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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

MS pode receber R$ 4,8 bi em investimentos

O Conselho de Desenvolvimento Industrial do Estado de Mato Grosso do Sul (CDI/MS) realiza amanhã a última reunião deste ano. Em pauta a análise de 12 processos de concessão de benefícios fiscais em oito municípios, com geração de 2.087 novos empregos e investimentos de R$ 4,8 bilhões. A agenda acontece na Secretária de Desenvolvimento Agrário, Produção, Indústria, Comércio e Turismo (Seprotur), a partir das 14 horas.

Entre os processos a serem analisados na reunião 11 são para implantação com investimentos que somam R$ 4,8 bilhões e prevêem 2.080 novos empregos diretos. Há também um projeto para ampliação no valor de 874,4 mil e 7 novas vagas.

Os projetos em implantação devem atender os municípios de Campo Grande (3 projetos), Três Lagoas (3 projetos), Caarapó, Dourados, São Gabriel do Oeste, Eldorado e Rio Brilhante. O projeto em ampliação fica localizado no município de Coxim. Os pleitos previstos para Capital somam R$ 6,7 milhões (64 novos empregos) enquanto que o maior volume de investimentos deve acontecer em Três Lagoas, um total de R$ 4,7 bilhões (1.144 novos empregos).

O projeto de maior investimento é o da empresa Eldorado Celulose e Papel Ltda., em Três Lagoas. O empreendimento, que já se encontra e construção, prevê um investimento total de R$ 4.769.030.970,00. A capacidade de produção da unidade é de 1,5 milhão de toneladas de celulose branqueada/ano além da co-geração de 220 MW de energia/hora. Conforme o projeto de viabilidade econômica, a unidade irá gerar 1.059 empregos diretos e deve entrar em operação em meados de 2013.

Também merece destaque o pleito da empresa BSB Produtora de Equipamentos de Proteção Individual Ltda., no município de Eldorado. Destinado a fabricação de equipamentos e acessórios para segurança pessoal e profissional (roupas, aventais, luvas e calçados), a produção tem como matéria rima o couro bovino oriundo do Estado. Com investimento de R$ 22,7 milhões a unidade deve gerar 702 empregos diretos.

Os demais empreendimentos envolvem atividades industriais nas áreas de pré-moldados, fertilizantes, têxtil e fiação, embalagens plásticas, metalúrgica, produção de biocombustível, entre outros.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Empresários da indústria têxtil demonstram interesse em investir em MT

O Estado de Mato Grosso cada vez mais está se tornando uma das principais referências de atração de novos investimentos, com destaque para a cadeia produtiva do algodão. O governador Silval Barbosa recebeu nesta terça-feira (07.12) empresários do setor têxtil que visitam o Estado para conhecer a logística, a infrainstrutura dos municípios, a política de incentivos fiscais e de preparo da mão de obra. Empresários das indústrias Goog Dreams e Via Blumenau, acompanhados do secretário de Indústria, Comércio, Minas e Energia, Pedro Nadaf, ao fim da reunião, manifestaram o seu entusiasmo com o crescimento e, mais ainda, com o potencial de expansão econômica do Estado.
O empresário Júlio Fukakusa, presidente da Via Blumenau, disse que foi propícia a oportunidade de ver e conhecer a estrutura de várias cidades de Mato Grosso, a política de incentivos fiscais do Estado, como também a logística, para transferir a matriz da empresa para cá, que hoje está instalada em Blumenau (SC). A Via Blumenau, enquanto indústria, tem tecelagem, confecção e tinturaria e atua também no comércio, por meio de catálogo com cerca 1.500 produtos que vão da confecção, passam por artesanatos, semijoias, livros até utensílios domésticos.
Segundo o empresário, a empresa pode ser transferida o quanto antes. “Eu gosto de trabalhar rápido. Se der tudo certo em 90 dias já podemos transferir”. Num primeiro momento, segundo ele, vai se instalar uma parte do depósito de distribuição para atender as regiões Centro-Oeste e Nordeste, enquanto a de Blumenau atenderia as regiões Sul e Sudeste. Num segundo momento seria a instalação de uma unidade fabril,que exigiriam investimentos na ordem de R$ 60 milhões.
Fukakusa explicou que a Via Blumenau, além da produção própria, costuma terceirizar parte das confecções que comercializa. Ela fornece a matéria-prima (que é o tecido) e paga pelas peças produzidas, como também compra produção de produtos locais, peças de artesanatos, que promovem a geração de renda em outros setores. A Via Blumenau distribui 5 milhões de catálogos.
David Spighel, presidente da Good Greams, empresa do ramo de confecção de cama e mesa (lençóis, toalhas, fronhas e travesseiros), diz que está estudando a possibilidade de instalar uma unidade da empresa em Mato Grosso. Ele diz que sentiu por parte do governo grande interesse em incentivar o crescimento na área têxtil. “Mato Grosso tem muito algodão, que pode ser beneficiado aqui mesmo e estamos pensando seriamente em instalar uma unidade aqui em Cuiabá para fabricação de toda linha”. Mato Grosso, segundo ele, está sendo atrativo por conta da logística, da mão de obra e dos incentivos fiscais.
O secretário Pedro Nadaf, da Sicme, disse que Mato Grosso continua sendo de grande interesse para industrialização de sua matéria- prima. Segundo ele, esse interesse é desdobramento da participação do Estado, por meio da Sicme em feiras internacionais. “Para situar, trouxemos uma grande indústria de produtos de cama e mesa, para se ter a ideia, são eles que atendem a presidência da República”, falando da Good Dreams. Quanto a Via Blumenau, Nadaf lembra que a mesma produz mais de um milhão de peças e pensa em instalar em Mato Grosso para produzir em torno de 200 mil peças mensais.
Ele destaca ainda a visita de empresários de duas grandes redes de distribuição de alimentos, que estiveram antes com o governador Silval Barbosa. Somando todas as empresas, serão mais de 1.500 empregos diretos. “Só hoje tivemos três grandes grupos econômicos desejando investir em Mato Grosso. São mais empregos, mais distribuição de renda, que vão gerar mais de 1.500 empregos diretos”, enfatiza.
O secretário disse que a instalação das empresas em Mato Grosso está dependendo dos incentivos fiscais. A Good Dreams está sendo disputada por Minas Gerais. “O incentivo fiscal vai ter peso na balança, como compensatório da distância, do processo de logística e do processo de capacitação de mão de obra, que são extremamente necessários para essas indústrias se instalarem em Mato Grosso”.