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segunda-feira, 18 de abril de 2011

Vendas de produtos têxteis do Ceará crescem 43%


Ceará é o 7º maior exportador de produtos têxteis e confeccionados do Brasil e o segundo maior do Nordeste. Entre janeiro e março de 2011, o Estado vendeu US$ 24,3 milhões, 43% a mais igual mês do ano passado

Entre janeiro e março de 2011, o Estado exportou US$ 24.347.937 em produtos têxteis (Foto: BANCO DE DADOS)Entre janeiro e março de 2011, o Estado exportou US$ 24.347.937 em produtos têxteis (Foto: BANCO DE DADOS)
O empresariado da indústria têxtil cearense tem se queixado de carga tributária alta, encarecendo o algodão, e da concorrência dos produtos pernambucanos e principalmente chineses. De acordo com o Sindiconfecções do Ceará, o setor estagnou nos últimos três anos. Mas números divulgados recentemente apontam para um lado bem mais positivo. 

Entre janeiro e março de 2011, o Estado exportou US$ 24.347.937, número 43,83% maior que o exportado no mesmo período de 2010. Foram mais de três mil toneladas de produtos têxteis e confeccionados enviadas ao exterior pelos portos cearenses, 15,04% a mais em comparação ao ano anterior, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).

Apesar de ser o quinto polo têxtil do País, o Ceará fica em 7º lugar no ranking de dólares exportados, subindo uma posição em relação ao ano de 2009. No Nordeste, ficamos atrás somente da Bahia, que é o terceiro maior exportador do Brasil. Os portos baianos exportaram, entre janeiro e março de 2011, US$ 61,2 milhões em produtos têxteis e confeccionados. Mas a comparação com o ano passado é negativa (-10,21%). Em toneladas, a Bahia exportou 12,88% menos.

Já Pernambuco também teve variação negativa nas exportações dos três primeiros meses de 2011 em relação ao mesmo trimestre de 2010. O vizinho exportou 25,92% menos em dólares e 12,23% menos em toneladas. O crescimento assustador de Pernambuco em 2009, quando as exportações do Estado cresceram 235% no primeiro trimestre.
 
Tecnologia
Para o presidente do Grupo FCem, Pompeo Madeira, a procura cada vez maior de expositores por feiras têxteis são mais um termômetro de que o Ceará vai bem. O Grupo FCem promove feiras para tecnologia da indústria têxtil nos principais polos do País e, no Ceará, faz a Maquintex, a cada dois anos, desde 2007.

“Se a indústria vai mal, onde estão os desempregados? Está é faltando mão de obra qualificada para operar maquinaria. Há vários setores que trabalham três turnos”, exemplifica o presidente da FCem. Segundo Pompeo, só para a Maquintex 2011 são esperados 70% mais expositores que em 2009.

Cerca de 550 expositores já estão cadastrados, mas o número deve chegar a 700. “Se o setor têxtil estivesse ruim no Ceará esse número seria bem menor”, argumenta. Realizada dos dias 9 a 12 de agosto, a organização da Maquintex espera receber 20 mil visitantes, em quase 23 mil metros quadrados de feira, no ainda inacabado Expo Ceará, o novo centro de eventos do Estado.

“A Maquintex vai inaugurar o novo Expo Ceará. Resolvemos apostar, porque o Governo nos garantiu que estará pronto. Não o equipamento inteiro, mas os 18 mil metros quadrados e mais as seis salas a serem usadas por nós, estarão (prontos)”, acredita.

O quê
ENTENDA A NOTÍCIA
O setor têxtil cearense afirma enfrentar problemas com o aumento do preço do algodão, em quase 300%, e não poder repassar a alta ao consumidor. As confecções já estão 10% mais caras, mas setor precisava aumentar em 30% para não perder margem de lucros.

MULTIMÍDIA

Mais informações sobre a Maquitex 2011 no site
www.maquintex.com.br

SAIBA MAIS 

De acordo com o presidente da FCem, Pompeo Madeira, na edição da Febratex (em Blumenau), a maior compra também foi de uma empresa cearense: US$ 18 milhões.



Fonte: O Povo Online

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Setor têxtil do Estado deficitário em US$ 58 mi

Saldo negativo do Ceará representa um incremento de 192,4% em relação a igual período de 2010

São Paulo A balança comercial do setor têxtil no Ceará fechou o primeiro trimestre de 2011 com déficit de US$ 57,9 milhões, ­um incremento de 192,4% em relação ao resultado negativo de US$ 19,8 milhões registrado em igual período de 2010.

O montante é resultado da diferença entre US$ 24,3 milhões em exportações e US$ 82,3 milhões em importações, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), divulgados ontem na Feira de Tecnologias da Indústria Têxtil (Tecnotêxtil Brasil 2011), que acontece até sexta-feira, no Expo Center Norte, em São Paulo. Ao passo em que as vendas externas de têxteis e confeccionados cearenses cresceram 43,83%, a compra destes produtos avançou 157,24%, no intervalo de janeiro a março último, em relação a igual período de 2010.

Impactos

Para os especialistas da Abit, o desempenho negativo da balança comercial reflete a compra de produtos confeccionados, além de alguns insumos.

Ranking

Ainda segundo a entidade, o Ceará é o sétimo maior exportador têxtil brasileiro, perdendo, na ordem, para São Paulo, Rio Grande do Sul, Bahia, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso. A ocupação se repete no ranking dos estados importadores que, no entanto, é liderado por Santa Catarina, seguido de São Paulo, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Paraíba. O presidente do Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem do Estado (Sinditêxtil-CE), Ivan Bezerra Filho, reforça que, nos últimos três anos, o Ceará começou a reverter uma certa acomodação do segmento fabril, ao passar a investir mais em criação e design de moda.

O déficit da balança comercial da indústria têxtil e de confecção do Brasil, no primeiro trimestre de 2011, foi de US$ 1,17 milhão, crescimento de 47,3% ante igual período de 2010. As importações dos três primeiros meses do ano somaram US$ 1,5 milhão, 35,6% a mais do que US$ 1,19 milhão referente aos meses de janeiro a março de 2010, enquanto as exportações do trimestre de alcançaram o valor de US$ 340,7 milhões, ante US$ 319,9 milhões do mesmo período de 2010, aumento de 6,5%.

Compra de máquinas

Com posição de destaque no cenário nacional, o parque têxtil cearense passa por constante renovação tecnológica. Prova disto, segundo Hélvio Roberto Pompeo Madeira, sócio-proprietário do Grupo FCEM, é a participação de empresários do Estado nas feiras que sua empresa promove no Brasil. "Na última Febratex, em Blumenau, em agosto de 2010, apenas um empresário cearense comprou US$ 18 milhões em equipamentos".

A segunda edição da Tecnotêxtil, que reúne expositores de 14 países, acontece em um momento extremamente positivo para o País, mas com alguns gargalos para a indústria têxtil. O preço do algodão - principal matéria-prima utilizada pelo segmento - é um deles. A alta do insumo chega a 40%. "Além disso, tenho ouvido empresários falando que os financiamentos dos bancos públicos se retraíram um pouco, o que é natural, num momento de ajustes na máquina estatal, por parte da presidenta Dilma Rousseff", comenta Pompeo Madeira.

Apesar dos entraves, Pompeo Madeira revela que o Ceará já faz parte do calendário anual de feiras do setor têxtil. "Tanto pelo tamanho do mercado quanto pelo seu potencial".

Neste ano, o Estado sediará a terceira edição da Maquintex, em agosto, inaugurando uma área de 17 m² do Expo Ceará, novo centro de eventos. "É uma feira para o Norte e Nordeste, na qual devemos receber mais de 20 mil visitantes". Até o momento, 550 expositores fecharam a aquisição de espaço.

Fonte: Diário do Nordeste

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Devido à escassez de algodão no mercado e à evolução dos preços da fibra no mercado interno, algumas indústrias têxteis poderão suspender suas atividades temporariamente. De acordo com o levantamento feito pelo Cepea em seu relatório semanal, algumas empresas estão no limite de resistência para compras. Os preços internos já acumulam ganhos de 180% em doze meses, enquanto que no mercado internacional, na Bolsa de Nova York, o avanço é de 130% no mesmo período. “Agora o mercado travou de tal forma que não há comprador. Com essa alta toda, as roupas de inverno teriam um acréscimo de 40% ou mais”, afirma o consultor da Hórus Algodão, Márcio do Rego Freitas. Ainda de acordo com ele, o consumo deve aumentar em junho com a entrada da safra 2010/11. Ainda assim, os preços deverão permanecer voláteis, sem uma perspectiva firme. Ainda de acordo com as informações do relatório divulgado pelo Cepea, a prioridade no momento não é a venda da fibra, já que os produtores também estão concentrados na colheita da soja e na finalização do cultivo do algodão de segunda safra, não havendo, entretanto, necessidade de caixa elevado. Fonte: Notícias Agrícolas

Um dos segmentos mais prejudicados com a relação comercial entre o Estado e a China já enxerga oportunidades

"Se você não pode com eles, venda pra eles". Vale a pena entender porque é permitida até a ousadia de mudar o famoso ditado quando se trata do histórico de desvantagens do setor têxtil cearense na relação comercial "China x Ceará".

Só que, agora, esse mesmo segmento iniciou um contra-ataque digno de outra máxima popular: "quem com ferro fere com ferro será ferido". É que ao adquirir equipamentos chineses a valores mais baixos, os produtos locais acabam, por consequência, também tendo um custo menor para serem fabricados.

Apesar de reconhecer que a indústria têxtil local continua perdendo no cômputo final dessa relação com o gigante asiático, por conta da enxurrada de produtos acabados chineses nas grandes lojas de departamentos do País, o presidente do Sindicato da Indústria de Fiação e Tecelagem em Geral do Ceará - Sinditêxtil (CE), Ivan Bezerra Filho, informou que o empresário cearense ainda pode vislumbrar uma oportunidade ainda mais lucrativa que a própria China está oferecendo.

Lingerie é a bola-da-vez

Segundo ele, por lá, existe uma demanda crescente por lingeries. E essa pode ser a chance do Ceará exportar moda íntima para as chinesas, já que o Estado é líder nacional na produção deste tipo de mercadoria.

"São Paulo já está fazendo isso. Só que nossa lingerie é melhor e mais barata. Falta só o Ceará ofertar para os chineses. Lá, a demanda é muito forte e cresce em velocidade alta. São 200 milhões de pessoas na classe média e outras 200 milhões entrando nesse camada social neste ano", reforça.

Ele acredita que o a capacidade de produção do Ceará pode ser ajustada para suprir parte desse nicho de mercado que está surgindo na China. "Estamos vendendo bem aqui dentro do País. Mas temos que ficar atentos às novas oportunidades de negócios. O cearense sabe se virar. É vivedor. Temos condições sim de ampliar a produção de lingeries aqui e exportar", analisa, salientando que apesar da concorrência com os chineses, o setor foi bem em 2010.

Fonte: Diário do Nordeste