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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Algodão tem valorização de 121% durante o ano

A falta de algodão no mercado doméstico é um dos fatores que contribuíram para que a pluma tivesse o melhor desempenho (no quesito preço) entre as commodities mato-grossenses. O preço da arroba do algodão teve valorização de 121% entre janeiro a dezembro do ano passado, conforme dados apurados mensalmente pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).


Entre os municípios, o maior preço para compra e venda observado no primeiro mês de 2010 alcançava R$ 42,40 (arroba) enquanto que no último mês do mesmo ano saltou para R$ 93,90/@. O mesmo preço se mantém nesta primeira semana de janeiro. O diretor da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), Alexandre De Marco, ressalta que o mercado está sólido e deve sofrer poucas variações de preços no período de colheita da pluma, que começa em julho. Conforme ele, Mato Grosso tem aproveitado as boas cotações, e vai aumentar a produção em cerca de 50% nesta safra.


Outro produto agropecuário que também comemora os bons resultados de preços é a carne bovina. De acordo com o Imea, a arroba do boi pago à vista apresentou variação positiva de 36% no acumulado de 2010. O valor cotado no mercado estadual subiu de R$ 68,58/@ para R$ 93,72/@, entre janeiro e dezembro do ano passado. Já em comparação entre os meses de dezembro de 2010 e 2009, a alta chegou a quase 40%, considerando que no último mês do ano retrasado a arroba do boi estava valendo R$ 69.


O superintendente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vacari, destaca que a comparação com os números apresentados em 2009 só é possível se for levado em consideração o cenário da época. "Naquele período o setor se recuperava da crise econômica que assolou todo o mundo em 2008 e que afetou as indústrias do segmento". Ele ressalta que ainda não é possível fazer um prognóstico para os preços da carne em 2011. "O que sabemos é que tanto o mercado local quanto o mundial registram demanda em crescimento".


Na soja, as perspectivas também não são eficientes. O presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho De Mato Grosso (Aprosoja), Glauber Silveira, explica que o desempenho dos preços no mercado regional vai depender muito da demanda internacional. Ele revela que o aumento de produção já constatado para esta safra é insuficiente para a acompanhar a alta na demanda de consumo. Silveira aponta ainda que a manutenção ou alta dos preços do complexo da soja depende ainda do desempenho do câmbio.


Por enquanto, o Imea confirma que o grão da oleaginosa está fortemente cotada no mercado interno. A variação no preço do produto foi de 25% entre janeiro e dezembro de 2010. Em números, o valor cobrado pela saca de soja aumentou de R$ 39 para R$ 49 no período. Os resultado também são semelhantes se comparados aos observados no último mês de 2009, quando a soja estava cotada a R$ 38/sc.


Fonte: A Gazeta

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Analista comenta valorização de produtos agrícolas

A queda na safra da Argentina pode provocar novas mudanças nas cotações internacionais dos grãos. Os preços agrícolas já apresentaram forte alta em dezembro. Veja os principais produtos comercializados nas bolsas internacionais.


O cacau e o suco de laranja tiveram alta de 8,7% no mês. A soja subiu 12,2. O milho teve valorização de 17%. O algodão fechou dezembro com um aumento de 17,3%. O preço do açúcar aumentou 17,5%. O trigo teve alta de 18,8%. No café, a valorização foi de 20,2%.


“Este aumento não deve ser supervalorizado. Não é um movimento isolado. A demanda é constante. O mundo vai consumir de uma maneira muito forte produtos brasileiros. É o único país do mundo que até 2020 a produção tem que crescer 40%. As exportações e as quebras que aconteceram no segundo semestre de 2010 estão direcionando muitas compras para o Brasil”, explicou o analista de mercado Antônio Sartori.


O Globo Rural fez a conta e tem também a variação dos produtos agrícolas, nas bolsas internacionais, no último ano. Dos oito produtos avaliados, sete tiveram alta.


Em 12 meses, o cacau teve queda de 7,8%. No ano, o açúcar subiu 8,8%. O suco de laranja teve valorização de 26,7%. A soja apresentou alta de 33,8%. O preço do trigo aumentou 47,8%. O milho fechou 2010 com valorização de 50%. O café subiu 75,7%. A maior alta ficou com o algodão, com alta de 79,7%.


“A velocidade do aumento do consumo tem sido maior do que a velocidade do aumento da produção trazendo os estoques mundiais para baixo de todos os produtos agrícolas. Nós também temos a presença dos fundos que, de maneira muito especulativa, provoca uma louca volatilidade. São grandes, bruscos e inesperados movimentos. Por isso, nós temos as cotações a esses níveis e devem continuar. Não acredito que vimos no final do ano os preços mais altos para 2011. No caso do milho, no maior produtor mundial, que são os Estados Unidos, a safra caiu de 330 para 310. O consumo do milho para etanol bateu novo recorde de 122 milhões de toneladas. Tem uma demanda não apenas para consumo humano e animal, mas também para biocombustíveis. Com isso, os estoques americanos em 31 de agosto de 2011 serão dramaticamente baixos. Nós vamos ver nos próximos meses o milho com uma louca volatilidade nas cotações internacionais”, concluiu Sartori.

Fonte: Globo Rural