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sexta-feira, 13 de maio de 2011

Grupo empreendedor pode desistir de MT devido a impasse político

O Grupo Vicunha pode desistir de vir para Cuiabá e até mesmo de Mato Grosso caso não haja um entendimento do Poder Público a respeito da área para a implantação da maior fábrica têxtil do mundo. O diretor-superintendente da Vicunha Têxtil, Marcel Imaizumi, admitiu por telefone à reportagem de A Gazeta a disposição inclusive de mudar de cidade já que as obras estão paradas por falta de decisão da prefeitura de Cuiabá em definir a questão da área localizada no Contorno Sul entre o trevo que dá acesso a Santo Antônio de Leveger e à Ponte Juscelino Kubistcheck.

O prefeito Chico Galindo (PTB) disse que está faltando é a própria empresa decidir se as mudanças da área são satisfatórias e se isso for decidido hoje, ele publica o decreto desapropriatório no mesmo dia. "Se for preciso vamos procurar outro município dentro de Mato Grosso, mas é essencial para a empresa estar na região metropolitana", explicou Marcel Imaizumi, admitindo a hipótese de apenas atravessar a ponte e se instalar no município de Várzea Grande, cerca de 10 quilômetros da áreas pretendida e não definida.

Com uma previsão de investimentos da ordem de R$ 350 milhões e a contratação direta e indireta de 6 mil trabalhadores, a Fábrica Têxtil da Vicunha, além de ser a maior planta do mundo, teria a capacidade de processar 65 mil toneladas de algodão e 72 milhões de metros de tecido para a fabricação de jeans.

Mato Grosso se tornou importante neste processo por causa da produção de algodão, matéria prima essencial para a produção de tecidos e fios, e como a produção da fábrica do Estado será destinada toda para exportação, o melhor foi definir um lugar estratégico que atendesse a todas pretensões da indústria, que é hoje uma das maiores do Brasil e quer se tornar a maior do mundo na produção de fio para jeans.

O secretário de Indústria, Comércio, Minas e Energia, Pedro Nadaf, que fez críticas à administração municipal num programa de rádio, apontando estar angustiado com a falta de solução para o impasse, não quis falar à reportagem. Sua assessoria informou que da parte do Estado todo o combinado já fora cumprido e organizado, faltando apenas a parte da área que é de responsabilidade do município de Cuiabá. A Sicme informou ainda que a empresa conseguiu incentivos fiscais por parte do Estado por 10 anos, vantagem que fez a mesma optar por Cuiabá em vez do Estado da Bahia.

O diretor superintendente da Vicunha, Marcel Imaizumi, frisou ainda que já tem contratada a empreiteira responsável pelas obras dos sistemas de abastecimento de água e de coleta e tratamento de esgoto, exigências da política ambiental da própria empresa e da legislação que exige os Estudos de Impacto Ambiental (EIA), e Relatório de Impacto ao Meio Ambiente (Rima), mas que a falta da área para instalação da empresa impede o início dos trabalhos, que seguem um cronograma, ou seja, se o mesmo não é cumprido o prejuízo tende a crescer.

Fonte: A Gazeta

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Lei isenta ICMS nas operações do algodão

A Secretaria da Fazenda informa que já foi publicado no Diário Oficial do Estado do último dia 15 a Lei nº 17.286 de 13 de abril de 2011, sancionada pelo governador Marconi Perillo, alterando lei anterior, de nº 13.506/99, que cria o Programa de Incentivo ao Produtor do Algodão - Proalgo e o Fundo de Incentivo à Cultura do Algodão - Fialgo. A alteração foi feita para conceder isenção do ICMS na operação interna de saída, de produção própria de caroço de algodão para industrialização; e na operação de importação por produtores de algodão ou suas associações, de máquina e aparelho para ensaio têxtil, sem similares produzidos no País.
Mais informações: (62) 3269-2434

Fonte: Goiás Agora

quinta-feira, 17 de março de 2011

Produtores de algodão continuarão tendo apoio do Ministério da Agricultura para preços mínimos e financiamento ao custeio

Rio de Janeiro - O Ministério da Agricultura vai dar continuidade este ano às medidas de apoio à cotonicultura brasileira, dentro da estratégia de expansão do setor. O coordenador-geral da Área de Fibras e Oleaginosas do ministério, Sávio Rafael Pereira, disse que o apoio ocorrerá em dois eixos.

O primeiro é como suporte de preços mínimos, que foi muito ativo de 2006 a 2009. “No caso do algodão, nós mantivemos uma produção forte nos últimos anos graças ao apoio da política de preços mínimos. Em 2009, o ministério pagou diretamente aos produtores do setor R$ 550 milhões. “Isso foi dinheiro na veia”. Em 2008, foi mais ou menos o mesmo valor, disse.

O apoio do ministério aos cotonicultores se dará também por meio do financiamento ao custeio, segundo Rafael Pereira. “Isso deve continuar. Os produtores podem tomar financiamento até R$ 600 mil, com taxa de juros do crédito rural, que é muito privilegiado, de 6,75% ao ano”.

Além disso, como se trata de uma cultura muito mecanizada, que depende de grandes investimentos em máquinas, os produtores, segundo ele, dispõem de linhas de financiamento de longo prazo específicas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Entre elas, citou o Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota), voltado aos produtores rurais que se enquadrem como beneficiários do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp).

O Programa de Sustentação de Preços Mínimos apoiou a cultura do algodão nos momentos de crise do setor. Entre 2006 e 2009, foram aportados pelo governo R$ 1,5 bilhão na sustentação de preços do algodão, para enfrentar os preços baixos do mercado. “A oferta começou a cair muito. O governo ajudou o setor a passar por esse período e, agora, nós tivemos uma explosão de preços porque teve uma redução de oferta, principalmente dos Estados Unidos, que reestruturou sua produção. E nós tivemos seis anos seguidos de produção inferior ao consumo”.

O fenômeno ocorreu em todo o mundo. Isso fez com que os estoques fossem sendo reduzidos de forma acentuada. De abril para cá, os preços no mercado externo duplicaram e triplicaram no mercado doméstico, informou Pereira. “É como se nós estivéssemos colhendo os frutos dos ajustes feitos no passado”.

Segundo ele, o Brasil passou por uma verdadeira revolução em termos de produção de algodão. Até meados da década de 1990, a produção se concentrava no Sul do país, em pequenas empresas, com colheita manual e baixa produtividade. Com a reestruturação promovida a partir de 1990, com a liberação do mercado, a área plantada foi deslocada para a Região Centro-Oeste. E o Brasil passou, nos últimos 12 anos, da posição do segundo maior importador mundial, com quase US$ 1 bilhão importados para a indústria têxtil, para a terceira posição no ranking dos maiores exportadores internacionais.

A expectativa é que o Brasil exporte mais de 600 mil toneladas na atual safra. Em termos de valor, a exportação de algodão em 2011 deverá gerar divisas para o país da ordem de US$ 2 bilhões, o que representará o dobro do montante registrado no ano passado, que superou US$ 800 milhões. “Isso é inusitado”, disse. A área plantada aumentou 65% somente de 2010 até hoje, acrescentou.

Sávio Pereira disse ainda que a situação é favorável para o produtor nacional de algodão, graças ao fortalecimento da demanda da Ásia. Destacou que o produtor nacional é, atualmente, o mais sofisticado produtor agrícola do mundo em termos gerenciais, técnicos e de produtividade. “Só para se ter uma ideia, a produtividade de algodão do Brasil é quase 70% superior à dos Estados Unidos. O Brasil hoje tem a maior produtividade do algodão sequeiro, que não é irrigado”.

Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 10 de março de 2011

Milton Ortolan assume secretaria-executiva do Ministério da Agricultura

O servidor público e administrador de empresas Milton Elias Ortolan assumiu a Secretaria-executiva do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento nesta sexta, dia 4. A nomeação foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).

Nascido em Americana, no interior paulista, Ortolan ocupava o cargo de chefe de gabinete do ministro Wagner Rossi. Atualmente integra o Conselho Fiscal da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Conselho de Administração da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). É graduado pela Faculdade de Ciências Econômicas e Administrativas da Universidade Católica de Campinas (PUCC/SP).

Ortolan também é membro do conselho gestor do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA). Em 38 anos de vida pública, foi secretário de Educação da Prefeitura Municipal de Americana (SP) membro do Conselho de Administração da Companhia de Armazéns e Silos do Estado de Minas Gerais. Passou pelo Ministério dos Transportes, Secretarias de Educação e de Relações do Trabalho do Estado de São Paulo, Empresa Brasileira de Turismo e Banco de Desenvolvimento do Estado.

Entre as atividades desenvolvidas, o novo secretário-executivo participou da Reunião do Subgrupo de Trabalho de Transportes e Infraestrutura do Mercosul como delegado do Brasil e chefiou a delegação brasileira na Reunião Bilateral Brasil/Argentina dos Organismos de Aplicação do Acordo de Transportes Internacionais Terrestres.

O engenheiro agrônomo Gerardo Fontelles estava no cargo de secretário-executivo desde o dia 15 de maio de 2009 e foi nomeado nesta sexta, dia 4, como Assessor Especial do Ministro da Agricultura.

Fonte: Canal Rural

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Para investir mais, produtores de algodão pedem ao governo garantia de preço mínimo

Sérgio De Marco sugere novo instrumento de garantia para as vendas futuras.



Os produtores de algodão defenderam nesta segunda, dia 6, em Brasília uma nova política governamental de garantia de preço mínimo. A justificativa apresentada pelo novo presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Sérgio De Marco, é que o setor é o segundo maior gerador de empregos do país, depois da construção civil, e "pode garantir, em muitos momentos, na flutuação de mercado, mais rentabilidade que a própria soja".
A sugestão do representante do setor é que o governo ofereça um novo instrumento de garantia para as vendas futuras.
– O governo sempre apoiou os cotonicultores – reconheceu De Marco, apontando que o ideal seria uma intervenção oficial nesse setor, em caso de necessidade, de acordo com a situação de mercado.
Para o presidente da Abrapa, só a garantia de sustentabilidade pode estimular o produtor a investir mais. O setor tem o custo de produção mais alto do agronegócio, equipamentos e usinas de beneficiamento envolvem custos muito elevados e, além disso, precisa trabalhar com previsibilidade e segurança para fechar negócios antecipadamente.
No momento, os produtores querem aumentar a área plantada, a fim de superar os prejuízos que tiveram em anos anteriores.
– Se (os cotonicultores) tiverem apoio do governo, não vão se arrepender – disse De Marco.
O Brasil é o quarto maior exportador de algodão do mundo e o quinto maior produtor mundial. A cadeia produtiva do algodão gera no país entre 50 mil e 60 mil empregos no setor primário; 1,7 milhão de empregos diretos na indústria e 30 milhões de ocupações indiretas, de acordo com dados da Abrapa.
Da safra deste ano, prevista em 1,8 milhão de toneladas, cerca de 1,1 milhão de toneladas foram vendidos com antecedência e, segundo o presidente da Abrapa, é provável que mais da metade da produção atenda ao mercado interno.
Fonte: Canal Rural