A quantidade acumulada de algodão mato-grossense exportada, no primeiro semestre deste ano, totalizou 17,2 mil toneladas. É o menor registro do período desde 2001, quando o Estado exportou 5,6 mil toneladas. De acordo com o boletim semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), as exportações de produto começam a tomar corpo de julho em diante, tempo necessário para a colheita e beneficiamento da fibra.
Fonte: Só Notícias/Agronotícias
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segunda-feira, 25 de julho de 2011
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Entidades e ministro discutem fortalecimento do Agronegócio
O presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Glauber Silveira, juntamente com o presidente da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), Carlos Ernesto Augustim, e o presidente do Sistema Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Rui Prado, reuniram-se nesta quarta-feira (01.06), em Brasília, no gabinete do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Wagner Rossi, discutindo pontos importantes para o fortalecimento e desenvolvimento do agronegócio em Mato Grosso.
A bancada de Mato Grosso no Congresso, representada pelo senador Blairo Maggi e pelos deputados federais Homero Pereira, Carlos Bezerra e Neri Geller, e o governador do Estado, Silval Barbosa, participaram da reunião, que tratou, entre vários assuntos, do Plano Safra 2011/12, crédito rural, recuperação de crédito.
De acordo com o presidente da Aprosoja, Glauber Silveira, o encontro foi extremamente produtivo e teve como principal objetivo apresentar ao ministro algumas pautas estratégicas para o agronegócio mato-grossense. “O foco da conversa foi o auxílio ao pequeno e médio produtor rural, que deseja e precisa se manter na atividade e muitas vezes esbarram em entraves, como por exemplo, a de falta de crédito, burocracias. Viemos buscar junto ao Governo Federal, em especial ao MAPA, a ampliação e melhoria do sistema de crédito rural”.
Silveira acrescentou ainda que a agricultura em Mato Grosso vive um bom momento e o produtor que está interessado em retornar à atividade deve aproveitar o cenário atual de bons preços. “Temos que reconhecer a parceria do Banco do Brasil e expusemos isso ao ministro. O Banco tem auxiliado vários produtores a recuperar o crédito e quem ganha com isso é o país, é o estado, que poderá ter a próxima safra muito parecida com a última, aliando boa produtividade e rentabilidade”.
Fonte: Agronotícias
A bancada de Mato Grosso no Congresso, representada pelo senador Blairo Maggi e pelos deputados federais Homero Pereira, Carlos Bezerra e Neri Geller, e o governador do Estado, Silval Barbosa, participaram da reunião, que tratou, entre vários assuntos, do Plano Safra 2011/12, crédito rural, recuperação de crédito.
De acordo com o presidente da Aprosoja, Glauber Silveira, o encontro foi extremamente produtivo e teve como principal objetivo apresentar ao ministro algumas pautas estratégicas para o agronegócio mato-grossense. “O foco da conversa foi o auxílio ao pequeno e médio produtor rural, que deseja e precisa se manter na atividade e muitas vezes esbarram em entraves, como por exemplo, a de falta de crédito, burocracias. Viemos buscar junto ao Governo Federal, em especial ao MAPA, a ampliação e melhoria do sistema de crédito rural”.
Silveira acrescentou ainda que a agricultura em Mato Grosso vive um bom momento e o produtor que está interessado em retornar à atividade deve aproveitar o cenário atual de bons preços. “Temos que reconhecer a parceria do Banco do Brasil e expusemos isso ao ministro. O Banco tem auxiliado vários produtores a recuperar o crédito e quem ganha com isso é o país, é o estado, que poderá ter a próxima safra muito parecida com a última, aliando boa produtividade e rentabilidade”.
Fonte: Agronotícias
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Preço elevado estimula novo boom do algodão
Safra 2010/11: Área plantada no país deverá ser a maior em quase duas décadas; seca em MT ''turbinou'' o avanço
As previsões de uma grande safra brasileira de algodão estão cada vez mais próximas de se confirmarem. O plantio da safra principal está praticamente finalizado no país e já indica que a área cultivada total vai atingir 1,3 milhão de hectares. O número, que considera também a safrinha que será cultivada a partir de janeiro, se confirmado, será o maior dos últimos 19 anos.
A última vez que o plantio superou a marca de 1,3 milhão de hectares foi na safra 1991/92, quando o país, liderado pelo Paraná e pelos Estados da região Nordeste, cultivou 1,9 milhão de hectares.
O atual movimento de expansão da área ocupada com algodão no Brasil contou com uma boa "ajuda" do clima desfavorável ao plantio de soja em Mato Grosso, maior produtor da pluma no país. Nesse Estado, a estiagem em setembro e outubro prejudicou o plantio do grão e fez com que muitos produtores entrassem com sementes de algodão no campo, de olho nos preços recordes da commodity - que tiveram valorização superiores a 75% na bolsa de Nova York em 2010.
O número de 1,3 milhão de hectares não é ainda definitivo, pondera Haroldo Cunha, presidente do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA). O produtor está de olho nos sinais do "céu" para definir se vale ou não a pena correr o risco de plantar a safrinha da pluma. Cunha explica que é importante que as previsões climáticas para abril de 2011 indiquem boas chuvas. "Nessa fase, o algodão safrinha, mais do que o de 1ª safra, precisa de uma boa quantidade de chuva, pois é quando se encontra justamente na fase de enchimento dos capulhos", detalha o executivo. Além das estimativas para o clima, também pesará na decisão do produtor o aceno do mercado quanto às rentabilidades para o milho que, se forem boas, podem fazer o cereal ganhar espaço na safrinha.
Mas, considerando os ânimos do cotonicultor neste momento, a previsão é que a safrinha de algodão deverá atingir 300 mil hectares. Mato Grosso deve liderar a safrinha com 250 mil hectares, dos quais 100 mil com o tipo adensado, com metade do espaçamento convencional. Se a área plantada se confirmar e a produtividade obedecer à média dos últimos anos, a produção brasileira será de 1,8 milhão de toneladas em 2011.
Contando com esse volume, os produtores de algodão do país encerraram o plantio da safra principal com a venda antecipada de 1,1 milhão de toneladas da pluma, o equivalente a 61% do algodão que será colhido no ano que vem. Desse total, em torno de 400 mil toneladas foram a preços acima de 1 dólar por libra-peso.
Por isso, conforme Cunha, apesar de os preços estarem em níveis recordes, os produtores praticamente encerraram as vendas antecipadas para a próxima temporada com o atual comprometimento. "Esse percentual já está muito próximo da margem de segurança, caso haja algum problema climático". Além disso, há também uma preocupação de deixar um volume adicional para ser comercializado no mercado doméstico, que vem se descolando para cima dos preços internacionais, afirma Cunha.
Fonte: Valor Econômico
As previsões de uma grande safra brasileira de algodão estão cada vez mais próximas de se confirmarem. O plantio da safra principal está praticamente finalizado no país e já indica que a área cultivada total vai atingir 1,3 milhão de hectares. O número, que considera também a safrinha que será cultivada a partir de janeiro, se confirmado, será o maior dos últimos 19 anos.
A última vez que o plantio superou a marca de 1,3 milhão de hectares foi na safra 1991/92, quando o país, liderado pelo Paraná e pelos Estados da região Nordeste, cultivou 1,9 milhão de hectares.
O atual movimento de expansão da área ocupada com algodão no Brasil contou com uma boa "ajuda" do clima desfavorável ao plantio de soja em Mato Grosso, maior produtor da pluma no país. Nesse Estado, a estiagem em setembro e outubro prejudicou o plantio do grão e fez com que muitos produtores entrassem com sementes de algodão no campo, de olho nos preços recordes da commodity - que tiveram valorização superiores a 75% na bolsa de Nova York em 2010.
O número de 1,3 milhão de hectares não é ainda definitivo, pondera Haroldo Cunha, presidente do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA). O produtor está de olho nos sinais do "céu" para definir se vale ou não a pena correr o risco de plantar a safrinha da pluma. Cunha explica que é importante que as previsões climáticas para abril de 2011 indiquem boas chuvas. "Nessa fase, o algodão safrinha, mais do que o de 1ª safra, precisa de uma boa quantidade de chuva, pois é quando se encontra justamente na fase de enchimento dos capulhos", detalha o executivo. Além das estimativas para o clima, também pesará na decisão do produtor o aceno do mercado quanto às rentabilidades para o milho que, se forem boas, podem fazer o cereal ganhar espaço na safrinha.
Mas, considerando os ânimos do cotonicultor neste momento, a previsão é que a safrinha de algodão deverá atingir 300 mil hectares. Mato Grosso deve liderar a safrinha com 250 mil hectares, dos quais 100 mil com o tipo adensado, com metade do espaçamento convencional. Se a área plantada se confirmar e a produtividade obedecer à média dos últimos anos, a produção brasileira será de 1,8 milhão de toneladas em 2011.
Contando com esse volume, os produtores de algodão do país encerraram o plantio da safra principal com a venda antecipada de 1,1 milhão de toneladas da pluma, o equivalente a 61% do algodão que será colhido no ano que vem. Desse total, em torno de 400 mil toneladas foram a preços acima de 1 dólar por libra-peso.
Por isso, conforme Cunha, apesar de os preços estarem em níveis recordes, os produtores praticamente encerraram as vendas antecipadas para a próxima temporada com o atual comprometimento. "Esse percentual já está muito próximo da margem de segurança, caso haja algum problema climático". Além disso, há também uma preocupação de deixar um volume adicional para ser comercializado no mercado doméstico, que vem se descolando para cima dos preços internacionais, afirma Cunha.
Fonte: Valor Econômico
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Analista comenta valorização de produtos agrícolas
A queda na safra da Argentina pode provocar novas mudanças nas cotações internacionais dos grãos. Os preços agrícolas já apresentaram forte alta em dezembro. Veja os principais produtos comercializados nas bolsas internacionais.
O cacau e o suco de laranja tiveram alta de 8,7% no mês. A soja subiu 12,2. O milho teve valorização de 17%. O algodão fechou dezembro com um aumento de 17,3%. O preço do açúcar aumentou 17,5%. O trigo teve alta de 18,8%. No café, a valorização foi de 20,2%.
“Este aumento não deve ser supervalorizado. Não é um movimento isolado. A demanda é constante. O mundo vai consumir de uma maneira muito forte produtos brasileiros. É o único país do mundo que até 2020 a produção tem que crescer 40%. As exportações e as quebras que aconteceram no segundo semestre de 2010 estão direcionando muitas compras para o Brasil”, explicou o analista de mercado Antônio Sartori.
O Globo Rural fez a conta e tem também a variação dos produtos agrícolas, nas bolsas internacionais, no último ano. Dos oito produtos avaliados, sete tiveram alta.
Em 12 meses, o cacau teve queda de 7,8%. No ano, o açúcar subiu 8,8%. O suco de laranja teve valorização de 26,7%. A soja apresentou alta de 33,8%. O preço do trigo aumentou 47,8%. O milho fechou 2010 com valorização de 50%. O café subiu 75,7%. A maior alta ficou com o algodão, com alta de 79,7%.
“A velocidade do aumento do consumo tem sido maior do que a velocidade do aumento da produção trazendo os estoques mundiais para baixo de todos os produtos agrícolas. Nós também temos a presença dos fundos que, de maneira muito especulativa, provoca uma louca volatilidade. São grandes, bruscos e inesperados movimentos. Por isso, nós temos as cotações a esses níveis e devem continuar. Não acredito que vimos no final do ano os preços mais altos para 2011. No caso do milho, no maior produtor mundial, que são os Estados Unidos, a safra caiu de 330 para 310. O consumo do milho para etanol bateu novo recorde de 122 milhões de toneladas. Tem uma demanda não apenas para consumo humano e animal, mas também para biocombustíveis. Com isso, os estoques americanos em 31 de agosto de 2011 serão dramaticamente baixos. Nós vamos ver nos próximos meses o milho com uma louca volatilidade nas cotações internacionais”, concluiu Sartori.
Fonte: Globo Rural
O cacau e o suco de laranja tiveram alta de 8,7% no mês. A soja subiu 12,2. O milho teve valorização de 17%. O algodão fechou dezembro com um aumento de 17,3%. O preço do açúcar aumentou 17,5%. O trigo teve alta de 18,8%. No café, a valorização foi de 20,2%.
“Este aumento não deve ser supervalorizado. Não é um movimento isolado. A demanda é constante. O mundo vai consumir de uma maneira muito forte produtos brasileiros. É o único país do mundo que até 2020 a produção tem que crescer 40%. As exportações e as quebras que aconteceram no segundo semestre de 2010 estão direcionando muitas compras para o Brasil”, explicou o analista de mercado Antônio Sartori.
O Globo Rural fez a conta e tem também a variação dos produtos agrícolas, nas bolsas internacionais, no último ano. Dos oito produtos avaliados, sete tiveram alta.
Em 12 meses, o cacau teve queda de 7,8%. No ano, o açúcar subiu 8,8%. O suco de laranja teve valorização de 26,7%. A soja apresentou alta de 33,8%. O preço do trigo aumentou 47,8%. O milho fechou 2010 com valorização de 50%. O café subiu 75,7%. A maior alta ficou com o algodão, com alta de 79,7%.
“A velocidade do aumento do consumo tem sido maior do que a velocidade do aumento da produção trazendo os estoques mundiais para baixo de todos os produtos agrícolas. Nós também temos a presença dos fundos que, de maneira muito especulativa, provoca uma louca volatilidade. São grandes, bruscos e inesperados movimentos. Por isso, nós temos as cotações a esses níveis e devem continuar. Não acredito que vimos no final do ano os preços mais altos para 2011. No caso do milho, no maior produtor mundial, que são os Estados Unidos, a safra caiu de 330 para 310. O consumo do milho para etanol bateu novo recorde de 122 milhões de toneladas. Tem uma demanda não apenas para consumo humano e animal, mas também para biocombustíveis. Com isso, os estoques americanos em 31 de agosto de 2011 serão dramaticamente baixos. Nós vamos ver nos próximos meses o milho com uma louca volatilidade nas cotações internacionais”, concluiu Sartori.
Fonte: Globo Rural
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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Sudão aposta na parceria com o Brasil para desenvolver agronegócio
Até o fim de semana deve terminar a colheita dos primeiros hectares de algodão adensado plantados pelo produtor Gilson Pinesso, no Sudão. Uma equipe do Canal Rural cobriu, com exclusividade, o início da colheita que está sendo feita manualmente. No país africano, a guerra é coisa do passado. Agora, o Sudão procura a estabilidade financeira e uma das apostas é a parceria com o Brasil no agronegócio.
Tecnologia e produtividade são as palavras do momento no Sudão. O maior país africano, localizado no norte na fronteira com o Egito, tem uma população de 40 milhões de habitantes.
Um povo marcado por duas guerra civis, que juntas duraram 40 anos, agora vê a chance de um futuro melhor baseado no agronegócio. O país que possui muitas terras improdutivas está fechando diversas parcerias com o Brasil. Uma delas relacionada ao cultivo do algodão. Gilson Pinesso é o primeiro produtor brasileiro a plantar 400 hectares produzidos em Agadi, no Estado do Nilo Azul. A colheita que começou de forma manual deve terminar até o fim de semana com a ajuda de máquinas. O que para muitos parece apenas uma aventura, para Pinesso foi um projeto bem pensado.
– Este foi um projeto piloto. Vamos fazer uma lavoura comercial no próximo ano, de larga escala. Vamos cultivar 40 mil hectares em 2011 – explicou o produtor brasileiro.
As terras férteis e o conhecimento da equipe brasileira fizeram com que os números da produção e a qualidade da fibra fossem semelhantes aos alcançados no Brasil, mas com uma grande vantagem: o baixo custo de produção.
O ministro da agricultura do Sudão, Taha Zubeir Bashir, é o grande incentivador do projeto. Em entrevista exclusiva ao Canal Rural, ele fez questão de salientar a importância da chegada de Pinesso em terras africanas.
– Esse é um dos melhores projetos feitos na última década. Em uma temporada, Gilson Pinesso e sua equipe conseguiram testar muitas tecnologias brasileiras, e os resultados alcançados foram maravilhosos. Isso colocou a agricultura em termos de algodão no trilho certo – disse o ministro.
Para facilitar a entrada no país africano, Pinesso está plantando em parceria com a Abisnaco, que pertence a 3AAAD, uma empresa formada pelos países árabes e que tem 49% de participação do governo sudanês. A 3AAAD chegou a parar a produção de alimentos devido à falta de sucesso nas lavouras. Omer Marzoung, diretor geral da companhia, comemora a parceria. Ele faz questão de salientar a tecnologia avançada dos brasileiros.
– O algodão está fantástico – conclui Marzoung.
Fonte: Canal Rural
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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
EUA fazem primeiro depósito na conta do novo Instituto Brasileiro do Algodão
Entrou na conta do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA) a primeira parcela do total que terá de ser depositado pelos Estados Unidos como efeito de compensação pelos bilionários subsídios concedidos a seus produtores de algodão. O IBA, entidade criada para gerir a aplicação desses recursos, recebeu US$ 95 milhões no dia 22 de dezembro, a primeira tranche de um valor anual de US$ 147,3 milhões que será depositado nos próximos dois anos.
Esse é o primeiro efeito prático do vitorioso contencioso que o Brasil iniciou há oito anos na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra os subsídios americanos. Pelo acordo feito entre os dois países, o fundo compensatório receberá US$ 12,3 milhões por mês. Ao fim dos dois anos do acerto, que manteve congelada a retaliação autorizada pela OMC, os produtores terão recebido US$ 294,6 milhões dos americanos.
A Fundação Dom Cabral foi contratada para realizar o planejamento estratégico para aplicar os recursos, assim como assessorar na estruturação da governança e da controladoria do instituto, segundo explica Haroldo Cunha, presidente do IBA e ex-presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).
O instituto tem como foco investir os recursos prioritariamente em projetos de infraestrutura e de combate a pragas e doenças que afetam o algodão. Os produtores planejam, ainda, financiar campanhas de promoção comercial e de marketing para incentivar o uso do algodão brasileiro. O detalhamento dessas demandas será feito a partir de janeiro, explica Cunha. "Nossa expectativa é de que entre março e abril os primeiros projetos já estejam sendo executados", afirma o executivo.
Fonte: Valor Econômico
Esse é o primeiro efeito prático do vitorioso contencioso que o Brasil iniciou há oito anos na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra os subsídios americanos. Pelo acordo feito entre os dois países, o fundo compensatório receberá US$ 12,3 milhões por mês. Ao fim dos dois anos do acerto, que manteve congelada a retaliação autorizada pela OMC, os produtores terão recebido US$ 294,6 milhões dos americanos.
A Fundação Dom Cabral foi contratada para realizar o planejamento estratégico para aplicar os recursos, assim como assessorar na estruturação da governança e da controladoria do instituto, segundo explica Haroldo Cunha, presidente do IBA e ex-presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).
O instituto tem como foco investir os recursos prioritariamente em projetos de infraestrutura e de combate a pragas e doenças que afetam o algodão. Os produtores planejam, ainda, financiar campanhas de promoção comercial e de marketing para incentivar o uso do algodão brasileiro. O detalhamento dessas demandas será feito a partir de janeiro, explica Cunha. "Nossa expectativa é de que entre março e abril os primeiros projetos já estejam sendo executados", afirma o executivo.
Fonte: Valor Econômico
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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Preço recorde faz algodão renascer em SP
Afetado nas últimas décadas por pragas, preços baixos e pela hegemonia da cana-de-açúcar, o cultivo de algodão no Estado de São Paulo ganhou nesta safra um novo impulso com os preços recordes da commodity que em 2010 subiram 75,83% na bolsa de Nova York. Levantamento feito pela Associação Paulista dos Produtores de Algodão (APPA) mostra que o plantio da cultura, finalizado este mês, mais que triplicou nesta safra 2010/11 na comparação com a anterior.
Foram plantados, segundo a entidade, 16 mil hectares, ante os 4,9 mil registrados na temporada passada. "A cultura ocupou a área da soja e está concentrada na região de Avaré, distante 269 quilômetros da capital paulista", diz Ronaldo Spirlandelli de Oliveira, presidente da APPA.
O Brasil deve cultivar nesta temporada 30% mais algodão, o que significará uma área próxima de 1 milhão de hectares. São Paulo representa, portanto, com seus 16 mil hectares, uma fatia pequena da área total nacional. Mas, São Paulo já chegou a ser o maior produtor de algodão do Brasil, entre as décadas de 1970 e 1980, com cultivo espalhado por todas as regiões do Estado, lembra Oliveira.
Na época, a pouca disponibilidade de tecnologia para combater o bicudo, a principal praga do algodão, fez a produção encolher fortemente, condição que foi seguida de anos de preços baixos e, depois, da expansão da cana-de-açúcar, explica. "O Estado já chegou a plantar 380 mil hectares de algodão, na safra 1994/95", diz.
A maior parte da área cultivada nesta temporada, segundo Oliveira, foi no município de Campos de Holambra, ao sul do Estado - antigo distrito do município de Paranapanema. Dos 16 mil hectares plantados, 13 mil estão na cidade, colonizada por holandeses tradicionais que, em grande parte, estão organizados em cooperativa - a Cooperativa Agro Industrial Holambra - que lidera a produção, não só de algodão, mas de cereais e flores na região.
O mesmo patamar de plantio desta temporada foi atingido pela última vez na safra 2007/08, ou seja, há três ciclos. Por isso, explica o presidente da APPA, não serão necessários grandes investimentos em maquinários de lavoura e para beneficiamento da pluma.
Mas, os custos de produção, bem mais altos do que no Centro-Oeste, continuam sendo um gargalo. "Precisamos de investimentos em pesquisa para implantar o algodão adensado, que reduzirá em até 15% nossas despesas", diz.
A demanda de pesquisa deve ser encaminhada ao Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), criado para gerir os recursos que serão aportados pelos EUA para compensar os subsídios dados ilegalmente a produtores americanos, conforme decidido na Organização Mundial do Comércio (OMC).
Atualmente, o custo para produzir um hectare de algodão nessa região de São Paulo é de R$ 4,5 mil, ante os R$ 3,8 mil do Centro-Oeste. O preço da terra e a necessidade de irrigação ajudam a compor esse valor. "Ainda assim, teremos uma rentabilidade de 20% a 25%", diz. Isso porque, detalha ele, a arroba em São Paulo vale R$ 1 a R$ 1,50 mais do que no Centro-Oeste - em Cuiabá (MT) a arroba fechou a quinta-feira a R$ 93,60. No mesmo dia, o contrato com vencimento em maio na bolsa de Nova York fechou a US$ 1,3467 por libra-peso, um recuo diário de 502 pontos.
Os preços recordes também estão mudando a forma de comercialização em São Paulo. Oliveira conta que pela primeira vez o cotonicultor do Estado está vendendo antecipadamente. Das 24 mil toneladas esperadas para serem colhidas em 2011, de 5 mil a 6 mil já foram vendidas ao patamar médio de US$ 1,09 por libra-peso. "Até a véspera da colheita, esse percentual será de 60% da produção", diz.
Fonte: Valor Econômico
Foram plantados, segundo a entidade, 16 mil hectares, ante os 4,9 mil registrados na temporada passada. "A cultura ocupou a área da soja e está concentrada na região de Avaré, distante 269 quilômetros da capital paulista", diz Ronaldo Spirlandelli de Oliveira, presidente da APPA.
O Brasil deve cultivar nesta temporada 30% mais algodão, o que significará uma área próxima de 1 milhão de hectares. São Paulo representa, portanto, com seus 16 mil hectares, uma fatia pequena da área total nacional. Mas, São Paulo já chegou a ser o maior produtor de algodão do Brasil, entre as décadas de 1970 e 1980, com cultivo espalhado por todas as regiões do Estado, lembra Oliveira.
Na época, a pouca disponibilidade de tecnologia para combater o bicudo, a principal praga do algodão, fez a produção encolher fortemente, condição que foi seguida de anos de preços baixos e, depois, da expansão da cana-de-açúcar, explica. "O Estado já chegou a plantar 380 mil hectares de algodão, na safra 1994/95", diz.
A maior parte da área cultivada nesta temporada, segundo Oliveira, foi no município de Campos de Holambra, ao sul do Estado - antigo distrito do município de Paranapanema. Dos 16 mil hectares plantados, 13 mil estão na cidade, colonizada por holandeses tradicionais que, em grande parte, estão organizados em cooperativa - a Cooperativa Agro Industrial Holambra - que lidera a produção, não só de algodão, mas de cereais e flores na região.
O mesmo patamar de plantio desta temporada foi atingido pela última vez na safra 2007/08, ou seja, há três ciclos. Por isso, explica o presidente da APPA, não serão necessários grandes investimentos em maquinários de lavoura e para beneficiamento da pluma.
Mas, os custos de produção, bem mais altos do que no Centro-Oeste, continuam sendo um gargalo. "Precisamos de investimentos em pesquisa para implantar o algodão adensado, que reduzirá em até 15% nossas despesas", diz.
A demanda de pesquisa deve ser encaminhada ao Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), criado para gerir os recursos que serão aportados pelos EUA para compensar os subsídios dados ilegalmente a produtores americanos, conforme decidido na Organização Mundial do Comércio (OMC).
Atualmente, o custo para produzir um hectare de algodão nessa região de São Paulo é de R$ 4,5 mil, ante os R$ 3,8 mil do Centro-Oeste. O preço da terra e a necessidade de irrigação ajudam a compor esse valor. "Ainda assim, teremos uma rentabilidade de 20% a 25%", diz. Isso porque, detalha ele, a arroba em São Paulo vale R$ 1 a R$ 1,50 mais do que no Centro-Oeste - em Cuiabá (MT) a arroba fechou a quinta-feira a R$ 93,60. No mesmo dia, o contrato com vencimento em maio na bolsa de Nova York fechou a US$ 1,3467 por libra-peso, um recuo diário de 502 pontos.
Os preços recordes também estão mudando a forma de comercialização em São Paulo. Oliveira conta que pela primeira vez o cotonicultor do Estado está vendendo antecipadamente. Das 24 mil toneladas esperadas para serem colhidas em 2011, de 5 mil a 6 mil já foram vendidas ao patamar médio de US$ 1,09 por libra-peso. "Até a véspera da colheita, esse percentual será de 60% da produção", diz.
Fonte: Valor Econômico
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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
67% do PIB de Sorriso vem do agronegócio
Sorriso, Sapezal, Campo Verde, Nova Mutum, Primavera do Leste, Campo Novo do Parecis e Diamantino, são os municípios mato-grossenses, que registraram altos valores das produções de soja (em grão), milho (em grão) e algodão herbáceo (em caroço). O município de Sorriso (460 quilômetros ao norte de Cuiabá), pelo segundo ano consecutivo, foi o maior produtor de grãos e líder nacional em valor adicionado da agropecuária. De um PIB global de R$ 2,38 bilhões, R$ 791,15 milhões foram gerados no campo, ou, 67%.
De um ranking nacional com os 13 maiores municípios da atividade primária, sete são mato-grossenses. A lista, se completa com São Desidério/BA, Petrolina/PE, Unaí/MG, Uberaba/MG, Rio Verde/GO e Barreiras/BA.
Em 2008, 189 municípios agregavam cerca de 25% do valor adicionado da agropecuária do Brasil e 655 municípios agregavam apenas 1% do valor adicionado bruto da agropecuária. Os 13 municípios com os maiores valores adicionados da agropecuária representavam cerca de 5% do total. O cenário internacional favorável e as boas condições climáticas beneficiaram as plantações de soja e milho em 2008. (MP)
Fonte: Diário de Cuiabá
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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Aumenta procura por insumos em MT
Reportagem exibida no Globo Rural de 28/11/2010.
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