A inflação do varejo em abril contará com uma pressão adicional que vai atingir em cheio o bolso do consumidor: um aumento fora do normal nos preços das roupas.
De acordo com um levantamento feito pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), a inflação do algodão em caroço acumulada em doze meses até fevereiro, acumula taxas de 170% - a mais forte em 12 anos. A indústria têxtil já admite que o repasse do aumento de custos para o produto final é inevitável, o que pode ajudar a elevar as taxas dos indicadores de inflação no mês que vem.
Responsável pelo levantamento, o coordenador de Análises Econômicas da FGV, Salomão Quadros, não descarta a possibilidade de que o repasse da alta de custos com o algodão para o produto final possa ser o mais intenso da década.
Ele disse, no entanto, que isso dependerá do volume de produtos têxteis importados disponíveis no mercado, que atualmente fazem forte concorrência com os brasileiros. Quadros lembrou ainda que, no próximo mês, as novas coleções outono/inverno chegam às lojas.
Normalmente, os preços do vestuário sobem em abril por causa do término do período das liquidações. Porém, o cenário para o produtor de têxteis neste ano é diferente, por causa do aumento do custo da matéria-prima.
- Acho muito difícil não ocorrer um repasse [no preço do produto final]. O aumento do preço do algodão foi brutal. Mesmo que haja uma substituição do algodão por fibras sintéticas, caso a demanda por fios artificiais aumente, o preço desse item vai aumentar também.
Ele acrescentou que o grupo vestuário representa 5% do IPC (Índice de Preços ao Consumidor) calculado pela FGV, que mede a evolução da inflação no varejo.
Para o presidente da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), Aguinaldo Diniz Filho, a magnitude da elevação atual no preço do algodão não tem comparação com períodos anteriores.
- Posso dizer com certeza que nunca vi o preço do algodão disparando dessa maneira.
Diniz Filho explicou que a oferta do algodão tanto no mercado doméstico, como no internacional, vem diminuindo desde maio do ano passado, por causa de três fatores externos: o aumento no consumo da China, o bloqueio de exportações indianas para o mundo - que acabou reduzindo a oferta do produto no cenário internacional - e da quebra de safra nos Estados Unidos.
Brasil
Segundo o presidente da Abit, o Brasil consome em torno de 1,1 milhão de toneladas de algodão por ano. Ele explicou que cada metro de tecido fabricado tem entre 35% a 40% de algodão. Além disso, a coleção outono/inverno, característica de tempos mais frios, é a que mais usa mais tecido em sua produção.
- Tentamos não repassar todos os nossos aumentos de custos para o produto final. Mas, desta vez, não tem como não repassar uma parte dessa alta.
O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, usado pelo BC para controlar a inflação), também deve sentir os efeitos do aumento nos preços de vestuário. As roupas representam 4,5% do IPCA, segundo a gerente de pesquisa do IBGE, Irene Machado.
Ela explica que os preços de roupas no IPCA de fevereiro mostraram queda de 0,29, por causa do período de liquidações. Em 12 meses, a inflação das roupas acumulou alta de 7,3% até fevereiro.
Ao mesmo tempo em que o bolso do consumidor deve sentir com a alta no preço do algodão, o produtor brasileiro pode comemorar. A estimativa mais recente do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para a safra do algodão é que neste ano sejam produzidas 4,5 milhões de toneladas, contra 2,9 milhões de toneladas em 2010 - um aumento de 53,7%.
Segundo o instituto, a área plantada do produto cresceu 43,7% neste ano em relação ao ano passado, por causa das boas cotações do algodão nos mercados interno e externo.
Fonte: R7
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segunda-feira, 21 de março de 2011
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Algodão: com a alta dos preços, indústrias podem suspender atividades temporariamente
Devido à escassez de algodão no mercado e à evolução dos preços da fibra no mercado interno, algumas indústrias têxteis poderão suspender suas atividades temporariamente. De acordo com o levantamento feito pelo Cepea em seu relatório semanal, algumas empresas estão no limite de resistência para compras.
Os preços internos já acumulam ganhos de 180% em doze meses, enquanto que no mercado internacional, na Bolsa de Nova York, o avanço é de 130% no mesmo período. “Agora o mercado travou de tal forma que não há comprador. Com essa alta toda, as roupas de inverno teriam um acréscimo de 40% ou mais”, afirma o consultor da Hórus Algodão, Márcio do Rego Freitas. Ainda de acordo com ele, o consumo deve aumentar em junho com a entrada da safra 2010/11. Ainda assim, os preços deverão permanecer voláteis, sem uma perspectiva firme.
Ainda de acordo com as informações do relatório divulgado pelo Cepea, a prioridade no momento não é a venda da fibra, já que os produtores também estão concentrados na colheita da soja e na finalização do cultivo do algodão de segunda safra, não havendo, entretanto, necessidade de caixa elevado.
Fonte: Notícias Agrícolas
Os preços internos já acumulam ganhos de 180% em doze meses, enquanto que no mercado internacional, na Bolsa de Nova York, o avanço é de 130% no mesmo período. “Agora o mercado travou de tal forma que não há comprador. Com essa alta toda, as roupas de inverno teriam um acréscimo de 40% ou mais”, afirma o consultor da Hórus Algodão, Márcio do Rego Freitas. Ainda de acordo com ele, o consumo deve aumentar em junho com a entrada da safra 2010/11. Ainda assim, os preços deverão permanecer voláteis, sem uma perspectiva firme.
Ainda de acordo com as informações do relatório divulgado pelo Cepea, a prioridade no momento não é a venda da fibra, já que os produtores também estão concentrados na colheita da soja e na finalização do cultivo do algodão de segunda safra, não havendo, entretanto, necessidade de caixa elevado.
Fonte: Notícias Agrícolas
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Algodão: cotação fecha em alta, mas registra poucos negócios
A cotação do algodão segue bem cotada e fechou a semana passada em alta, apesar do baixo volume de negócios. Neste momento, há pouco produto disponível em oferta. O preço da arroba do algodão fechou a semana negociado a R$ 123,80 em Alto Garças, R$ 123,50 em Primavera do Leste e R$ 123 em Nova Mutum, aponta o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Já o indicador do algodão CEPEA/ESALQ passou a se acostumar a registrar máximas históricas dia após dia. A relação entre baixos estoques e demanda aquecida proporcionou os fundamentos para a cotação da fibra entrasse em canal de alta desde o final de 2010.
“A cotação que iniciou semana com o algodão à vista a centavos de R$ 371,58/lp e no pagamento a prazo a centavos de R$ 374,14/lp mantiveram o movimento e enceraram a semana cotados respectivamente a centavos de R$ 382,13/lp e R$ 384,76/lp, obtendo alta de 3,6% no acumulado semanal”, aponta o boletim semanal do Imea.
Fonte: Só Notícias
Já o indicador do algodão CEPEA/ESALQ passou a se acostumar a registrar máximas históricas dia após dia. A relação entre baixos estoques e demanda aquecida proporcionou os fundamentos para a cotação da fibra entrasse em canal de alta desde o final de 2010.
“A cotação que iniciou semana com o algodão à vista a centavos de R$ 371,58/lp e no pagamento a prazo a centavos de R$ 374,14/lp mantiveram o movimento e enceraram a semana cotados respectivamente a centavos de R$ 382,13/lp e R$ 384,76/lp, obtendo alta de 3,6% no acumulado semanal”, aponta o boletim semanal do Imea.
Fonte: Só Notícias
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Algodão em pluma segue batendo recordes de preços
A expectativa do setor é de que a média do preço do produto durante este mês fique em R$ 3,5 por libra-peso, devido a pressão contínua da demanda interna - São Paulo
Os preços médios do algodão em pluma no Brasil saltaram mais de 137% em janeiro deste ano, ante o mesmo período do ano passado. Nos oito primeiros dias deste mês de fevereiro a média de preços já ultrapassava a casa dos R$ 3,66 por libra-peso, que representa um crescimento de 8% ante os R$ 3,36 por libra-peso vistos no mês passado. As informações são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Por conta da baixa oferta de algodão no mercado mundial, pela quebra global de safra causada por problemas climáticos e a forte demanda pelo produto, o algodão em pluma vem quebrando recordes diários de valorização nesse começo de ano. A média em janeiro foi de R$ 3,36 por libra-peso, crescimento de 17,4% ante dezembro de 2010, quando a média foi de R$ 2,86/lp. Para Lucilio Alves, pesquisador do Cepea, isso é o resultado de uma junção de fatores: o clima, que gerou quebras de safra no mundo inteiro; uma demanda mais aquecida, pelo aumento de renda das classes mais baixas; e o fato das indústrias têxteis estarem retomando as atividades após o final de ano. "Em janeiro e fevereiro já existe [anualmente] uma tendência de preços mais altos para o algodão, que é o período em que as indústrias estão retornando das férias coletivas e há um maior número de compradores no mercado. Além disso, é um período em que a oferta tende a ser um pouco mais escassa. Então é comum ver preços mais elevados nesses dois meses".
Alves contou que essa marca nominal, obtida em janeiro, é o maior valor da história do algodão, que em janeiro de 2010 esteve em média R$ 1,42 lp. "A postura firme de produtores diante da baixa disponibilidade da pluma para pronta entrega vem sustentando as cotações. Parte dos cotonicultores está focada no cultivo da safrinha de algodão, que está atrasada devido ao excesso de chuva que atrapalha a colheita da soja", acrescentou ele.
Para o analista da Safras & Mercado, Miguel Biegai, os preços devem continuar em alta nesse mês de fevereiro, com grandes possibilidades de fechar acima dos R$ 3,5/ lp em média. "O começo deste ano está um paraíso para os produtores e até o final de fevereiro teremos os preços em alta. Somente a partir de março o mercado ficará em estabilidade, para recuar no segundo semestre".
Biegai afirmou que apesar de toda a euforia, os produtores estão receosos em relação ao futuro, já que em diversos países a expectativa de aumento de área de algodão supera os 10%. "Hoje o produtor tem medo que entre muita gente nova no negócio, porque o preço chama a atenção, e está dando margem de lucro em média de R$ 3 mil por hectare e isso é muito dinheiro. Mesmo que o cara arrende a terra e pague um alto preço por isso, alugue máquinas, compre defensivos ainda vale a pena", garantiu o analista.
A partir do segundo semestre os preços devem recuar um pouco, dado a entrada da nova safra, tanto no Brasil quanto em outros países do mundo. E em outubro e novembro a tendência é de preços em linha com o mesmo período de 2010 disse Bueno. Para ele mesmo com as quedas previstas, os preços não devem ficar muito abaixo dos valores vistos em dezembro do ano passado (R$ 2,86 libra-peso). "Em março pode ser que vejamos um mercado mais estável, pois começa a safra de São Paulo. Em abril teremos um pouquinho mais de oferta com Minas Gerais. Em maio entra a safra goiana e aposto em um recuo. É claro que tudo dependerá do mercado internacional. Apesar disso, os valores não devem ficar abaixo de R$ 2,80 por libra-peso."
Fonte: DCI
Os preços médios do algodão em pluma no Brasil saltaram mais de 137% em janeiro deste ano, ante o mesmo período do ano passado. Nos oito primeiros dias deste mês de fevereiro a média de preços já ultrapassava a casa dos R$ 3,66 por libra-peso, que representa um crescimento de 8% ante os R$ 3,36 por libra-peso vistos no mês passado. As informações são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Por conta da baixa oferta de algodão no mercado mundial, pela quebra global de safra causada por problemas climáticos e a forte demanda pelo produto, o algodão em pluma vem quebrando recordes diários de valorização nesse começo de ano. A média em janeiro foi de R$ 3,36 por libra-peso, crescimento de 17,4% ante dezembro de 2010, quando a média foi de R$ 2,86/lp. Para Lucilio Alves, pesquisador do Cepea, isso é o resultado de uma junção de fatores: o clima, que gerou quebras de safra no mundo inteiro; uma demanda mais aquecida, pelo aumento de renda das classes mais baixas; e o fato das indústrias têxteis estarem retomando as atividades após o final de ano. "Em janeiro e fevereiro já existe [anualmente] uma tendência de preços mais altos para o algodão, que é o período em que as indústrias estão retornando das férias coletivas e há um maior número de compradores no mercado. Além disso, é um período em que a oferta tende a ser um pouco mais escassa. Então é comum ver preços mais elevados nesses dois meses".
Alves contou que essa marca nominal, obtida em janeiro, é o maior valor da história do algodão, que em janeiro de 2010 esteve em média R$ 1,42 lp. "A postura firme de produtores diante da baixa disponibilidade da pluma para pronta entrega vem sustentando as cotações. Parte dos cotonicultores está focada no cultivo da safrinha de algodão, que está atrasada devido ao excesso de chuva que atrapalha a colheita da soja", acrescentou ele.
Para o analista da Safras & Mercado, Miguel Biegai, os preços devem continuar em alta nesse mês de fevereiro, com grandes possibilidades de fechar acima dos R$ 3,5/ lp em média. "O começo deste ano está um paraíso para os produtores e até o final de fevereiro teremos os preços em alta. Somente a partir de março o mercado ficará em estabilidade, para recuar no segundo semestre".
Biegai afirmou que apesar de toda a euforia, os produtores estão receosos em relação ao futuro, já que em diversos países a expectativa de aumento de área de algodão supera os 10%. "Hoje o produtor tem medo que entre muita gente nova no negócio, porque o preço chama a atenção, e está dando margem de lucro em média de R$ 3 mil por hectare e isso é muito dinheiro. Mesmo que o cara arrende a terra e pague um alto preço por isso, alugue máquinas, compre defensivos ainda vale a pena", garantiu o analista.
A partir do segundo semestre os preços devem recuar um pouco, dado a entrada da nova safra, tanto no Brasil quanto em outros países do mundo. E em outubro e novembro a tendência é de preços em linha com o mesmo período de 2010 disse Bueno. Para ele mesmo com as quedas previstas, os preços não devem ficar muito abaixo dos valores vistos em dezembro do ano passado (R$ 2,86 libra-peso). "Em março pode ser que vejamos um mercado mais estável, pois começa a safra de São Paulo. Em abril teremos um pouquinho mais de oferta com Minas Gerais. Em maio entra a safra goiana e aposto em um recuo. É claro que tudo dependerá do mercado internacional. Apesar disso, os valores não devem ficar abaixo de R$ 2,80 por libra-peso."
Fonte: DCI
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Algodão opera em alta na Bolsa de Nova York nesta quinta-feira
Na bolsa de Nova York, os contratos futuros do algodão operam em alta na sessão desta quinta-feira. As cotações reverteram as perdas iniciais provocadas por vendas generalizadas nos mercados e pela especulação de que a China irá adotar medidas de aperto.
A notícia de que a Índia irá manter a cota de algodão para exportação em 5,5 milhões também favorece a lata dos preços.
Por volta das 14h00, o vencimento março foi cotado a 151,75 cents/ lb, com uma alta de 281 pontos.
Fonte: Notícias Agrícolas
A notícia de que a Índia irá manter a cota de algodão para exportação em 5,5 milhões também favorece a lata dos preços.
Por volta das 14h00, o vencimento março foi cotado a 151,75 cents/ lb, com uma alta de 281 pontos.
Fonte: Notícias Agrícolas
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Ano começa como terminou: em alta
O ano de 2011 mal começou, a cotonicultura contabiliza mais um recorde de preço para a pluma. Conforme Boletim Semanal do Instituto Mato-grossense de Agropecuária (Imea), “os estoques iniciais da safra 2010/11 estão baixos e isso já refletiu em novos recordes de preços. Logo na primeira semana do ano, o preço da pluma de algodão já atingiu a casa dos R$ 100/@, valorizando-se em cinco dias mais do que todo o mês de dezembro de 2010, conforme o Cepea”.
E mais: Mesmo com o aumento de área nesta safra e consequentemente uma maior produção, os preços podem continuar em um patamar elevado, pois além dos preços externos estarem sofrendo sucessivos choques de ofertas por causas climáticas, as importações do país registrarão crescimento expressivo. De acordo com o Cepea, os produtores ainda aumentarão as áreas de plantio na próxima safra, devido aos bons preços praticados no mercado.
Para Mato Grosso, o Imea destaca que os bons momentos de 2010 continuam reverberando no mercado neste início do ano. “Os preços seguem em forte alta, chegando a ultrapassar o patamar dos R$ 100/@ aqui no Estado”, destaca o Boletim. Na cidade de Alto Garças (357 quilômetros ao sul de Cuiabá), a arroba do algodão começou a semana cotado a R$ 93,90/@ e em Campo Novo do Parecis (396 quilômetros ao noroeste de Cuiabá) a R$ 92,90/@, acumulando uma elevação semanal de 11% e mensal de 13%, encerrando o período cotado a R$ 104,30/@ e R$ 103,30/@ nas respectivas cidades.
EXPORTAÇÃO - O ano de 2010 foi de recuperação para as exportações brasileiras de algodão em pluma. Apesar do volume total embarcado pelo país ter registrado queda em relação ao ano anterior, em virtude da menor produção na safra causada pela estiagem, o valor total recebido pelo algodão enviado ao exterior foi o maior já registrado, com US$ 756,3 milhões no acumulado de janeiro a novembro. Os estados de Mato Grosso e Bahia se consolidaram ainda mais como os grandes produtores e exportadores nacionais da fibra. O estado de Mato Grosso representou 49,7% do volume com 235,7 mil toneladas, obtendo US$ 366,8 milhões de receita. Enquanto que, a Bahia respondeu por 34,95% das exportações com 165,8 mil toneladas, somando US$ 269,2 milhões.
PRODUTIVIDADE - De acordo com o levantamento de grãos divulgado em janeiro pelo Conab, a estimativa de produtividade brasileira de algodão em caroço para a safra 10/11 é de 3.866 kg/ha, um avanço de 6,4% em relação a safra anterior. Grande parte desse aumento na produtividade nacional se deve a recuperação na produção mato-grossense, que após a redução na produtividade ocorrida na safra 09/10 - conseqüência da estiagem - deverá colher 3.900 kg/ha nesta safra. Enquanto a Bahia, segundo maior produtor nacional, apresentou uma produtividade de 3.850 kg/ha, recuo de 1,3% em relação a safra passada. O estado de Goiás segue como líder de produtividade com 4.170 kg/ha, obtendo aumento de 4,9% na comparação com a safra 09/10.
Fonte: Diário de Cuiabá
E mais: Mesmo com o aumento de área nesta safra e consequentemente uma maior produção, os preços podem continuar em um patamar elevado, pois além dos preços externos estarem sofrendo sucessivos choques de ofertas por causas climáticas, as importações do país registrarão crescimento expressivo. De acordo com o Cepea, os produtores ainda aumentarão as áreas de plantio na próxima safra, devido aos bons preços praticados no mercado.
Para Mato Grosso, o Imea destaca que os bons momentos de 2010 continuam reverberando no mercado neste início do ano. “Os preços seguem em forte alta, chegando a ultrapassar o patamar dos R$ 100/@ aqui no Estado”, destaca o Boletim. Na cidade de Alto Garças (357 quilômetros ao sul de Cuiabá), a arroba do algodão começou a semana cotado a R$ 93,90/@ e em Campo Novo do Parecis (396 quilômetros ao noroeste de Cuiabá) a R$ 92,90/@, acumulando uma elevação semanal de 11% e mensal de 13%, encerrando o período cotado a R$ 104,30/@ e R$ 103,30/@ nas respectivas cidades.
EXPORTAÇÃO - O ano de 2010 foi de recuperação para as exportações brasileiras de algodão em pluma. Apesar do volume total embarcado pelo país ter registrado queda em relação ao ano anterior, em virtude da menor produção na safra causada pela estiagem, o valor total recebido pelo algodão enviado ao exterior foi o maior já registrado, com US$ 756,3 milhões no acumulado de janeiro a novembro. Os estados de Mato Grosso e Bahia se consolidaram ainda mais como os grandes produtores e exportadores nacionais da fibra. O estado de Mato Grosso representou 49,7% do volume com 235,7 mil toneladas, obtendo US$ 366,8 milhões de receita. Enquanto que, a Bahia respondeu por 34,95% das exportações com 165,8 mil toneladas, somando US$ 269,2 milhões.
PRODUTIVIDADE - De acordo com o levantamento de grãos divulgado em janeiro pelo Conab, a estimativa de produtividade brasileira de algodão em caroço para a safra 10/11 é de 3.866 kg/ha, um avanço de 6,4% em relação a safra anterior. Grande parte desse aumento na produtividade nacional se deve a recuperação na produção mato-grossense, que após a redução na produtividade ocorrida na safra 09/10 - conseqüência da estiagem - deverá colher 3.900 kg/ha nesta safra. Enquanto a Bahia, segundo maior produtor nacional, apresentou uma produtividade de 3.850 kg/ha, recuo de 1,3% em relação a safra passada. O estado de Goiás segue como líder de produtividade com 4.170 kg/ha, obtendo aumento de 4,9% na comparação com a safra 09/10.
Fonte: Diário de Cuiabá
sábado, 25 de dezembro de 2010
Cotação do algodão volta a subir
Depois de um ligeiro declínio no começo deste mês, quando o preço da arroba do algodão recuou de R$ 92 para R$ 87, a cotação voltou a subir e está fechando o ano com preço jamais visto. Na última semana a arroba atingiu R$ 95, valor quase 115% superior ao do mesmo período do ano passado. A “explosão” no preço é decorrência da queda nos estoques mundiais, já que nas safras passadas a cotação mundial estava em baixa e poucos produtores optaram pela cultura.
Agora, contudo, o cenário deve ser outro. No Estado, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que serão cultivados 56 mil hectares, aumento de 45% em relação aos 38 mil da safra anterior. Deve ser a maior área ocupada dos últimos seis anos, perdendo apenas para os 58 mil hectares de 2004/2005.
A primeira estimativa da Conab previa crescimento de 20,4%. Junto com o aumento de 5,6% na produtividade, de 3.705 para 3.912 kg/ha, a produção de algodão em caroço e pluma terá incremento de 53%, respectivamente, de 143 mil para 219,1 mil toneladas e 55,8 mil para 85,4 mil toneladas.
"A tendência é que o algodão se firme como um dos principais produtos da próxima safra nacional. Com destaque, sobretudo, para a região Centro-Oeste e a Bahia", afirmou o diretor de Política Agrícola e Informações da Conab, Sílvio Porto.
Mas, se duas dúzias de agricultores estão comemorando, milhões de consumidores têm motivos de sobra para ficarem preocupados. Em decorrência da alta, o preço das roupas deve ter aumento de pelo menos 10% a partir do momento em que o novo produto chegar às indústrias, que já começaram a elevar os preços desde agora.
Fonte: Correio do Estado
Agora, contudo, o cenário deve ser outro. No Estado, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que serão cultivados 56 mil hectares, aumento de 45% em relação aos 38 mil da safra anterior. Deve ser a maior área ocupada dos últimos seis anos, perdendo apenas para os 58 mil hectares de 2004/2005.
A primeira estimativa da Conab previa crescimento de 20,4%. Junto com o aumento de 5,6% na produtividade, de 3.705 para 3.912 kg/ha, a produção de algodão em caroço e pluma terá incremento de 53%, respectivamente, de 143 mil para 219,1 mil toneladas e 55,8 mil para 85,4 mil toneladas.
"A tendência é que o algodão se firme como um dos principais produtos da próxima safra nacional. Com destaque, sobretudo, para a região Centro-Oeste e a Bahia", afirmou o diretor de Política Agrícola e Informações da Conab, Sílvio Porto.
Mas, se duas dúzias de agricultores estão comemorando, milhões de consumidores têm motivos de sobra para ficarem preocupados. Em decorrência da alta, o preço das roupas deve ter aumento de pelo menos 10% a partir do momento em que o novo produto chegar às indústrias, que já começaram a elevar os preços desde agora.
Fonte: Correio do Estado
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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Algodão: preço da pluma mais que duplica neste ano
Os preços do algodão em pluma seguem em alta, atingindo dia a dia novos patamares recordes em termos nominais. Entre 14 e 21 de dezembro, o Indicador CEPEA/ESALQ com pagamento em 8 dias subiu 0,5%, fechando a terça-feira (21) a R$ 2,9138/lp. No acumulado de dezembro, o Indicador registra alta de 8,66%, com média de R$ 2,8390/lp. Em 2010, o Indicador teve alta de expressivos 115%, com média de R$ 1,8532/lp.
De modo geral, os baixos estoques nacionais e, consequentemente, a maior necessidade de importação, têm preocupado agentes consultados pelo Cepea. Esse cenário fez com que o fechamento de contratos fosse intensificado nos últimos dias, visando o recebimento da pluma em janeiro. Além desses negócios, levantamentos do Cepea apontam que muitos devem ir às compras da pluma em janeiro para recebimento no correr do primeiro semestre. Nesse contexto, muitas empresas já entraram em férias coletivas, enquanto outras vêm finalizando o processamento.
Com isso, as negociações no físico estão lentas. Mesmo assim, os baixos estoques, o fechamento de contratos e as altas nos preços externos, que elevaram as paridades de exportação e importação, sustentaram as cotações da pluma no Brasil.
Fonte: Só Notícias
De modo geral, os baixos estoques nacionais e, consequentemente, a maior necessidade de importação, têm preocupado agentes consultados pelo Cepea. Esse cenário fez com que o fechamento de contratos fosse intensificado nos últimos dias, visando o recebimento da pluma em janeiro. Além desses negócios, levantamentos do Cepea apontam que muitos devem ir às compras da pluma em janeiro para recebimento no correr do primeiro semestre. Nesse contexto, muitas empresas já entraram em férias coletivas, enquanto outras vêm finalizando o processamento.
Com isso, as negociações no físico estão lentas. Mesmo assim, os baixos estoques, o fechamento de contratos e as altas nos preços externos, que elevaram as paridades de exportação e importação, sustentaram as cotações da pluma no Brasil.
Fonte: Só Notícias
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Futuros do algodão seguem com expressiva alta na Bolsa de Nova York
O algodão continua operando em expressiva alta na Bolsa de Nova York. Há alguns dias, os preços atingiram seu maior patamar desde o dia 3 de dezembro - 146,14 centavos de dólar por libra-peso.
Agora, os participantes do mercado aguardam a decisão do governo indiano sobre o prazo de exportação que expirou nesta quarta-feira. Paralelamente, alguns traders acreditam que essa expressiva alta dos preços é resultado da ausência de novas informações que dêem direcionamento ao mercado.
Às 15h22,o vencimento março tinha alta de 400 pontos, valendo 146,14 centavos de dólar por libra-peso, já o maio era cotado a 136,58 cents, subindo 251 pontos.
Fonte: Só Notícias
Agora, os participantes do mercado aguardam a decisão do governo indiano sobre o prazo de exportação que expirou nesta quarta-feira. Paralelamente, alguns traders acreditam que essa expressiva alta dos preços é resultado da ausência de novas informações que dêem direcionamento ao mercado.
Às 15h22,o vencimento março tinha alta de 400 pontos, valendo 146,14 centavos de dólar por libra-peso, já o maio era cotado a 136,58 cents, subindo 251 pontos.
Fonte: Só Notícias
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Preços em ascensão e boas perspectivas ampliam área
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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Preços altos alavancam produção mundial de algodão
Os preços recordes obtidos pelos produtores na atual campanha deverão elevar a produção mundial de algodão em 8%, para 27 milhões de toneladas em 2011/12, pelas projeções do Comitê Consultivo Internacional do Algodão (CCIA), apresentadas na Organização Mundial do Comércio (OMC).
Na safra atual, a 2010/11, a produção deve crescer 15%, após três anos consecutivos de quedas. A produção será ligeiramente superior ao consumo, alcançando 25,1 milhões de toneladas.
A alta é alimentada pelos Estados Unidos, onde a colheita será 51% maior e alcançará 4 milhões de toneladas. Mas a produção deverá cair 5%, para 6,5 milhões de toneladas na China. A produção do Paquistão também declinará 9% , para 1,8 milhão de toneladas.
As plantações de algodão no Hemisfério Sul, incluindo o Brasil, deverão bater recorde de 3,1 milhões de toneladas, mas a colheita não ocorrerá antes de março de 2011 e o algodão só poderá ser exportado no segundo trimestre.
As circunstâncias "excepcionais" que causaram queda nas colheitas e restrição à exportação, como na Índia, fizeram o preço do algodão bater recorde histórico. As cotações futuras elevadas impedem o pagamento de subsídios para produtores em países desenvolvidos.
O índice de preços do CCIA dobrou entre agosto e meados de novembro, diante das dificuldades de abastecimento e do enfraquecimento do dólar. Depois, o índice ligeiramente quando a China anunciou aperto na política monetária. A volatilidade do índice é a mais elevada desde que foi publicado pela primeira vez nos anos 60.
Diante desse quadro, o crescimento do consumo industrial mundial de algodão será de apenas 0,4%. . A participação da commodity no consumo mundial de fibras deve continuar a diminuir, num ritmo mais rápido que nos anos anteriores. Quanto ao comércio mundial, poderá aumentar 8% para atingir 8,4 milhões de toneladas em 2010/11, maior volume em cinco anos.
A China deverá ser o maior importador, com 3,2 milhões de toneladas de algodão, a maior quantidade dos últimos tempos, provenientes principalmente dos EUA. As exportações americanas poderão alcançar 3,4 milhões, aumento de 31%. A fatia dos produtores americanos nas exportações mundiais passará de 34% para 41%.
Na safra atual, a 2010/11, a produção deve crescer 15%, após três anos consecutivos de quedas. A produção será ligeiramente superior ao consumo, alcançando 25,1 milhões de toneladas.
A alta é alimentada pelos Estados Unidos, onde a colheita será 51% maior e alcançará 4 milhões de toneladas. Mas a produção deverá cair 5%, para 6,5 milhões de toneladas na China. A produção do Paquistão também declinará 9% , para 1,8 milhão de toneladas.
As plantações de algodão no Hemisfério Sul, incluindo o Brasil, deverão bater recorde de 3,1 milhões de toneladas, mas a colheita não ocorrerá antes de março de 2011 e o algodão só poderá ser exportado no segundo trimestre.
As circunstâncias "excepcionais" que causaram queda nas colheitas e restrição à exportação, como na Índia, fizeram o preço do algodão bater recorde histórico. As cotações futuras elevadas impedem o pagamento de subsídios para produtores em países desenvolvidos.
O índice de preços do CCIA dobrou entre agosto e meados de novembro, diante das dificuldades de abastecimento e do enfraquecimento do dólar. Depois, o índice ligeiramente quando a China anunciou aperto na política monetária. A volatilidade do índice é a mais elevada desde que foi publicado pela primeira vez nos anos 60.
Diante desse quadro, o crescimento do consumo industrial mundial de algodão será de apenas 0,4%. . A participação da commodity no consumo mundial de fibras deve continuar a diminuir, num ritmo mais rápido que nos anos anteriores. Quanto ao comércio mundial, poderá aumentar 8% para atingir 8,4 milhões de toneladas em 2010/11, maior volume em cinco anos.
A China deverá ser o maior importador, com 3,2 milhões de toneladas de algodão, a maior quantidade dos últimos tempos, provenientes principalmente dos EUA. As exportações americanas poderão alcançar 3,4 milhões, aumento de 31%. A fatia dos produtores americanos nas exportações mundiais passará de 34% para 41%.
Fonte: Valor Econômico
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Cotação alta eleva em 45% área do algodão
Animados pela cotação da arroba do algodão, que está 101% maior em relação ao ano passado, produtores rurais de Mato Grosso do Sul decidiram ampliar em 45% a área destinada ao produto nesta safra, o dobro do crescimento previsto em outubro. Apesar de apontar também maior área para o cultivo do arroz, o 3ª Levantamento da Safra de Grãos 2010/2011 confirma a queda de 6,6% na produção de grãos em relação à anterior, de 9,568 milhões para 8,940 milhões de toneladas.
A sensação da temporada promete ser o algodão. A cotação da arroba está em R$ 87,50 neste mês, ante R$ 43,48 do mesmo período de 2009. No Estado, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que serão cultivados 56 mil hectares, oscilação de 45% em relação aos 38 mil da safra anterior. A primeira estimativa do órgão foi de crescimento de 20,4%. Junto com o aumento de 5,6% na produtividade, de 3.705 para 3.912 kg/ha, a produção de algodão em caroço e pluma terá incremento de 53%, respectivamente, de 143 mil para 219,1 mil toneladas e 55,8 mil para 85,4 mil toneladas.
"A tendência é que o algodão se firme como um dos principais produtos da próxima safra nacional. Com destaque, sobretudo, para a região Centro-Oeste e a Bahia", afirmou o diretor de Política Agrícola e Informações da Conab, Sílvio Porto.
"O Brasil vem fazendo um enorme esforço, nas últimas décadas, para se posicionar como um dos principais produtores de algodão do mundo. O apoio do governo ao setor nos últimos anos garantiu o preço mínimo ao produtor", explicou.
Milho e soja
A Conab estima que a área plantada no Estado deverá crescer 1,7%, de 2,805 milhões para 2,854 milhões de hectares. Apesar de estar acima da média nacional de 1,3%, o percentual de crescimento é o terceiro no Centro-Oeste, atrás do Mato Grosso (2,5%) e Goiás (1,8%).
A Conab estima que a área plantada no Estado deverá crescer 1,7%, de 2,805 milhões para 2,854 milhões de hectares. Apesar de estar acima da média nacional de 1,3%, o percentual de crescimento é o terceiro no Centro-Oeste, atrás do Mato Grosso (2,5%) e Goiás (1,8%).
No entanto, a queda de 8,2% na produtividade (3.410 para 3.132 kg/ha) não repetirá a produção recorde deste ano. A próxima safra deverá ser de 8,940 milhões de toneladas de grãos, contra 9,568 milhões de toneladas de 2009/2010. A Conab mantém a previsão de redução de 2,5% na produção de soja, de 5,307 milhões para 5,176 milhões de toneladas. A produção de milho sofrerá redução de 15,1%, de 3,737 milhões para 3,173 milhões de toneladas.
Fonte: Correio do Estado
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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Produção de grãos em MG deve aumentar 27%
Minas Gerais deve superar, mais uma vez, a produção de 10 milhões de toneladas de grãos, segundo os dados do terceiro levantamento de safras divulgados hoje pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). De acordo com análise da Superintendência de Política e Economia Agrícola (Spea) da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa-MG), essa barreira foi superada também nos anos de 2005 e 2009, quando a produção alcançou igualmente 10,4 milhões de toneladas.
Para 2010/2011, a estimativa, em Minas Gerais, é de uma produção de grãos 27% maior do que a anterior. Segundo o superintendente João Ricardo Albanez, a participação do Estado na safra brasileira deve ser da ordem de 7%.
No caso do milho, a produção estimada do Estado é da ordem de 6,1 milhões de toneladas, volume que representa aumento de 1% em relação ao registrado na safra 2009/2010. Albanez diz que “a área plantada desse cereal, da ordem de 1,2 milhão de hectares, teve uma pequena redução na comparação com a do período anterior, porque ainda se observa a migração de parte dos produtores de milho para a soja”.
Por isso, a produção estimada de soja nas lavouras mineiras alcança três milhões de toneladas, volume 6,3% maior que o da safra 2009/2010. De acordo com o superintendente, enquanto o cultivo da soja tem expansão no Estado, houve uma pequena retração na safra nacional da oleaginosa, com a produção estimada de 68,5 milhões de toneladas.
Albanez ainda diz que a migração dos produtores para a soja, em razão das boas perspectivas de cotação no mercado internacional, fortalece a intenção de aumentar os plantios. A Conab prevê um aumento da produtividade dessa oleaginosa em 5,5%, resultado da combinação de boas condições climáticas e tecnologia. “Já no caso do milho, o aumento de produtividade previsto é de 2,2%”, disse. Ao contrário de Minas Gerais, que tem a perspectiva de crescimento da safra estimada de milho, o Brasil apresenta previsão de queda de 6,1% da produção.
No cenário da safra mineira 2010/2011, o feijão apresenta estimativa de uma produção da ordem de 632,6 mil toneladas, ou crescimento de 1,3% em relação à safra anterior. A área plantada de feijão em Minas Gerais alcança 424,9 mil hectares, que também representam crescimento de 1,3% em relação à safra anterior.
Para o amendoim, a estimativa de produção em Minas Gerais é de 9,6 mil toneladas, um pequeno avanço em relação ao período anterior.
Para 2010/2011, a estimativa, em Minas Gerais, é de uma produção de grãos 27% maior do que a anterior. Segundo o superintendente João Ricardo Albanez, a participação do Estado na safra brasileira deve ser da ordem de 7%.
No caso do milho, a produção estimada do Estado é da ordem de 6,1 milhões de toneladas, volume que representa aumento de 1% em relação ao registrado na safra 2009/2010. Albanez diz que “a área plantada desse cereal, da ordem de 1,2 milhão de hectares, teve uma pequena redução na comparação com a do período anterior, porque ainda se observa a migração de parte dos produtores de milho para a soja”.
Por isso, a produção estimada de soja nas lavouras mineiras alcança três milhões de toneladas, volume 6,3% maior que o da safra 2009/2010. De acordo com o superintendente, enquanto o cultivo da soja tem expansão no Estado, houve uma pequena retração na safra nacional da oleaginosa, com a produção estimada de 68,5 milhões de toneladas.
Albanez ainda diz que a migração dos produtores para a soja, em razão das boas perspectivas de cotação no mercado internacional, fortalece a intenção de aumentar os plantios. A Conab prevê um aumento da produtividade dessa oleaginosa em 5,5%, resultado da combinação de boas condições climáticas e tecnologia. “Já no caso do milho, o aumento de produtividade previsto é de 2,2%”, disse. Ao contrário de Minas Gerais, que tem a perspectiva de crescimento da safra estimada de milho, o Brasil apresenta previsão de queda de 6,1% da produção.
No cenário da safra mineira 2010/2011, o feijão apresenta estimativa de uma produção da ordem de 632,6 mil toneladas, ou crescimento de 1,3% em relação à safra anterior. A área plantada de feijão em Minas Gerais alcança 424,9 mil hectares, que também representam crescimento de 1,3% em relação à safra anterior.
Para o amendoim, a estimativa de produção em Minas Gerais é de 9,6 mil toneladas, um pequeno avanço em relação ao período anterior.
Já no segmento do algodão em caroço, o destaque é para a área plantada, que cresceu 70%. A produção cresceu 73,3%, alcançando 96,7 mil toneladas. Esses destaques, de acordo com Albanez devem ser atribuídos à melhoria de preços da pluma de algodão no mercado internacional, com reflexos no Brasil, em função da redução dos estoques e aumento da demanda. Ele acrescenta que a perspectiva é muito boa para o segmento e a próxima safra ainda continuará favorável. “O volume que se colherá nesta safra estará muito próximo da demanda, o que deve estimular os produtores a expandir os cultivos para a safra 2011/2012”, afirmou.
Fonte: Correio de Uberlândia
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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Famato prevê recuperação da renda, mas clima preocupa
Segundo Rui Prado, presidente da federação, alta dos preços das commodities deve impulsionar recuperação na renda dos produtores rurais
O presidente da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Rui Prado, prevê a recuperação da renda dos produtores rurais no próximo ano, em função da alta dos preços das commodities, mas observa que o setor está preocupado com o clima. Como a estiagem atrasou e concentrou o plantio da soja em Mato Grosso nesta safra, a previsão de chuvas entre fevereiro e março deixa os agricultores apreensivos, pois podem dificultar a colheita e provocar quebra de produtividade das lavouras. Caso as chuvas não atrapalhem, a expectativa é de colheita de uma safra recorde de soja, de 19,05 milhões de toneladas.
Segundo Rui Prado, o atraso nas chuvas também gera incertezas em relação ao milho e algodão. A estimativa inicial do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), vinculado à Famato, é de retração de 9% na área de milho, em função do estreitamento da janela de plantio, que é cultivado após a colheita da soja. Entretanto, diz ele, se as condições climáticas forem favoráveis, os produtores "podem forçar" e semear a mesma área da safra passada, para aproveitar os bons preços previstos para o cereal no próximo ano.
Em relação ao algodão, o atraso das chuvas levou os agricultores a concentrar o plantio na primeira safra, entre dezembro e o início de janeiro, mas, mesmo com as incertezas, os bons preços farão com que a área cultivada nesta safra seja recorde. Prado comenta que as perspectivas de estoques mundiais baixos e de alta rentabilidade da cotonicultura no próximo ano levaram alguns produtores a arrendar áreas de soja que foram cultivadas mais cedo, para plantar o algodão na sequência. Ele relata que, em função dos baixos preços dos últimos anos, tinha desistido de plantar algodão nesta safra.
A pecuária também apresenta boas perspectivas para 2011. Prado prevê que a oferta de machos para abate deve se manter menor no próximo ano e se a oferta de fêmeas para descarte aumentar as cotações do boi gordo continuarão pressionadas. Ele diz que o cenário é de continuidade da retomada da margem positiva da agropecuária, iniciada em agosto deste ano. Um dos problemas enfrentados pela pecuária é a concentração do setor frigorífico provocada pela quebra de algumas empresas, "formando verdadeiros cartéis".
Rui Prado comenta que a alta de preços das commodities agrícolas neste ano não se traduziu em aumento de renda dos agricultores, pois as cotações subiram no segundo semestre, quando grande parte da safra já estava vendida. Os levantamentos do Imea mostram que ao longo deste ano os preços do algodão em Mato Grosso subiram 105%, os do milho 98% e os da soja 55%.
Fonte: Agência Estado
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terça-feira, 7 de dezembro de 2010
País deverá bater recorde de produção de algodão
O aumento dos preços no mercado internacional deve levar o Brasil a produzir a maior safra de algodão da história no ano que vem, com a perspectiva do setor de atingir 1,8 milhão de toneladas. A reboque do otimismo em atender à demanda crescente, no entanto, vem uma informação desoladora: a de que este volume corresponde à capacidade máxima instalada do país, levando-se em conta o número total de colheitadeiras no campo. O recorde anterior foi verificado momentos antes da crise financeira internacional, na safra de 2008, quando foi colhido 1,6 milhão de toneladas de algodão.
A grande preocupação é que, se houver falta de matéria-prima, os preços tendem a subir mais para a indústria. E, como sempre é feito, o aumento dos custos é repassado para o consumidor. Como a economia está aquecida, a tentativa deve ser feita com sucesso, mas a consequência é a inflação mais alta, o que significa alta dos juros. Para produzir mais, será necessário investimento no setor.
O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Sérgio De Marco, descarta, no entanto, qualquer aplicação nos próximos meses, alegando que a volatilidade dos preços não traz segurança aos cotonicultores de que a procura pela fibra continuará forte como agora. Por isso, primeiro, os produtores estão tratando de colocar em campo colheitadeiras que estavam encostadas desde os tempos da turbulência internacional. Eles sabem que trabalharão no limite em 2011. Mesmo assim, perspectivas de investimentos apenas serão feitas a partir de julho, quando a produção, que começou a ser plantada ontem, estiver encerrada.
Do total 1,8 milhão estimado para o próximo ano, cerca de 1 milhão já foi vendido. A maior parte - perto de 700 mil toneladas - foi comercializada a um preço de US$ 0,75 por libra peso. Aproximadamente 300 mil toneladas, a US$ 1,00 libra peso. As vendas foram feitas em um momento em que os cotonicultores acreditavam ser esse já um preço bastante compensador.
Ocorre, no entanto, que atualmente, a commodity está sendo vendida ao dobro desse valor nesse mercado internacional. Mesmo em um dia de baixa, o contrato de algodão com vencimento em março, o mais negociado, foi cotado em US$ 1,30 por libra nesta segunda-feira. Para não ficarem reféns do vaivém dos preços de mercado, os produtores querem que o governo arque com possíveis quedas nas cotações do produto tendo o preço de R$ 44,10 por arroba como referência. A proposta foi feita informalmente ao ministro da Agricultura, Wagner Rossi. A intenção é de buscarem informações mais precisas no México, onde há um instrumento de auxílio do governo com foco no mercado futuro.
Fonte: Monitor Mercantil
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Algodão encerra a sexta-feira com forte alta em NY diante de restrição nas importações indianas
A queda do dólar diante de outras moedas no mercado internacional, aliada ao já recorrente temor de que a Índia poderá restringir as exportações, resultaram em uma sexta-feira de forte valorização do algodão na bolsa de Nova York, informou a agência Dow Jones Newswires. Com o novo salto, os contratos com vencimento em março fecharam a semana negociados a US$ 1,3234 por libra-peso, 600 pontos a mais do que na véspera. Foi a terceira sessão consecutiva de limites de altas na bolsa nova-iorquino, ainda que o volume de negócios tenham sido modesto. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a libra-peso do algodão em pluma registrou variação positiva de 1,79% e atingiu R$ 2,7566. Em dezembro, a alta acumulada já chega a 2,8%.
Fonte: Valor Econômico
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Algodão registra maior alta semanal em 39 anos
O preço do algodão no mercado futuro de Nova York atingiu na sexta-feira (3) a maior alta semanal dos últimos 39 anos.
Pelo terceiro dia consecutivo, a commodity atingiu o limite de valorização permitido na ICE Futures.
O contrato com vencimento em março subiu 4,7%, para US$ 1,32 por libra-peso (454 gramas). Na semana, a alta foi de 18%.
A expectativa de uma oferta limitada da fibra pela Índia, o segundo maior produtor e exportador do mundo, foi a principal influência para o recente movimento de valorização do produto.
O país asiático vai restringir suas exportações para garantir o abastecimento de seu mercado doméstico.
O algodão subiu 75% neste ano, em Nova York.
Em 10 de novembro, a fibra atingiu o preço recorde de US$ 1,52 por libra-peso.
Fonte: Folha Online
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