Pimentel, teme que a Política de Desenvolvimento da Competitividade (PDC), nova política industrial que o governo anunciará em breve, acabe se tornando um "anti-clímax" por causa dos juros altos e do câmbio valorizado, entre outros entraves, como a carga tributária.

"Estamos nos articulando pela adoção de um regime tributário diferenciado, que desonere a exportação e os investimentos", disse Pimentel, acrescentando que o Simples, programa que oferece abatimentos fiscais para empresas de menor porte, acaba limitando o crescimento das firmas, ao restringir os benefícios ao faturamento de até R$ 2,4 milhões.

Entre as propostas da Abit, está a adoção do programa Reintegro, que dá crédito tributário para a exportação. "Estamos no meio de uma guerra cambial na qual o objetivo de cada país é gerar empregos e abrir mercados. Projetamos uma taxa de, no mínimo, 6%, o que não seria muito. Afinal, somente a burocracia pesa entre 2% e 6% no chamado Custo Brasil", ponderou o executivo, em entrevista exclusiva ao MM.

Pimentel frisou que a Abit é favorável ao livre comércio. "Porém não ao comércio ingênuo. Somos favoráveis à abertura dos mercados, ao comércio livre, porém não ingênuo. As condições precisam ser iguais para todos. Aqui deixamos tudo sem defesa comercial, com juros indecentes. Nosso rating é melhor do que o de muitos países que praticam taxas de juros muito inferiores à nossa", ponderou, criticando a permanência de um mercado financeiro indexado aos índices de inflação. "Todo este cenário está nos levando a perder densidade nas cadeias produtivas", finalizou.

Fonte: Monitor Mercantil

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Brasil: Indústria têxtil apoiada para enfrentar concorrência asiática

A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, disse hoje que o seu governo vai lançar medidas para ajudar a indústria têxtil do país a enfrentar a concorrência dos produtos asiáticos.

O programa, que deve ser anunciado até ao final do ano, prevê redução de impostos e melhorias nas condições de crédito, além de "exigências maiores quanto à qualidade dos produtos importados na área têxtil", declarou a presidente, segundo a Agência Brasil.

Dilma Rousseff disse ainda que os brasileiros sofrem "uma concorrência desleal" dos produtos asiáticos e quer que "o Brasil tenha maior competitividade, principalmente em relação ao mundo asiático".

Fonte: Só Notícias

terça-feira, 12 de julho de 2011

Dilma promete menos impostos e mais crédito para indústria têxtil

A presidenta Dilma Rousseff informou hoje (12) que o governo lançará, até o fim do ano, um conjunto de medidas para aumentar a competitividade da indústria têxtil brasileira, incluindo redução de impostos e maior oferta de crédito. A presidenta reconheceu que as tecelagens brasileiras enfrentam concorrência desleal dos produtos de origem asiática.
“No caso da indústria têxtil, estamos muito interessados em que o Brasil tenha maior competitividade, principalmente em relação ao mundo asiático, que é quem hoje entra no mercado brasileiro com preços mínimos, quase abaixo de qualquer política de custo. Sabemos que há uma concorrência desleal com os produtos têxteis brasileiros”, disse Dilma em entrevista para rádios do Paraná.
A presidenta adiantou detalhes sobre o programa que está sendo preparado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). “O programa vai se caracterizar pela redução de impostos, melhorias nas condições de financiamento, por exigências maiores quanto a qualidade dos produtos que estão sendo importados na área têxtil. Com isso, acreditamos que uma parte das defesas brasileiras nessa questão será colocada em prática e tornada realidade”.
A presidenta Dilma Rousseff participou hoje, em Francisco Beltrão (PR), do lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar 2011/2012. Antes, concedeu entrevista a rádios locais, costume iniciado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que, agora, também vem sendo adotado por Dilma.


Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Indústria têxtil pede igualdade de condições para concorrer com importados

O Brasil precisa fornecer subsídios a sua indústria têxtil e de confecção para que ela possa competir em igualdade de condições com os produtos importados que ameaçam a sobrevivência do setor. Essa foi a principal conclusão da audiência pública da Frente Parlamentar Mista José Alencar para o Desenvolvimento da Indústria Têxtil e de Confecção do Brasil realizada nesta terça-feira (5), na sede da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), em Curitiba. O encontro, que foi o primeiro realizado pela Frente fora de Brasília este ano, contou com a presença de empresários e integrantes de entidades representativas das indústrias e dos trabalhadores do segmento.

Para o vice-presidente da Fiep, Edson Luiz Campagnolo, que é empresário do setor e representou a entidade na audiência pública, a união da indústria do vestuário é fundamental para conseguir mudanças que melhorem o panorama atual. “Nosso setor tem sofrido uma das concorrências mais desleais com produtos importados. A água já passou do pescoço e o setor não aguenta muito mais tempo. Por isso é necessário acelerar esse processo de levantamento das demandas de cada estado para que, mobilizados, possamos levar as reivindicações ao governo federal”, disse Campagnolo.

O deputado federal Zeca Dirceu (PT), coordenador da Frente Parlamentar no Estado, afirmou que as demandas levantadas durante a audiência pública em Curitiba serão levadas ao governo federal e aos mais de 260 congressistas que compõem o grupo. “O setor do vestuário é importante para o Paraná e vem ajudando o país a crescer. Mas ele precisa de ajuda para que possa sobreviver”, disse Dirceu. “Neste ano, o governo federal já deu uma atenção concreta e verdadeira ao nosso trabalho, mostrando-se sensível às necessidades do setor”, acrescentou.

Também participaram da audiência o deputado estadual Elton Welter (PT) e o coordenador de relações institucionais da vice-presidência da República, o ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures, que foi coordenador da Frente Parlamentar no Paraná.

Cenário – Durante a reunião, o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT), Aguinaldo Diniz Filho, apresentou um amplo panorama do setor. O principal problema, segundo ele, é a forte concorrência que a indústria nacional vem sofrendo com produtos vindos de países que subsidiam a produção e exportação de peças de vestuário.

Prova disso é que a balança comercial do setor vem registrando déficits há 5 anos. No ano passado, por exemplo, as importações de vestuário superaram as exportações em U$ 3,5 bilhões. Para 2011, a previsão da ABIT é que esse valor salte para U$ 5,2 bilhões. “Nossa estimativa é que, com mais esse déficit, a indústria têxtil e de confecção brasileira deixe de gerar 200 mil postos de trabalho este ano”, alertou Diniz Filho.

A geração de emprego no setor, aliás, é um dos principais argumentos utilizados pela ABIT na defesa de medidas que garantam competitividade ao segmento. “Hoje, nossas 30 mil empresas geram mais de 8 milhões de empregos diretos e indiretos. Somos um setor alavancador do primeiro emprego e o principal contratante de mulheres chefes de família”, diz o empresário. Diniz Filho citou ainda um levantamento do BNDES, que apontou que a cada R$ 10 milhões a mais no faturamento do setor, são gerados 1.382 novos empregos.

Para possibilitar esse crescimento, a ABIT defende que o Brasil equalize algumas questões apontadas como “limitadores da competitividade”. Entre elas, a carga tributária, a deficiência na defesa comercial, o custo de capital elevado, o custo da infraestrutura e o desequilíbrio cambial, que contribui para o aumento das impostações.

Apesar das dificuldades, Diniz Filho acredita em mudanças para o setor. Segundo ele, isso ficou claro em recentes reuniões promovidas pela Frente Parlamentar e pela ABIT com os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel. “O que mostramos a eles é que não queremos favores ou benefícios. A ABIT não é contra as importações, mas queremos uma competição igualitária”, concluiu.

União – A audiência pública desta terça-feira contou também com a participação de representantes dos trabalhadores do setor. A presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias do Setor Têxtil, Vestuário, Couro e Calçados (Conaccovest), Eunice Cabral, também ressaltou a necessidade de união dos diferentes atores para a defesa da indústria têxtil nacional. “Só vamos conseguir avançar se atuarmos de forma tripartite, com a união de trabalhadores, empresários e governo”, declarou. Segundo Eunice, a perda de competitividade do setor já é sentida pelos trabalhadores. “Trabalho há mais de 40 anos no setor e aprendi tudo o que sei dentro da fábrica. Hoje, os empresários já não têm mais como fazer esse treinamento por causa da perda de competitividade”, contou.

A opinião é compartilhada pelo empresário Marcelo Surek, presidente do Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem do Paraná (Sinditêxtil). Ele afirmou que, atualmente, as empresas não têm condições de pensar em novas tecnologias que aumentem a produtividade. “Hoje temos que nos preocupar em sobreviver. Queremos condições para preservar os empregos, com nossas empresas crescendo, e é a união que vai fazer com que o governo se sensibilize para agir em prol de nossas indústrias”, afirmou.

Fonte: HNews

Setor têxtil critica concorrência externa e guerra fiscal

A competição desleal com países que subsidiam a produção de peças de vestuário e a guerra fiscal entre os estados são dois dos principais problemas que a indústria têxtil nacional en­­frenta atualmente, de acordo com empresários do setor. Esses pontos são unânimes entre os represantes do ramo, que participaram ontem, na sede da Federação das In­­dús­­trias do Paraná (Fiep), de uma audiência pública da Frente Parlamentar Mista José Alencar para o Desen­­volvi­­mento da Indústria Têxtil e de Confecção do Brasil. A reunião é a primeira a ser realizada fora de Bra­­sília, e o Paraná foi escolhido pela importância do setor na economia brasileira.

De acordo com a Abit, a balança comercial da indústria têxtil registra déficits há cinco anos. Em 2010, as importações de peças de vestuário superaram as exportações em US$ 3,5 bilhões. A previsão da entidade é de que neste ano o déficit passe para US$ 5,2 bilhões. “Nossas 30 mil empresas geram hoje mais de 8 milhões de empregos diretos e indiretos, e temos potencial para muito mais. Não estamos pedindo nada do governo, queremos apenas condições igualitárias para competir, para que não seja entregue aos outros o nosso principal ativo, que é nosso mercado interno”, salienta o presidente da Abit, Aguinaldo Diniz Filho.


Para o vice-presidente da Fiep, Edson Luiz Campagnolo, que atua no setor e representou a entidade na audiência, em­­presários, trabalhadores e políticos estão unidos em torno da resolução desse problema. “Estamos preocupados com a questão dos importados que chegam subvalorizados ao nosso país e com a guerra fiscal entre os estados, que prejudica diretamente a indústria têxtil. Mais audiências vão ocorrer em outros estados, mas precisamos de soluções rápidas e estamos confiantes com a reunião do Confaz nesta semana”, ressalta Cam­­pagnolo. O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que tem secretários da Fazenda de todos os estados, estará reunido amanhã e sexta-feira em Curitiba. A expectativa do governo estadual é de que haja evolução sobre a questão fiscal durante a reunião realizada na capital.

Hoje, o presidente da Abit estará em Brasília para um encontro no Senado sobre os problemas enfrentados pelo setor. “Tivemos reuniões com os ministros Fernando Pi­­mentel [do Desen­­volvi­­mento, Indústria e Comércio Exterior] e Guido Mantega [da Fazenda]. Eles demonstraram preocupação com o setor. Agora estamos nos preparando para sermos recebidos pela presidente Dilma Rousseff”, afirmou Diniz Filho.

Fonte: ExportNews

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Ministério discutirá proteção à indústria têxtil, diz deputado

O presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Indústria Têxtil, deputado Henrique Fontana (PT-RS), informou que o Ministério da Fazenda vai criar um grupo de trabalho para discutir formas de proteção ao setor. A decisão foi tomada pelo ministro Guido Mantega após reunião com integrantes da frente parlamentar nesta quarta-feira.

De acordo com Fontana, a desoneração da folha de pagamentos das empresas e o fim da guerra fiscal entre estados serão alguns dos principais pontos a serem abordados pelo Executivo. "Uma das propostas é a possibilidade de reduzir a alíquota de contribuição sobre a folha de pagamentos para setores de mão de obra intensiva. A outra questão é o fim da guerra fiscal, que hoje infelizmente permite que produtos importados entrem no Brasil em situação de vantagem tributária sobre artigos nacionais", adiantou.

O deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP), um dos coordenadores da frente, reiterou a necessidade de reduzir o custo de produção das indústrias. “Muitas empresas estão fechando as portas”, lembrou.

Proteção
Durante a reunião, o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Aguinaldo Diniz, destacou a Mantega a importância de o governo resguardar as companhias brasileiras de modo a não transferir os empregos aqui gerados para a China, principal concorrente dos produtos nacionais. “Queremos um canal com a parte técnica [do ministério] para discutir o fortalecimento do setor", solicitou.

O ministro concordou com as argumentações e consentiu com a articulação da frente têxtil com os técnicos do Ministério da Fazenda. “Acolho a ideia de um grupo de trabalho como temos com o setor automobilístico”, disse, solicitando que a primeira reunião aconteça já na próxima semana.

Segundo Mantega, as dificuldades enfrentadas atualmente pela indústria são motivadas pela crise econômica de 2008, que continua na maior parte do mundo. “Não é problema só do setor têxtil, é de todos os manufaturados”, ponderou. “Temos de resolver a situação sem jogar fora as normas da OMC [Organização Mundial do Comércio].”

Fonte: Câmara dos Deputados - Agência Câmara de Notícias

Setor têxtil reclama de concorrência desleal com importados


Fazenda cria grupo para estudar medidas de incentivo

por Agência Brasil
Valter Campanato/ABr
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, se reuniu com a Frente Parlamentar Mista para o Desenvolvimento da Indústria Têxtil
Ministério da Fazenda decidiu criar um grupo de trabalho para estudar a adoção de medidas de incentivo ao setor têxtil. Nesta quarta-feira (22/06), representantes do setor estiveram reunidos com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em Brasília. 

Ao deixar o encontro, o líder da Frente Parlamentar Mista José Alencar para o Desenvolvimento da Indústria Têxtil e de Confecção, deputado federal Henrique Fontana (PT-RS), disse que o governo dará uma resposta em até 45 dias. 

“O ministro foi bastante claro nisso e disse: quero uma reunião na semana que vem e que me tragam medidas imediatas, de caráter tributário e que tenham a ver também com a folha de pagamento”, destacou. As medidas devem desonerar a aquisição de máquinas e equipamentos para modernizar o setor. 

Alguns pontos apresentados pelo setor já estão sendo discutido pelo Ministério da Fazenda dentro da reforma tributária, que é a desoneração da folha de pagamento. O outro é a unificação e redução da Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) com o objetivo de acabar com a guerra fiscal. 

“Existe uma guerra fiscal que está beneficiando a importação contra o produto fabricado nacionalmente. Alguns estados estão fazendo guerra fiscal para facilitar a importação com benefício tributário de quase 10% quando comparado com o mesmo produto brasileiro”, disse Fontana. 

A frente parlamentar pediu ao ministro a adoção de uma tributação que desestimule a importação de produtos que têm o preço artificialmente calculado apenas para concorrer com os produtos brasileiros. “Está havendo a importação de produtos que têm claramente um preço subcalculado. Uma tributação ad rem [pela qual a base de cálculo é uma unidade de medida fixada por lei, como por exemplo, o peso do produto] seria um mecanismo para coibir essa burla que é feita por alguns exportadores para o Brasil, incluindo os asiáticos”. 

Fontana enfatizou ainda que o setor emprega 1,7 milhão de pessoas e é um dos maiores empregadores do país. 

Fonte: Globo Rural

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Apesar da concorrência asiática, setor têxtil brasileiro segue investindo

46% de crescimento nas importações de máquinas têxteis, no primeiro quadrimestre, mostra confiança do setor, apesar de todas as assimetrias com os asiáticos.

A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT) mais uma vez apoia a Semana Oficial da Moda Brasileira, a São Paulo Fashion Week (SPFW). Considerada a quinta maior semana de moda do mundo e a maior plataforma da América Latina para a divulgação do design e da criatividade brasileira, o evento acontece entre os dias 13 a 18 de junho (segunda a sábado), na Bienal do Ibirapuera, em São Paulo. " Apesar de todas as dificuldades que o setor vem enfrentando, com défict recorde, alta no preço do algodão, avalanche de importados, volta da inflação e início de demanda mais reprimida, é preciso valorizar nosso produto cada vez mais e ter confiança no futuro, como estão fazendo os empresários que continuam investindo na modernização de suas fábricas" declara Aguinaldo Diniz Filho, presidente da ABIT.

O Setor realizou, neste mês de junho, duas reuniões com a Frente Parlamentar Têxtil José de Alencar, em Brasília, para levar as medidas mais urgentes para o governo. Na última reunião, com o Ministro Fernando Pimentel, do Desenvolvimento, a ABIT entregou uma proposta concisa para o fortalecimento imediato das Confecções. " Para fortalecer o elo da confecção, que impulsionaria toda a Cadeia, é preciso ampliar o Simples, desonerar a folha de pagamento e exigir dos produtores asiáticos as mesmas regras que os empresários brasileiros têm que cumprir, dentre elas, índices de tratamento de efluentes, não empregar mão de obra infantil, não utilizar corantes azoicos, colocar etiquetas com composição e razão social, dentre tantas outras exigências que os produtos importados não cumprem" explica Diniz Filho.

Balanço do Quadrimestre: o déficit- De janeiro a maio deste ano, o crescimento do déficit na balança comercial do setor têxtil e de confecção foi de 46,2%(excluída a fibra de algodão), em relação ao mesmo período do ano passado. As importações no período cresceram 33,5% e as exportações tiveram um tímido aumento: 4,3%. O déficit acumulado de janeiro a maio de 2011 está acumulado em US$ 1,89 bilhão (excluída a fibra de algodão).

O volume de exportações de janeiro a maio de 2011 foi de 116,9 mil toneladas, com um aumento de 3,1%, nas 120,7 mil toneladas registradas de janeiro a maio de 2010.

Já os dez estados que mais receberam produtos estrangeiros, em valor (importações), nos primeiros cinco meses do ano foram: Santa Catarina, São Paulo, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraíba e Bahia e os dez estados que mais venderam produtos brasileiros, em valor (exportações), no mesmo período, foram: São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraíba e Rio Grande do Norte.

Em relação ao comércio com outros países, os dez que mais receberam produtos brasileiros, em valor, de janeiro a maio de 2011 foram: Argentina, Estados Unidos, Venezuela, Paraguai, Colômbia, Holanda, Uruguai, México, Chile e Peru e os dez que mais exportaram para o Brasil, no mesmo período, foram:China, Índia, Indonésia, Argentina, Estados Unidos, Coréia do Sul, Taiwan (Formosa), Bangladesh, Tailândia e Itália.

Emprego e Produção Física- No mês de abril de 2011, a geração de empregos no setor têxtil e de vestuário foi de 4.893 contra 10.092 gerados no mesmo período de 2010. O acumulado foi de16.536 (de janeiro a abril de 2011) ante os 36.161, de janeiro a abril do ano passado.

Quando comparado o primeiro trimestre deste ano com igual período do ano passado, houve um crescimento de 4,58% na Indústria de transformação, número superado pelo segmento do vestuário, que registrou alta de 9,62%. O setor têxtil nãoteve o mesmo desempenho e completou o período em queda de 7,12%.

De janeiro a abril de 2011 houve uma queda de 11,61% no segmento Têxtil e um crescimento muito pequeno, de apenas de 0,38% , no Vestuário , se comparado ao mesmo período do ano anterior .

Varejo e Investimentos- De janeiro a abril de 2011 houve um desempenho positivo de 7,34% em volume de vendas e de 14,54% em receita nominal, ambos em relação ao mesmo período do ano anterior.

Em termos de investimentos, o desembolso do BNDES foi de R$ 330,1 milhões de janeiro a março de 2010, contra R$ 301,2 milhões de janeiro a fevereiro deste ano. A participação do setor variou de 1,29% para 1,2% em relação ao total do desembolso realizado pelo BNDES.

No que tange a importação de máquinas e equipamentos, do primeiro quadrimestre do ano passado para o mesmo período deste ano, houve um crescimento de 46,57%,passando de US$204 mi para US$ 299 mi.

Inflação e a questão do algodão- A inflação, com índice no vestuário, tanto para o IPCA quanto para o IPC foram respectivamente, de 0,42% (abril) e 1,19% (maio) e de 0,68% (abril) e 1,1% (maio).

Nos últimos seis meses, a indústria brasileira de produtos têxteis e confeccionados foi alvo do mais rápido e contundente processo de aumento de custos e de elevação de suas necessidades de capital de giro que se tem notícia. Isso porque, nesse período, o preço doméstico do algodão, seu principal insumo, subiu aproximadamente 115%, enquanto que o preço médio de venda desta indústria permaneceu praticamente constante. Considerando-se os últimos doze meses (fevereiro de 2011 a fevereiro de 2010), o aumento do algodão foi de 177%.

“Para aliviar a grave situação vivida no mercado brasileiro de fibras de algodão precisamos criar, em caráter de urgência, um mecanismo de financiamento para empresas de todos os portes para compra de fibras de algodão. Temos ainda outras questões prioritárias,como a desoneração profunda e imediata de todos os elos da cadeia produtiva têxtil e de confecção; a criação de um mecanismo de estabilização de preços que dê previsibilidade à indústria do valor pela qual ela pagará sua matéria prima num horizonte razoável de tempo e a elaboração de mecanismo que garanta o abastecimento total do mercado interno consumidor de fibras de algodão”, enfatiza Diniz Filho.

Fonte: Revista Fator

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Consumo: preço alto do algodão faz roupa ficar 30% mais cara


O metro do tecido que custava R$ 6 passou para R$ 10. E não há previsão de queda rápida nos preços



Imagine todas as peças de vestuário que levam algodão. Jeans, jaquetas, roupas de cama, roupas sociais, camisas masculinas, vestidos e pijamas flanelados já estão mais caros e devem encarecer até 30%  com a mudança da coleção Outono/Inverno para a coleção de Verão. O aumento se deve ao preço do algodão, que compõe de 35% a 40% dos tecidos e repercute diretamente nos preços da indústria do vestuário.


Segundo Willian Moura, vice-presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário da Bahia (Sindivest), o tecido que era comprado a R$ 6 em 2008, passou para R$ 10 este ano e não há mais como as confecções segurarem os preços. “Começamos a comer a margem de lucro, mas o valor já deve estar em 50% do preço praticado a poucos anos atrás”, analisa Moura.

O empresário também acrescenta que se antes ele tinha que encomendar ao fornecedor da indústria têxtil o tecido com seis meses de antecedência, agora são precisos até nove meses para as encomendas chegarem. “As empresas de confecção menores ainda ficam à mercê destas grandes empresas”, lamenta.
Se o consumidor prestar atenção no material que está comprando vai perceber: a tendência tem sido substituir o algodão. Eunice Habide, presidente da Sindivest-BA, diz que para não encarecer as roupas tem procurado tecidos que não são 100% compostos de algodão, mas de outras fibras como viscose, linho e poliéster. “Desta forma, conseguimos que o preço caia um pouco”, acrescenta Eunice.
Quando questionada sobre a qualidade desta substituição, Eunice acredita que há vantagens e desvantagens. Além de baixar o preço da roupa, um ponto bem positivo, as peças que levam menos algodão tendem a amassar menos, o que facilita o dia a dia das pessoas. “Já a roupa fabricada com algodão tem uma boa absorção de umidade. Para o nosso clima é mais interessante e  confortável”, justifica Eunice. Segundo o Sindivest, não há nenhuma perspectiva que o preço do algodão diminua no mercado global, no futuro próximo.
Crise O aumento do consumo na China, bloqueio da exportação da Índia e a quebra de safra nos EUA foram alguns dos fatores que influenciaram a alta do algodão nos últimos meses. Segundo Fernando Pimentel,  diretor superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), houve meses em 2010 que a alta do algodão chegou a 140%, e os efeitos desta valorização estão sendo sentidos nas coleções deste ano.
“Já chegamos a comprar o quilo do algodão por R$ 5,50, em 2010 o quilo ultrapassou os R$ 10, estando hoje em cerca de R$ 8,80”, comenta Pimentel. Para o empresário, com um aumento tão exorbitante é complicado conter o preço dos tecidos e das roupas. Ele ainda reclama que outros reajustes têm impactado a indústria têxtil, como o preço da energia elétrica, dos salários e dos produtos químicos. “O aumento vai continuar”, ele avisa.


Fonte: Correio 24 Horas

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Setor têxtil quer redução de tributos

A Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias do Setor Têxtil, Vestuário, Couro e Calçados defendeu, na última quarta-feira (1), na Câmara dos Deputados, medidas para reduzir os tributos do setor.

Segundo a presidente da confederação, Eunice Cabral, a redução de impostos poderia diminuir a informalidade, que aumentaria a base de tributação. O efeito, de acordo com ela, seria o aumento da arrecadação, mesmo com a redução do percentual individual cobrado de cada empresa.

Outras medidas
Além da redução de impostos, foram discutidas medidas que visam aumentar a competitividade do setor. Um dos participantes do encontro, o empresário Vicente Donini, disse que a Frente Parlamentar da Indústria Têxtil e Confecção deve pressionar o governo a mudar a política de juros, de encargos sociais, de logística e de custos da energia.

Para ele, não são os produtos chineses que atrapalham o desenvolvimento da indústria brasileira, e, sim, “brasileiros que não tem compromisso com o desenvolvimento nacional”, declarou, segundo a Agência Câmara.

Já o deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP) e coordenador da frente em São Paulo afirmou que a discussão conjunta de medidas por empresários, trabalhadores e associações indica o esforço do setor em recuperar sua importância econômica.

O parlamentar disse ainda que a indústria têxtil sempre ocupou um papel importante no desenvolvimento econômico do País. “Temos que continuar sendo competitivos”, afirmou, ressaltando que o Congresso Nacional pode ajudar a consolidar medidas para alavancar a retomada do crescimento do setor.

Fonte: Correio do Estado

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Paulo Paim pede mais atenção ao setor têxtil

Em discurso no Plenário nesta quinta-feira (2), o senador Paulo Paim (PT-RS) destacou o papel do setor têxtil na economia brasileira. O senador informou que o setor emprega 1,75 milhão de pessoas em cerca de 30 mil empresas. Só no estado do Rio Grande do Sul, informou Paim, são 9 mil empresas, que garantem a geração de 32 mil empregos.
Paulo Paim informou que recebeu o convite de deputados, senadores, empresários e trabalhadores para participar de uma frente parlamentar em defesa do setor têxtil. O senador destacou que a Câmara realizou uma audiência pública nesta quarta-feira (1º) com objetivo de debater temas de interesse do setor.
Segundo o senador, os empresários do ramo cobram uma reforma tributária urgente e linhas de crédito especiais no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O setor também quer melhor estrutura para desembaraço de produtos têxteis em portos e aeroportos. De acordo com Paim, se houvesse mais incentivo às exportações de produtos têxteis, o setor poderia gerar mais 250 mil empregos.
O senador também destacou o lançamento do programa Brasil Sem Miséria, que ocorreu de manhã no Palácio do Planalto. O objetivo do programa é tirar 16 milhões de brasileiros da pobreza absoluta.
Paim também anunciou que vai participar de uma reunião nesta tarde com o ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves, para discutir uma alternativa ao fator previdenciário.
- Espero que a reunião avance para uma solução definitiva para pensionistas e aposentados – afirmou.

Fonte: Correio do Brasil

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Invista: US$ 100 milhões até 2012


Indústria têxtil apresenta plano de expansão no mercado brasileiro

20/05/2011 - 15:14
O segmento de fibras artificiais e sintéticas da indústria têxtil, com faturamento estipulado em mais de US$ 1 bilhão segundo aAbrafas (Associação Brasileira de Produtores de Fibras Artificiais e Sintéticas), começa a expandir sua infraestrutura e tecnologia. AInvista, uma das maiores produtoras de polímeros e fibras do mundo, iniciou a construção de uma nova unidade de produção em Paulínia (SP).
 
Com conclusão prevista para o final de 2012, a fábrica faz parte de um projeto de investimento da empresa, de cerca de US$ 100 milhões. A estratégia é alavancar as vendas no país: "O Brasil é um mercado em crescimento para nossos negócios. A expansão da nossa fábrica é reflexo do crescimento de nossos clientes", explica David Trerotola, presidente do negócio de Fibras Têxteis da multinacional.
Plataformas para tecidos também serão aprimoradas, com novas tecnologias implementadas na produção, principlamente para linhaLYCRA®, que vem trazendo soluções de alta performance para vestuário, prática esportiva e moda íntima. “Nossa visão é a de oferecer produtos inovadores, antecipando as necessidades de nossos clientes e do consumidor final”, ressalta German Silva, diretor da Invista.

Fonte: Portal UseFashion

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Vicunha adere à iniciativa global em prol da produção sustentável de algodão

A Vicunha é a primeira têxtil brasileira a associar-se à ONG global Better Cotton Initiative (BCI). Com isso, a empresa se une a esforços mundiais em prol da produção sustentável do algodão, por meio de melhoria nas condições sociais dos cotonicultores, respeito ao meio ambiente e incentivo ao futuro da economia rural em todos os países produtores.

Como membro da BCI, a Vicunha se empenha em buscar fornecedores de algodão que respeitem a mão de obra justa que proporciona dignidade social ao produtor, respeita o meio-ambiente e combate o trabalho escravo e infantil. Além disso, a companhia apoiará os projetos e estudos já em andamento pela ONG como, por exemplo, a plataforma online que integrará dados históricos de lavouras e melhores práticas para a profissionalização dos agricultores.

“Para nós da Vicunha é grande a satisfação em fazer parte desse movimento, pois é uma forma de estender ao início da cadeia nossos ideais de produção responsável”, explica Anna Maria Kuntz, diretora comercial. Além dessa associação, a Vicunha conta, há mais de uma década, com as certificações de qualidade ISO 9001, ISO 14001 e selo verde europeu Oeko-Tex Standard 100, respeitada certificação que atesta a não utilização de substâncias nocivas ao ser humano na produção, tingimento e acabamentos de seus tecidos.

Outra prática sustentável na produção dos índigos e brins Vicunha está no uso da casca de castanha-de-caju para geração de energia térmica na produção de vapor para aquecimento das caldeiras de suas plantas industriais. Por mês, são usadas, em média, 2,3 mil toneladas do resíduo. A biomassa já é utilizada nas unidades fabris há 10 anos e tem alcançado excelentes resultados para o meio-ambiente que ganha duas vezes: primeiro ao evitar que todo este resíduo seja descartado em aterro, uma vez que a empresa absorve as cascas das castanhas para reaproveitamento energético e segundo por melhorar a qualidade do ar já que esta ação evita a emissão de cerca de 10.000 toneladas de gás carbônico todos os meses na atmosfera.[www.bettercotton.org].

Vicunha Têxtil- Fundada em 1967, a Vicunha Têxtil é líder na produção de índigos e brins, além de ser a maior companhia do setor da América Latina. A empresa produz e comercializa índigos, brins e fios. Conta, no Brasil, com unidades no Ceará e Rio Grande do Norte. Além disso, possui escritórios comerciais na Europa e na Argentina. Adquiriu a maior fábrica de índigo do Equador e está entre os principais fabricantes mundiais de índigos e brins.

Em 1982, iniciou suas atividades no mercado externo e, hoje, é considerada uma das maiores empresas exportadoras do setor, vendendo seus produtos às melhores marcas nacionais e internacionais. Para isso, investe constantemente em tecnologia e aperfeiçoamento de seus colaboradores para melhoria de qualidade e aumento da eficiência de produção.

Sempre atenta às novidades do segmento, a empresa apóia diversos estilistas nos eventos de moda e participa das principais feiras mundiais do ramo têxtil, como Denim by Première Vision, Munich Fair, Shangai Intertextiles e Colombiatex. Consciente de seu papel social, a companhia realiza ações nas áreas de educação, saúde, conservação ambiental e programas motivacionais, entre outros.

Fonte: Portal Fator Brasil

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Vendas de produtos têxteis do Ceará crescem 43%


Ceará é o 7º maior exportador de produtos têxteis e confeccionados do Brasil e o segundo maior do Nordeste. Entre janeiro e março de 2011, o Estado vendeu US$ 24,3 milhões, 43% a mais igual mês do ano passado

Entre janeiro e março de 2011, o Estado exportou US$ 24.347.937 em produtos têxteis (Foto: BANCO DE DADOS)Entre janeiro e março de 2011, o Estado exportou US$ 24.347.937 em produtos têxteis (Foto: BANCO DE DADOS)
O empresariado da indústria têxtil cearense tem se queixado de carga tributária alta, encarecendo o algodão, e da concorrência dos produtos pernambucanos e principalmente chineses. De acordo com o Sindiconfecções do Ceará, o setor estagnou nos últimos três anos. Mas números divulgados recentemente apontam para um lado bem mais positivo. 

Entre janeiro e março de 2011, o Estado exportou US$ 24.347.937, número 43,83% maior que o exportado no mesmo período de 2010. Foram mais de três mil toneladas de produtos têxteis e confeccionados enviadas ao exterior pelos portos cearenses, 15,04% a mais em comparação ao ano anterior, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).

Apesar de ser o quinto polo têxtil do País, o Ceará fica em 7º lugar no ranking de dólares exportados, subindo uma posição em relação ao ano de 2009. No Nordeste, ficamos atrás somente da Bahia, que é o terceiro maior exportador do Brasil. Os portos baianos exportaram, entre janeiro e março de 2011, US$ 61,2 milhões em produtos têxteis e confeccionados. Mas a comparação com o ano passado é negativa (-10,21%). Em toneladas, a Bahia exportou 12,88% menos.

Já Pernambuco também teve variação negativa nas exportações dos três primeiros meses de 2011 em relação ao mesmo trimestre de 2010. O vizinho exportou 25,92% menos em dólares e 12,23% menos em toneladas. O crescimento assustador de Pernambuco em 2009, quando as exportações do Estado cresceram 235% no primeiro trimestre.
 
Tecnologia
Para o presidente do Grupo FCem, Pompeo Madeira, a procura cada vez maior de expositores por feiras têxteis são mais um termômetro de que o Ceará vai bem. O Grupo FCem promove feiras para tecnologia da indústria têxtil nos principais polos do País e, no Ceará, faz a Maquintex, a cada dois anos, desde 2007.

“Se a indústria vai mal, onde estão os desempregados? Está é faltando mão de obra qualificada para operar maquinaria. Há vários setores que trabalham três turnos”, exemplifica o presidente da FCem. Segundo Pompeo, só para a Maquintex 2011 são esperados 70% mais expositores que em 2009.

Cerca de 550 expositores já estão cadastrados, mas o número deve chegar a 700. “Se o setor têxtil estivesse ruim no Ceará esse número seria bem menor”, argumenta. Realizada dos dias 9 a 12 de agosto, a organização da Maquintex espera receber 20 mil visitantes, em quase 23 mil metros quadrados de feira, no ainda inacabado Expo Ceará, o novo centro de eventos do Estado.

“A Maquintex vai inaugurar o novo Expo Ceará. Resolvemos apostar, porque o Governo nos garantiu que estará pronto. Não o equipamento inteiro, mas os 18 mil metros quadrados e mais as seis salas a serem usadas por nós, estarão (prontos)”, acredita.

O quê
ENTENDA A NOTÍCIA
O setor têxtil cearense afirma enfrentar problemas com o aumento do preço do algodão, em quase 300%, e não poder repassar a alta ao consumidor. As confecções já estão 10% mais caras, mas setor precisava aumentar em 30% para não perder margem de lucros.

MULTIMÍDIA

Mais informações sobre a Maquitex 2011 no site
www.maquintex.com.br

SAIBA MAIS 

De acordo com o presidente da FCem, Pompeo Madeira, na edição da Febratex (em Blumenau), a maior compra também foi de uma empresa cearense: US$ 18 milhões.



Fonte: O Povo Online

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Câmbio desfia a indústria têxtil

Apesar de trabalhar com 47% dos componentes chineses, indústria têxtil ainda é a 2ª maior geradora de emprego

MARCHANDO PARA ROMBO EXTERNO 47% MAIOR EM 2010, CRESCIMENTO DO SETOR É "ENGOLIDO" PELAS IMPORTAÇÕES

Segundo o coordenador da área internacional da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), Domingos Mosca, o setor vai amargar um déficit de US$ 6 bilhões em 2011. Além disso, esse segmento da indústria nacional deverá ficar estagnado este ano.

"O crescimento projetado até dezembro, em torno de 5%, deverá ser totalmente absorvido pelas importações", disse, revelando que, no primeiro trimestre, o déficit comercial do setor foi 47,3% superior ao do mesmo período de 2009.

Em termos absolutos, entre janeiro e março, o setor ficou no vermelho em US$ 1.177,9 milhões. Em 2009, o déficit era de US$ 799,9 milhões.

"O resultado não é nada animador, mas é fruto do câmbio valorizado", disse, acrescentando que as projeções foram feitas com base no dólar a R$ 1,70. De lá para cá a moeda norte-americana já está na casa do R$ 1,50.

Mosca revelou que a China responde por 47% do que o Brasil importa. Para ele, visitas como a da presidente Dilma Rousseff àquele país não produzem resultados no curto prazo: "Ela não está tratando somente desse setor nem mesmo somente de comércio, mas também de investimentos. Não tenho razão para crer em mudança de cenário no curto prazo."

Segundo ele, a Abit procura se defender com os instrumentos legais disponíveis. "Procuramos sobreviver investindo para melhorar a produtividade. Somente ano passado, a compra de equipamentos, instalações, capital de giro e treinamento consumiu US$ 1 bilhão em investimentos."

O setor têxtil gera 1,3 milhão de empregos diretos e cerca de oito milhões de postos de trabalho indiretos. Em termos de demanda por mão-de-obra, é o segundo setor industria brasileira, segundo o IBGE.

Fonte: Monitor Mercantil

Setor têxtil do Estado deficitário em US$ 58 mi

Saldo negativo do Ceará representa um incremento de 192,4% em relação a igual período de 2010

São Paulo A balança comercial do setor têxtil no Ceará fechou o primeiro trimestre de 2011 com déficit de US$ 57,9 milhões, ­um incremento de 192,4% em relação ao resultado negativo de US$ 19,8 milhões registrado em igual período de 2010.

O montante é resultado da diferença entre US$ 24,3 milhões em exportações e US$ 82,3 milhões em importações, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), divulgados ontem na Feira de Tecnologias da Indústria Têxtil (Tecnotêxtil Brasil 2011), que acontece até sexta-feira, no Expo Center Norte, em São Paulo. Ao passo em que as vendas externas de têxteis e confeccionados cearenses cresceram 43,83%, a compra destes produtos avançou 157,24%, no intervalo de janeiro a março último, em relação a igual período de 2010.

Impactos

Para os especialistas da Abit, o desempenho negativo da balança comercial reflete a compra de produtos confeccionados, além de alguns insumos.

Ranking

Ainda segundo a entidade, o Ceará é o sétimo maior exportador têxtil brasileiro, perdendo, na ordem, para São Paulo, Rio Grande do Sul, Bahia, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso. A ocupação se repete no ranking dos estados importadores que, no entanto, é liderado por Santa Catarina, seguido de São Paulo, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Paraíba. O presidente do Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem do Estado (Sinditêxtil-CE), Ivan Bezerra Filho, reforça que, nos últimos três anos, o Ceará começou a reverter uma certa acomodação do segmento fabril, ao passar a investir mais em criação e design de moda.

O déficit da balança comercial da indústria têxtil e de confecção do Brasil, no primeiro trimestre de 2011, foi de US$ 1,17 milhão, crescimento de 47,3% ante igual período de 2010. As importações dos três primeiros meses do ano somaram US$ 1,5 milhão, 35,6% a mais do que US$ 1,19 milhão referente aos meses de janeiro a março de 2010, enquanto as exportações do trimestre de alcançaram o valor de US$ 340,7 milhões, ante US$ 319,9 milhões do mesmo período de 2010, aumento de 6,5%.

Compra de máquinas

Com posição de destaque no cenário nacional, o parque têxtil cearense passa por constante renovação tecnológica. Prova disto, segundo Hélvio Roberto Pompeo Madeira, sócio-proprietário do Grupo FCEM, é a participação de empresários do Estado nas feiras que sua empresa promove no Brasil. "Na última Febratex, em Blumenau, em agosto de 2010, apenas um empresário cearense comprou US$ 18 milhões em equipamentos".

A segunda edição da Tecnotêxtil, que reúne expositores de 14 países, acontece em um momento extremamente positivo para o País, mas com alguns gargalos para a indústria têxtil. O preço do algodão - principal matéria-prima utilizada pelo segmento - é um deles. A alta do insumo chega a 40%. "Além disso, tenho ouvido empresários falando que os financiamentos dos bancos públicos se retraíram um pouco, o que é natural, num momento de ajustes na máquina estatal, por parte da presidenta Dilma Rousseff", comenta Pompeo Madeira.

Apesar dos entraves, Pompeo Madeira revela que o Ceará já faz parte do calendário anual de feiras do setor têxtil. "Tanto pelo tamanho do mercado quanto pelo seu potencial".

Neste ano, o Estado sediará a terceira edição da Maquintex, em agosto, inaugurando uma área de 17 m² do Expo Ceará, novo centro de eventos. "É uma feira para o Norte e Nordeste, na qual devemos receber mais de 20 mil visitantes". Até o momento, 550 expositores fecharam a aquisição de espaço.

Fonte: Diário do Nordeste

terça-feira, 5 de abril de 2011

Indústria têxtil pede redução de impostos para competir com a China

O presidente da Câmara, Marco Maia, reuniu-se há pouco com o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Agnaldo Diniz Filho. O empresário reivindicou a redução da carga tributária, afirmando que a indústria brasileira está ameaçada pelos produtos chineses.

Segundo ele, as importações brasileiras de produtos têxteis em 2010 superaram as exportações em 3,5 bilhões de dólares (cerca de R$ 5,9 bilhões). A previsão para 2011 é de um déficit de 6 bilhões de dólares (cerca de R$ 10,2 bilhões), o que representa 250 mil empregos não gerados no Brasil.

Diniz convidou Marco Maia para participar do relançamento da Frente Parlamentar Mista pelo Desenvolvimento da Indústria Têxtil, às 17h30, no Salão Nobre.

Fonte: Rádio Câmara

sexta-feira, 1 de abril de 2011

DÓLAR BAIXO AGRAVA CRISE NO SETOR TÊXTIL

Região - A contínua depreciação do dólar frente ao real está provocando o aumento da importação de produtos têxteis chineses e a ampliação do déficit no setor. "Todo mundo está apreensivo porque não se sabe onde vai parar essa situação", disse Fabio Beretta Rossi, presidente do Sindicato das Indústrias de Tecelagens de Americana e região (Sinditec). O assunto promete ser um tema indigesto na visita que a presidente Dilma Rousseff fará ao país asiático no próximo dia 11. Em fevereiro as importações da China aumentaram 56%, em relação ao mesmo período de 2010. O setor cobra medidas urgentes do governo federal, para dar mais competitividade às empresas nacionais.
Segundo dados da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil) o déficit no setor praticamente dobrou, passando de US$ 1 bilhão em 2009 para US$ 1,9 bi no ano passado. Ontem o dólar comercial encerrou o dia em leve alta de 0,06%, cotado a R$ 1,63, depois de registrar baixa de 1,99% nas duas sessões anteriores atingindo a menor cotação em dois anos em meio. Em reunião recente com representantes da Abit o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou a intenção de fazer ainda no primeiro semestre a desoneração da folha de pagamento das empresas do setor têxtil.

"Voltamos ao preço do dólar de três anos atrás, enquanto os produtos têxteis produzidos na região têm seus custos aumentados mensalmente, particularmente o algodão que subiu mais de 100% nos últimos seis meses", afirmou Beretta Rossi. A redução de impostos diversos que hoje impactam a folha de pagamento das indústrias em até 28% é apontada pelo presidente do Sinditec como uma alternativa para a recuperação da competitividade do setor. Outra preocupação apontada é quanto à remessa de capital das multinacionais para suas filiais no país, para lucrar com as altas taxas de juros.

IMPORTAÇÃO
Se é grande o volume de tecidos e confecções provenientes da China, por causa do dólar baixo, o mesmo não ocorre com máquinas e equipamentos para a indústria. Enquanto a importação de tecidos aumentou 56%, a de maquinário subiu 18% no primeiro bimestre de 2011 de acordo com dados fornecidos pelo AliceWeb, que é o Sistema de Análise das Informações de Comércio Exterior via Internet, serviço ligado ao Ministério do Desenvolvimento. "Tem muita gente que já fez investimentos e também tem quem não está em vias de investir agora", salientou a diretora regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP), Nilza Tavoloni.

Além de o Brasil não produzir equipamentos, com exceção das máquinas de costura de linha doméstica, outro fator que estimula a vinda de produtos estrangeiros é a desvalorização do dólar. Já o setor de máquinas e equipamentos pretende convencer as autoridades brasileiras de que o governo precisa adotar medidas firmes para coibir a "invasão" de produtos fabricados naquele país. A informação é do presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Luiz Aubert Neto.

Fonte: O Liberal

quinta-feira, 31 de março de 2011

Vicunha Têxtil registra R$ 70 milhões de lucro líquido em 2010

Os resultados da Vicunha no exercício de 2010 são os melhores dos últimos anos. Essa é a análise da companhia sobre as demonstrações financeiras referentes ao ano passado. Líder na produção de índigos e brins na América Latina e uma das três maiores fabricantes do mundo, a Vicunha registrou lucro líquido de R$ 70 milhões, melhora significativa se comparado ao mesmo período de 2009, quando apresentou um prejuízo de R$ 5 milhões. A receita líquida consolidada alcançou R$ 884 milhões, crescimento de 26% em relação ao ano anterior (R$ 700 milhões). O EBITDA total foi de R$ 164 milhões, 49% superior (R$ 110 milhões).

Os bons resultados da Vicunha refletem-se também na redução da divida financeira consolidada líquida de R$ 501 milhões, em 2009, para R$ 277 milhões ao fim do último ano. O motivo é a redução no índice de alavancagem financeira em 2010, decorrente de capitalização e do aumento de lucratividade dos negócios.

Inovação e tecnologia para diferenciação de seus produtos foram os principais focos do negócio da Vicunha em 2010, com investimento em pesquisa, desenvolvimento e marketing e relacionamento com clientes para ampliação e aumento de sua carteira. Outras ações relevantes para os resultados foram a alienação do segmento de viscose para a empresa Vicunha Participações S/A e, para a WPAR Administração de bens Ltda, a alienação da produção de poliéster. Procedeu, ainda, a segregação dos imóveis não operacionais, em subsidiária integral e específica, possibilitando as vendas ou incorporações futuras desses imóveis.

Investimentos- Os números positivos do período são decorrentes do posicionamento da Vicunha em se fortalecer no setor em que atua tanto em âmbito nacional quanto no internacional. Para atingir essa meta, importantes ações estão sendo implementadas: . Investimento total de R$ 430 milhões nos próximos três anos para modernização das unidades fabris brasileiras situadas no Nordeste (três no Ceará e uma no Rio Grande do Norte); desse montante, R$ 90 milhões já estão sendo aplicados neste ano.

No período, a companhia consolidou sua operação internacional ao comprar a empresa LA Internacional, localizada no Equador, com investimento de US$ 25 milhões para duplicação da capacidade de produção de índigo na unidade instalada em Quito.

. Assinatura de Protocolo de Intenções com o governo de Mato Grosso e prefeitura de Cuiabá para instalação nos próximos anos de indústria das atividades de fiação, tinturaria, tecelagem e acabamento, voltadas para o beneficiamento e produção de índigo. O investimento projetado é de R$ 350 milhões, com previsão de geração de dois mil empregos diretos e seis mil indiretos, processamento anual de 65 mil toneladas de algodão e produção anual de 72 milhões de metros lineares de tecido.

Já em 2011, a Vicunha, por meio de sua subsidária Brastex, na Argentina, firmou, contrato de fornecimento de produção de tecidos índigo e brim com o Grupo Ullum, que engloba Tintoteria Ullum S/A., Tejuderia Galícia S/A e Tejeduria Panamá S/A., todas do segmento têxtil. O prazo de fornecimento vigorará até 30 de junho de 2011, aplicando-se o mesmo prazo para exercício da opção de compra. Caso seja exercida a opção, o montante global estimado entre a aquisição e a realização dos investimentos para aumento, modernização e flexibilização da produção é de US$ 40 milhões.

Expectativas- "Em 2011 continuaremos focados em nossa grande meta de fortalecimento com investimentos nos negócios internacionais, no aumento da capacidade produtiva e na modernização das fábricas nacionais", afirma José Maurício D´Isep, Diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Vicunha Têxtil.

Com essa estratégia a companhia reforça sua importância no mercado brasileiro e latino de produção de índigo e brim, que será ainda maior com a expansão de sua capacidade produtiva por meio do projeto de instalação de fábrica em Mato Grosso.

Em âmbito internacional, com a operação da subsidiária LA Internacional no Equador, a companhia pretende aumentar sua participação no mercado da América Latina, visando às exportações para os países signatários do Pacto Andino, México e, consequentemente, Estados Unidos e Europa. Além da produção no Equador, a empresa também atua na Argentina com escritório comercial e analisa o mercado local para possíveis aquisições de plantas industriais.

Contudo, o ramo têxtil tem enfrentado aumento significativo do preço do algodão, sua principal matéria-prima. Frente à perspectiva da manutenção dos valores elevados desta commodity para 2011, a Vicunha, neste último trimestre, vem reajustando os preços de seus produtos com o objetivo de preservar as margens de lucratividade.

Vicunha Têxtil- Fundada em 1967, a Vicunha Têxtil é líder na produção de índigos e brins, além de ser a maior companhia do setor da América Latina. A empresa produz e comercializa índigos, brins e fios. Conta, no Brasil, com unidades no Ceará e Rio Grande do Norte. Além disso, possui escritórios comerciais na Europa e na Argentina. Adquiriu a maior fábrica de índigo do Equador e está entre os principais fabricantes mundiais de índigos e brins.

Em 1982, iniciou suas atividades no mercado externo e, hoje, é considerada uma das maiores empresas exportadoras do setor, vendendo seus produtos às melhores marcas nacionais e internacionais. Para isso, investe constantemente em tecnologia e aperfeiçoamento de seus colaboradores para melhoria de qualidade e aumento da eficiência de produção.

Sempre atenta às novidades do segmento, a empresa apoia diversos estilistas nos eventos de moda e participa das principais feiras mundiais do ramo têxtil. Consciente de seu papel social, a companhia realiza ações nas áreas de educação, saúde, conservação ambiental e programas motivacionais, entre outros.

Fonte: Revista Fator