Coreia do Sul e Vietnã aparecem em segundo e terceiro lugar, respectivamente
A China foi o principal destino do algodão produzido no Mato Grosso em julho, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA). Os chineses compraram 1,9 mil toneladas de algodão em pluma, o que representa 23% do total exportado no mês.
A Coreia do Sul e o Vietnã, países que possuem grande importância no mercado de tecidos para roupas, aparecem em segundo e terceiro lugar, respectivamente.
No total, foram exportadas 8,1 mil toneladas de algodão pelo Estado, de acordo com a Scot Consultoria.
O porto de Paranaguá (PR) continua sendo a principal porta de saída do algodão mato-grossense, sendo responsável por 52,3% dos embarques no acumulado do ano.
Fonte: Mídia News
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segunda-feira, 5 de setembro de 2011
segunda-feira, 18 de julho de 2011
EUA evitam garantir pagamento ao Brasil no caso do algodão
Em discussões concluídas hoje no Rio de Janeiro, os Estados Unidos não deram nenhuma garantia ao Brasil sobre quando vão cumprir plenamente o acordo bilateral envolvendo o contencioso do algodão, o que inclui reduzir "significativamente" subsídios e abrir o mercado para a exportação da carne bovina brasileira.
O governo americano tem que prestar contas ao Brasil a cada três meses sobre como está reduzindo os subsídios ilegais aos seus cotonicultores, conforme o acordo pelo qual Brasília não impôs retaliação de centenas de milhões de dólares contra produtos americanos.
No Rio de Janeiro, a delegação brasileira, chefiada pelo embaixador junto a Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevedo, cobrou esclarecimentos sobre as ameaças no Congresso, de interrupção da compensação de US$ 147 milhões anuais para cotonicultores brasileiros.
A delegação americana, chefiada pelo principal negociador agrícola do USTR, a representação comercial americana, Isi Siddiqui, disse que o governo Obama vai continuar gestões no Congresso para manter o pagamento. Mas avisou que se trata de um processo do qual que a administração não tem absoluto controle. Os negociadores “esperam” que na votação do orçamento não seja retirado o pagamento ao Brasil, mas não têm como se comprometer com isso.
O embaixador Azevedo deixou claro que, do ponto de vista do governo brasileiro, interrupção do pagamento significaria descumprir o acordo e a consequência seria o Brasil retaliar produtos americanos, como tem direito pela decisão de juízes da OMC.
Carne
Outra questão complicada é na área sanitária. Pelo acordo bilateral, os EUA prometeram colocar em consulta publica até 30 de janeiro deste ano analise de risco sobre exportações de carne bovina maturada da região livre de febre aftosa com vacinação, processo necessário para liberar a entrada do produto no mercado americano. Até agora, os brasileiros continuam esperando.
Azevedo reclamou que “a duração do processo americano é excessivo e escapa a qualquer noção de razoabilidade”. A delegação americana argumentou que o processo já saiu do Departamento de Agricultura, uma vez feita a avaliação sanitária. Mas, que agora foi para o Escritório de Gestão e Orçamento do governo para uma avaliação também do impacto econômico da abertura do mercado para a carne brasileira. Em português claro, trata-se de empurrar a decisão sempre para mais tarde.
“As conversas, por motivos óbvios, são sempre muito difíceis, mas há um esforço das duas partes para encontrar soluções que permitem manter o acordo bilateral”, resumiu o embaixador brasileiro ao final do encontro hoje no Rio de Janeiro.
Em outubro, desta vez em Washington, se o acordo ainda estiver em vigor, dependendo do que o Congresso fizer sobre o pagamento dos US$ 147 milhões, será feita uma “revisão operacional” das garantias de crédito dos EUA a exportações agrícolas. É que Washington precisa fazer até o fim de 2012 um ajuste gradual nos prêmios de garantia a exportação agrícola. No entanto, o Brasil constata que os americanos estão deixando tudo para mais tarde.
Fonte: Valor Econômico
O governo americano tem que prestar contas ao Brasil a cada três meses sobre como está reduzindo os subsídios ilegais aos seus cotonicultores, conforme o acordo pelo qual Brasília não impôs retaliação de centenas de milhões de dólares contra produtos americanos.
No Rio de Janeiro, a delegação brasileira, chefiada pelo embaixador junto a Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevedo, cobrou esclarecimentos sobre as ameaças no Congresso, de interrupção da compensação de US$ 147 milhões anuais para cotonicultores brasileiros.
A delegação americana, chefiada pelo principal negociador agrícola do USTR, a representação comercial americana, Isi Siddiqui, disse que o governo Obama vai continuar gestões no Congresso para manter o pagamento. Mas avisou que se trata de um processo do qual que a administração não tem absoluto controle. Os negociadores “esperam” que na votação do orçamento não seja retirado o pagamento ao Brasil, mas não têm como se comprometer com isso.
O embaixador Azevedo deixou claro que, do ponto de vista do governo brasileiro, interrupção do pagamento significaria descumprir o acordo e a consequência seria o Brasil retaliar produtos americanos, como tem direito pela decisão de juízes da OMC.
Carne
Outra questão complicada é na área sanitária. Pelo acordo bilateral, os EUA prometeram colocar em consulta publica até 30 de janeiro deste ano analise de risco sobre exportações de carne bovina maturada da região livre de febre aftosa com vacinação, processo necessário para liberar a entrada do produto no mercado americano. Até agora, os brasileiros continuam esperando.
Azevedo reclamou que “a duração do processo americano é excessivo e escapa a qualquer noção de razoabilidade”. A delegação americana argumentou que o processo já saiu do Departamento de Agricultura, uma vez feita a avaliação sanitária. Mas, que agora foi para o Escritório de Gestão e Orçamento do governo para uma avaliação também do impacto econômico da abertura do mercado para a carne brasileira. Em português claro, trata-se de empurrar a decisão sempre para mais tarde.
“As conversas, por motivos óbvios, são sempre muito difíceis, mas há um esforço das duas partes para encontrar soluções que permitem manter o acordo bilateral”, resumiu o embaixador brasileiro ao final do encontro hoje no Rio de Janeiro.
Em outubro, desta vez em Washington, se o acordo ainda estiver em vigor, dependendo do que o Congresso fizer sobre o pagamento dos US$ 147 milhões, será feita uma “revisão operacional” das garantias de crédito dos EUA a exportações agrícolas. É que Washington precisa fazer até o fim de 2012 um ajuste gradual nos prêmios de garantia a exportação agrícola. No entanto, o Brasil constata que os americanos estão deixando tudo para mais tarde.
Fonte: Valor Econômico
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Luís Eduardo faz parte do “novo Brasil”, afirma economista Maílson da Nóbrega
O prefeito Humberto Santa Cruz participou do Encontro Técnico do Algodão – A força do algodão realizado no último final de semana, em Luís Eduardo Magalhães. Promovido pela Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), o evento colocou na berlinda temas relativos à produção algodoeira. Na sexta-feira, 8, o encontro contou com a palestra “Economia Global, tendências do agronegócio e do algodão”, com o economista e ex- ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega. “Este é o novo Brasil: pujante, ousado e empreendedor. Aqui tem empresário moderno, mobilizado e organizado”, frisou o palestrante a respeito do município de Luís Eduardo.
“Vivemos um momento positivo na nossa região, nossas commodities estão com excelentes preços, e Luís Eduardo se sente privilegiado em receber um evento como este e também em poder participar de uma palestra tão importante para o setor produtivo”, explicou Humberto Santa Cruz.
Na palestra, Maílson da Nóbrega destacou a atual fase da economia brasileira. “O Brasil pode se tornar o celeiro do mundo porque tem tecnologia, preserva o meio ambiente. Além disso, a China – principal parceira do país – deve continuar a crescer e, por fim, o Brasil tem grande área de expansão”, justificou.
Em 1h30 de explanação, Nóbrega mostrou, com referências históricas, as tendências e os desafios que o Brasil enfrentará. “Temos uma democracia funcional e institucionalizada, um judiciário independente, um Banco Central autônomo, uma imprensa livre e independente e uma sociedade que não quer de volta a inflação”, destacou como pontos positivos que levariam o Brasil a se manter livre de crises nos próximos anos.
Momento positivo - O prefeito disse em discurso que está em contato para tentar trazer para o município uma empresa do setor têxtil, para aproveitar a matéria prima produzida na região. Já a presidente da ABAPA, Isabel da Cunha, falou sobre os índices positivos do algodão no Oeste baiano e no país, que já colocam o Brasil como segundo maior produtor mundial. “Apesar de nossa safra ter atingido mais de 400mil hectares sabemos que ainda temos muito por fazer e dificuldades a superar”, pontuou.
Na ocasião, o prefeito, a presidente a Abapa, e o secretário de Agricultura do Estado da Bahia, Eduardo Salles, entregaram 12 certificados a propriedades rurais da região Oeste da Bahia que participam do Programa Socioambiental da Produção de Algodão (Psoal) para a safra 2010/11.
Fonte: Jornal Nova Fronteira
“Vivemos um momento positivo na nossa região, nossas commodities estão com excelentes preços, e Luís Eduardo se sente privilegiado em receber um evento como este e também em poder participar de uma palestra tão importante para o setor produtivo”, explicou Humberto Santa Cruz.
Na palestra, Maílson da Nóbrega destacou a atual fase da economia brasileira. “O Brasil pode se tornar o celeiro do mundo porque tem tecnologia, preserva o meio ambiente. Além disso, a China – principal parceira do país – deve continuar a crescer e, por fim, o Brasil tem grande área de expansão”, justificou.
Em 1h30 de explanação, Nóbrega mostrou, com referências históricas, as tendências e os desafios que o Brasil enfrentará. “Temos uma democracia funcional e institucionalizada, um judiciário independente, um Banco Central autônomo, uma imprensa livre e independente e uma sociedade que não quer de volta a inflação”, destacou como pontos positivos que levariam o Brasil a se manter livre de crises nos próximos anos.
Momento positivo - O prefeito disse em discurso que está em contato para tentar trazer para o município uma empresa do setor têxtil, para aproveitar a matéria prima produzida na região. Já a presidente da ABAPA, Isabel da Cunha, falou sobre os índices positivos do algodão no Oeste baiano e no país, que já colocam o Brasil como segundo maior produtor mundial. “Apesar de nossa safra ter atingido mais de 400mil hectares sabemos que ainda temos muito por fazer e dificuldades a superar”, pontuou.
Na ocasião, o prefeito, a presidente a Abapa, e o secretário de Agricultura do Estado da Bahia, Eduardo Salles, entregaram 12 certificados a propriedades rurais da região Oeste da Bahia que participam do Programa Socioambiental da Produção de Algodão (Psoal) para a safra 2010/11.
Fonte: Jornal Nova Fronteira
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Brasil deve fechar com safra recorde de algodão este ano
Apesar de produtores afirmarem que a colheita da Bahia está com produtividade menor, o estado deve encerrar com produção maior que em 2010 - São Paulo
Por ser uma das culturas que oferece maior lucratividade por hectare (até R$ 4 mil) o algodão se destaca na safra atual e deve bater o recorde nacional de produção. E após um ano de preços muito altos para o algodão, o Brasil deve fechar a safra 2010/2011 com volumes excepcionais. Com uma área 66% maior, passando de 835 mil hectares, para 1.391 mil hectares nessa safra, a colheita pode atingir a marca histórica de 2,05 milhões de toneladas, um incremento de 71% ante a produção do ano passado. Nesse cenário, a Bahia é o grande destaque e deve fechar o ano com uma safra superior a 600 mil toneladas.
A oferta reduzida no mundo e os preços em alta foram os grandes responsáveis pelo incremento na produção brasileira de algodão na safra 2010/2011 que está em fase de colheita.
Em nível nacional, estima-se que o índice de produtividade média do algodão em caroço deverá alcançar 3,7 mil quilos por hectare, contra os 3,6 mil quilos obtidos na safra passada, representando um incremento médio de 3,9%. "Além do fator clima, contribui para o aumento de produtividade o pacote tecnológico aplicado pelos agricultores das diversas regiões do País, notadamente nos Estados de Goiás e Mato Grosso do Sul, cujas médias estimadas de produtividade é de 4 mil quilos por hectare e 3,9 mil quilos respectivamente", afirmou a instituição.
Já a produção brasileira deve alcançar patamares recordes de 2,05 milhões de toneladas, que representa um aumento de 71% ante a safra anterior, no qual foi obtido 1,1 milhão de toneladas. Serão ofertados para o mercado mais 857,6 mil toneladas de pluma de algodão.
Na Bahia, que é o segundo maior produtor de algodão do País, as expectativas são boas. Em área o incremento chegou a 45%, passando de 288 mil hectares, para 420 mil hectares.
Já a produção baiana deve superar as 600 mil toneladas, valor que supera em 43% a safra anterior. Apesar dos recordes em área e produção, o estado, que previa anteriormente uma safra de 630 mil toneladas, se viu obrigado a revisar os números para baixo, dado a uma pequena quebra na produtividade observada durante a colheita que já alcançou 20%. "Esperávamos uma safra recorde, mas com o avançar da colheita muitos produtores reclamaram que a pluma não está com a produtividade ideal. Então tivemos a perda de peso da pluma", comentou a presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Isabel da Cunha.
O presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Walter Horita, confirmou a perda de produtividade da pluma do algodão, e atribuiu ao clima esse problema. "O clima estava muito bom para soja e milho no estado, e achávamos que para o algodão também. Mas quando começamos a colheita no estado, diversas regiões estão registrando uma produtividade um pouco menor do que o esperado, nada que signifique muito, mas o peso da pluma está um pouco menor. Então agora a maioria dos produtores que começaram a colheita está registrando uma produtividade menor. Acreditávamos que a produtividade seria de 280 a arroba na média, e agora esperamos 260", afirmou.
Para a próxima safra Horita acredita que somente o preço determinará o tamanho do plantio. Segundo ele, os preços do produto que estavam altos até o mês de fevereiro já recuaram bastante no momento, passando de R$ 4 por libra-peso no começo do ano, para pouco mais de R$ 1,2 neste mês. "Para 2012 se os preços seguirem a US$ 1,2 por libra peso acredito que podemos ter a manutenção dessa produção, e se os preços ficarem abaixo disso, talvez os produtores diminuam a área. O produtor fará a conta para ver qual a cultura que rende mais, se é o milho, ou se é a soja, ou o algodão, para fazer o investimento", confirmou o executivo.
Até o momento o estado já comercializou 400 mil toneladas antecipadamente a preços médios de R$ 40 a arroba.
Fonte: DCI
Por ser uma das culturas que oferece maior lucratividade por hectare (até R$ 4 mil) o algodão se destaca na safra atual e deve bater o recorde nacional de produção. E após um ano de preços muito altos para o algodão, o Brasil deve fechar a safra 2010/2011 com volumes excepcionais. Com uma área 66% maior, passando de 835 mil hectares, para 1.391 mil hectares nessa safra, a colheita pode atingir a marca histórica de 2,05 milhões de toneladas, um incremento de 71% ante a produção do ano passado. Nesse cenário, a Bahia é o grande destaque e deve fechar o ano com uma safra superior a 600 mil toneladas.
A oferta reduzida no mundo e os preços em alta foram os grandes responsáveis pelo incremento na produção brasileira de algodão na safra 2010/2011 que está em fase de colheita.
Em nível nacional, estima-se que o índice de produtividade média do algodão em caroço deverá alcançar 3,7 mil quilos por hectare, contra os 3,6 mil quilos obtidos na safra passada, representando um incremento médio de 3,9%. "Além do fator clima, contribui para o aumento de produtividade o pacote tecnológico aplicado pelos agricultores das diversas regiões do País, notadamente nos Estados de Goiás e Mato Grosso do Sul, cujas médias estimadas de produtividade é de 4 mil quilos por hectare e 3,9 mil quilos respectivamente", afirmou a instituição.
Já a produção brasileira deve alcançar patamares recordes de 2,05 milhões de toneladas, que representa um aumento de 71% ante a safra anterior, no qual foi obtido 1,1 milhão de toneladas. Serão ofertados para o mercado mais 857,6 mil toneladas de pluma de algodão.
Na Bahia, que é o segundo maior produtor de algodão do País, as expectativas são boas. Em área o incremento chegou a 45%, passando de 288 mil hectares, para 420 mil hectares.
Já a produção baiana deve superar as 600 mil toneladas, valor que supera em 43% a safra anterior. Apesar dos recordes em área e produção, o estado, que previa anteriormente uma safra de 630 mil toneladas, se viu obrigado a revisar os números para baixo, dado a uma pequena quebra na produtividade observada durante a colheita que já alcançou 20%. "Esperávamos uma safra recorde, mas com o avançar da colheita muitos produtores reclamaram que a pluma não está com a produtividade ideal. Então tivemos a perda de peso da pluma", comentou a presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Isabel da Cunha.
O presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Walter Horita, confirmou a perda de produtividade da pluma do algodão, e atribuiu ao clima esse problema. "O clima estava muito bom para soja e milho no estado, e achávamos que para o algodão também. Mas quando começamos a colheita no estado, diversas regiões estão registrando uma produtividade um pouco menor do que o esperado, nada que signifique muito, mas o peso da pluma está um pouco menor. Então agora a maioria dos produtores que começaram a colheita está registrando uma produtividade menor. Acreditávamos que a produtividade seria de 280 a arroba na média, e agora esperamos 260", afirmou.
Para a próxima safra Horita acredita que somente o preço determinará o tamanho do plantio. Segundo ele, os preços do produto que estavam altos até o mês de fevereiro já recuaram bastante no momento, passando de R$ 4 por libra-peso no começo do ano, para pouco mais de R$ 1,2 neste mês. "Para 2012 se os preços seguirem a US$ 1,2 por libra peso acredito que podemos ter a manutenção dessa produção, e se os preços ficarem abaixo disso, talvez os produtores diminuam a área. O produtor fará a conta para ver qual a cultura que rende mais, se é o milho, ou se é a soja, ou o algodão, para fazer o investimento", confirmou o executivo.
Até o momento o estado já comercializou 400 mil toneladas antecipadamente a preços médios de R$ 40 a arroba.
Fonte: DCI
terça-feira, 31 de maio de 2011
Início da colheita nas principais regiões produtoras faz preço do algodão cair
Qualidade da fibra pode valorizar o produto e aumentar seu valor
PORTAL DO AGRONEGÓCIO
Com o início da colheita nas principais regiões produtoras, o preço do algodão deve voltar a cair. A cotação chegou ao pico de R$ 4 por libra-peso em meados de março e caiu para quase metade na semana passada. Mas não é só a oferta que vai determinar o preço até o fim do ano.
Preocupado com o rendimento da safra o produtor Luiz Henrique Carvalho acompanha até a classificação do algodão que vende. Esta atenção, diz ele, começa lá na lavoura.
– Desatentamente nós teríamos mais impurezas, maior contaminação e, com isso, a gente, na classificação, perderia o valor do produto – disse Luiz Henrique.
Luiz Henrique é um pequeno produtor do Estado de São Paulo. Ele vendeu a arroba da pluma na última semana por R$ 82 para uma algodoeira em Leme, a 200 quilômetros da Capital.
Com o começo da safra o movimento é intenso. Por dia, chegam até cinco caminhões carregados de algodão. Até o fim de agosto, as máquinas vão trabalhar muito, e devem ficar ligadas 10 horas por dia.
Cerca de 40% do algodão bruto que entra, sai limpinho e em fardos, prontos para a indústria. O gerente da algodoeira de Leme, Alberto José Almeida, diz que a qualidade do algodão está muito boa este ano.
– Está muito boa. Está bem melhor do que no ano passado para trabalhar. Está mais bonito – disse ele.
A qualidade da fibra dá preço ao algodão, mas depende também do ritmo de trabalho das outras máquinas no campo. O início da colheita nas principais regiões produtoras indica que a safra foi boa e que o preço começa a cair.
A oferta é só um dos fatores que compõem o preço, lembra o pesquisador de preços do Cepea, em São Paulo, Lucílio Alves. Os estoques de algodão estão baixos, diz ele, e muitos contratos de venda já foram feitos. Pelo menos a metade da safra está comercializada.
Os números recentes mostram que aconteceu uma reviravolta no mercado nos últimos meses. O produtor que recebeu pelo algodão até os primeiros quinze dias de março chegou a pegar mais de R$ 130 pela arroba. A indústria reclamou e os preços caíram quase que pela metade. Dois meses depois, em 17 de maio, a arroba estava em R$ 72, uma queda de 46%. Na última semana, fechou na casa dos R$ 75.
– A expectativa é que, a partir de julho, agosto, com o avanço da safra, especialmente no Centro Oeste, devido à cultura da segunda safra em Mato Grosso, aí pode ser que haja um pouco mais de pressão sobre os preços, porém, ainda vai ser um momento de incerteza de safra mundial, principalmente a americana. Ao mesmo tempo, os produtores estarão fazendo caixa com o produto já negociado – observou Lucílio Alves.
Faz um mês que a colheita começou em uma propriedade no interior de São Paulo. Em 20 alqueires devem ser colhidas, até o fim da safra, 10 mil arrobas de algodão. O gerente da fazenda, José Luiz Valle, diz que o preço vai determinar o destino da plantação. A área é arrendada, e só será de novo se valer a pena.
– A colheita agora assusta um pouco porque é colheita, mas depois normaliza. Acho que vai dar uma produção boa e a turma vai investir mais – falou José Luiz Valle.
Fonte: Midia News
Contratos para até 2013
Mercado é quem dita regras. Preços em elevação aquecem as vendas e negócios avançam safras à frente no Estado
Sustentados nas boas cotações da Bolsa de Nova Iorque e nos preços internos, os contratos futuros de algodão já têm negócios fechados até 2013. De acordo com a Associação Mato-grossense de Produtores de Algodão (Ampa), os cotonicultores anteciparam a venda de 5,15 mil toneladas para essa safra, sendo 4,61 mil toneladas destinadas às exportações e, 540 toneladas ao mercado interno. “Mas são apenas contratos com registro. Se levarmos em conta todas as operações, esses números são bem maiores”, aponta o diretor executivo da Ampa, Décio Tocantins.
Ele informou que para a safra 2012, a ser plantada a partir de dezembro deste ano, as vendas futuras na Bolsa brasileira somam 350,83 mil toneladas, das quais 304,95 mil para exportações e, o restante (R$ 45,88 mil), para o suprimento do mercado doméstico.
Tocantins comentou que este ano as vendas estão mais adiantadas porque os preços estão melhores em relação ao ano passado, nesta mesma época do ano. Para dezembro 2011, por exemplo, a cotação do algodão indica 1,22/libra peso, julho de 2012, US$ 1,09/lp e, dezembro de 2012, US$ 1,00/lb.
“O algodão ainda está em um bom momento, com os preços remunerando a produção e gerando algum ganho ao produtor. Mas é importante lembrar que já estamos nas médias de preços. A euforia, de pico de preços acabou. Para se ter uma idéia, há 70 dias o algodão estava cotado a US$ 4,00/lp e, hoje, 2,10/lp”. A valorização, segundo Tocantins, se deu devido aos baixos estoques mundiais.
Na avaliação dos especialistas, o produtor deve aproveitar os preços para travar vendas futuras, mas com cautela. “Os produtores devem fixar preços com base em uma análise bem feita dos custos de produção. A ordem é ter o máximo de cautela e estar atento também à trajetória do dólar”. De uma maneira geral, acreditam que é importante o produtor ter pelo menos parte de seus custos de produção vendidos no mercado futuro.
DESEMPENHO – Levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) comprova o ótimo desempenho do algodão no ciclo 2010/11. A área plantada cresceu 64,40% - passou de 428,1 mil/ha para 703,80 mil/ha – mas a produção evoluiu em proporção bem maior (79,91%), saltando de 583,5 mil/t na safra 2009/10 para 1,04 milhão de toneladas este ano. A produtividade média do algodão também melhorou bastante, passando de 1,36 mil quilos/ha para 1,48 mil quilos/ha, incremento de 9,02%.
ALERTA - A falta de chuvas em abril, em Mato Grosso, pode provocar perdas de 5% a 6% na produção de algodão em pluma do Estado, cuja colheita está prestes a ser iniciada. A previsão da Associação dos Produtores de Algodão do Estado (Ampa) ainda é inicial, mas já é dado como certo que a perda de produtividade afetará principalmente a segunda safra, plantada mais tardiamente, após a colheita da soja.
A estimativa inicial da entidade era de uma produção total de 1,05 milhão de toneladas de algodão em pluma. O plantio alcançou 730 mil hectares, sendo 350 mil com a chamada safrinha, plantada em janeiro. Segundo Décio Tocantins, a safra total agora deve alcançar de 950 mil a um milhão de toneladas.
"Durante o mês de abril as chuvas foram muito irregulares nas regiões produtoras. Então, na segunda safra deve haver uma perda em torno de 10%, o que significa 5% a 6% da safra total", disse Tocantins. Segundo ele, as lavouras da primeira safra devem alcançar uma produtividade média em torno de 1.500 quilos de pluma por hectare. Ainda não há uma previsão para a safrinha, mas tradicionalmente o rendimento dela é menor.
Em palestra no seminário Perspectivas para o Agribusiness em 2011 e 2012, realizado na quinta-feira em São Paulo, o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Sérgio De Marco, expressou preocupação com a estiagem nas regiões de Sorriso, Sinop, Lucas do Rio Verde e Sapezal. "Ali não chove desde o dia 10 de abril. Parte da produção não será colhida", afirmou.
Alvaro Salles, diretor-executivo do Instituto Mato-Grossense do Algodão (IMA-MT), concorda que a produção deve ficar entre 950 mil e um milhão de toneladas, ante expectativa inicial da entidade de até 1,1 milhão de toneladas. Segundo ele, alguns produtores já iniciaram a colheita das lavouras mais precoces em meados deste mês, mas os trabalhos ganham força mesmo a partir de 15 de junho. "Neste ano a colheita foi antecipada em até um mês porque abril foi seco", disse ele.
Fonte: Diário de Cuiabá
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Sustentados nas boas cotações da Bolsa de Nova Iorque e nos preços internos, os contratos futuros de algodão já têm negócios fechados até 2013. De acordo com a Associação Mato-grossense de Produtores de Algodão (Ampa), os cotonicultores anteciparam a venda de 5,15 mil toneladas para essa safra, sendo 4,61 mil toneladas destinadas às exportações e, 540 toneladas ao mercado interno. “Mas são apenas contratos com registro. Se levarmos em conta todas as operações, esses números são bem maiores”, aponta o diretor executivo da Ampa, Décio Tocantins.
Ele informou que para a safra 2012, a ser plantada a partir de dezembro deste ano, as vendas futuras na Bolsa brasileira somam 350,83 mil toneladas, das quais 304,95 mil para exportações e, o restante (R$ 45,88 mil), para o suprimento do mercado doméstico.
Tocantins comentou que este ano as vendas estão mais adiantadas porque os preços estão melhores em relação ao ano passado, nesta mesma época do ano. Para dezembro 2011, por exemplo, a cotação do algodão indica 1,22/libra peso, julho de 2012, US$ 1,09/lp e, dezembro de 2012, US$ 1,00/lb.
“O algodão ainda está em um bom momento, com os preços remunerando a produção e gerando algum ganho ao produtor. Mas é importante lembrar que já estamos nas médias de preços. A euforia, de pico de preços acabou. Para se ter uma idéia, há 70 dias o algodão estava cotado a US$ 4,00/lp e, hoje, 2,10/lp”. A valorização, segundo Tocantins, se deu devido aos baixos estoques mundiais.
Na avaliação dos especialistas, o produtor deve aproveitar os preços para travar vendas futuras, mas com cautela. “Os produtores devem fixar preços com base em uma análise bem feita dos custos de produção. A ordem é ter o máximo de cautela e estar atento também à trajetória do dólar”. De uma maneira geral, acreditam que é importante o produtor ter pelo menos parte de seus custos de produção vendidos no mercado futuro.
DESEMPENHO – Levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) comprova o ótimo desempenho do algodão no ciclo 2010/11. A área plantada cresceu 64,40% - passou de 428,1 mil/ha para 703,80 mil/ha – mas a produção evoluiu em proporção bem maior (79,91%), saltando de 583,5 mil/t na safra 2009/10 para 1,04 milhão de toneladas este ano. A produtividade média do algodão também melhorou bastante, passando de 1,36 mil quilos/ha para 1,48 mil quilos/ha, incremento de 9,02%.
ALERTA - A falta de chuvas em abril, em Mato Grosso, pode provocar perdas de 5% a 6% na produção de algodão em pluma do Estado, cuja colheita está prestes a ser iniciada. A previsão da Associação dos Produtores de Algodão do Estado (Ampa) ainda é inicial, mas já é dado como certo que a perda de produtividade afetará principalmente a segunda safra, plantada mais tardiamente, após a colheita da soja.
A estimativa inicial da entidade era de uma produção total de 1,05 milhão de toneladas de algodão em pluma. O plantio alcançou 730 mil hectares, sendo 350 mil com a chamada safrinha, plantada em janeiro. Segundo Décio Tocantins, a safra total agora deve alcançar de 950 mil a um milhão de toneladas.
"Durante o mês de abril as chuvas foram muito irregulares nas regiões produtoras. Então, na segunda safra deve haver uma perda em torno de 10%, o que significa 5% a 6% da safra total", disse Tocantins. Segundo ele, as lavouras da primeira safra devem alcançar uma produtividade média em torno de 1.500 quilos de pluma por hectare. Ainda não há uma previsão para a safrinha, mas tradicionalmente o rendimento dela é menor.
Em palestra no seminário Perspectivas para o Agribusiness em 2011 e 2012, realizado na quinta-feira em São Paulo, o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Sérgio De Marco, expressou preocupação com a estiagem nas regiões de Sorriso, Sinop, Lucas do Rio Verde e Sapezal. "Ali não chove desde o dia 10 de abril. Parte da produção não será colhida", afirmou.
Alvaro Salles, diretor-executivo do Instituto Mato-Grossense do Algodão (IMA-MT), concorda que a produção deve ficar entre 950 mil e um milhão de toneladas, ante expectativa inicial da entidade de até 1,1 milhão de toneladas. Segundo ele, alguns produtores já iniciaram a colheita das lavouras mais precoces em meados deste mês, mas os trabalhos ganham força mesmo a partir de 15 de junho. "Neste ano a colheita foi antecipada em até um mês porque abril foi seco", disse ele.
Fonte: Diário de Cuiabá
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Safra de algodão deve bater recorde no Brasil
Após a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informar que a produção de algodão será de 70% maior do que o ano passado, o Brasil poderá ter uma safrada recorde do produto.
Só em Mato Grosso foram plantados 670 mil hectares, sendo que 104 mil deles se encontram na região de Campo Verde, sul do estado. O município de Mato Grosso é, apesar de ter pouco mais de 41 mil habitantes o que mais investe na cultura.
O aumento do produto porém se deu também devido a alta do mercado. A arroba da pluma chegou a ser cotada por mais de R$ 100. A colheita do produto, em Mato Grosso, começa no próximo mês. E com essa área de expansão, a procura por mão-de-obra é alta, pois a colheita do algodão requer mais trabalhadores do que a de soja, oportunidade chegando em boa hora para muitos trabalhadores.
Na época da safra, um trabalhador da lavoura do algodão pode ganhar de R$ 1.500 a R$ 2.500, trabalhando oito horas com carteira assinada.
Fonte: Consulado Social
Só em Mato Grosso foram plantados 670 mil hectares, sendo que 104 mil deles se encontram na região de Campo Verde, sul do estado. O município de Mato Grosso é, apesar de ter pouco mais de 41 mil habitantes o que mais investe na cultura.
O aumento do produto porém se deu também devido a alta do mercado. A arroba da pluma chegou a ser cotada por mais de R$ 100. A colheita do produto, em Mato Grosso, começa no próximo mês. E com essa área de expansão, a procura por mão-de-obra é alta, pois a colheita do algodão requer mais trabalhadores do que a de soja, oportunidade chegando em boa hora para muitos trabalhadores.
Na época da safra, um trabalhador da lavoura do algodão pode ganhar de R$ 1.500 a R$ 2.500, trabalhando oito horas com carteira assinada.
Fonte: Consulado Social
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Incorporação da Vanguarda faz subir ações da Brasil Ecodiesel
As ações da Brasil Ecodiesel chegaram a ser negociadas a até R$ 0,87, com valorização de 3,43%, após a confirmação do recebimento da proposta dos acionistas da Vanguarda do Brasil para a incorporação da totalidade das ações dessa empresa, numa operação de R$ 1,2 bilhão. Tais títulos, no entanto, foram cotados no fechamento a R$ 0,85, com ganho de 1,19%. A incorporação, que pode dobrar o valor de mercado da Brasil Ecodiesel, está sujeita à aprovação pelo Conselho de Administração da empresa - que estima concluir a análise e a recomendação sobre a incorporação em até 60 dias. Além disso, como o espanhol Enrique Bañuelos possui participação indireta no capital da Brasil Ecodiesel e no da Vanguarda, a incorporação será submetida a um comitê independente.
Fundada por Otaviano Pivetta, a Vanguarda do Brasil é uma das maiores produtoras agrícolas brasileiras e atua no agronegócio desde 2007. Com dez unidades de produção em Mato Grosso e uma na Bahia, com aproximadamente 226 mil hectares de plantio na safra 2009/10, a companhia cultiva principalmente soja, milho e algodão, além de realizar atividades de suinocultura e bovinocultura. Sua atuação também se estende ao ramo industrial, com beneficiamento de algodão e esmagamento de caroço de algodão para a fabricação de ração animal, óleo e linter.
Fonte: Monitor Mercantil
Fundada por Otaviano Pivetta, a Vanguarda do Brasil é uma das maiores produtoras agrícolas brasileiras e atua no agronegócio desde 2007. Com dez unidades de produção em Mato Grosso e uma na Bahia, com aproximadamente 226 mil hectares de plantio na safra 2009/10, a companhia cultiva principalmente soja, milho e algodão, além de realizar atividades de suinocultura e bovinocultura. Sua atuação também se estende ao ramo industrial, com beneficiamento de algodão e esmagamento de caroço de algodão para a fabricação de ração animal, óleo e linter.
Fonte: Monitor Mercantil
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Sudão aposta na parceria com o Brasil para desenvolver agronegócio
Até o fim de semana deve terminar a colheita dos primeiros hectares de algodão adensado plantados pelo produtor Gilson Pinesso, no Sudão. Uma equipe do Canal Rural cobriu, com exclusividade, o início da colheita que está sendo feita manualmente. No país africano, a guerra é coisa do passado. Agora, o Sudão procura a estabilidade financeira e uma das apostas é a parceria com o Brasil no agronegócio.
Tecnologia e produtividade são as palavras do momento no Sudão. O maior país africano, localizado no norte na fronteira com o Egito, tem uma população de 40 milhões de habitantes.
Um povo marcado por duas guerra civis, que juntas duraram 40 anos, agora vê a chance de um futuro melhor baseado no agronegócio. O país que possui muitas terras improdutivas está fechando diversas parcerias com o Brasil. Uma delas relacionada ao cultivo do algodão. Gilson Pinesso é o primeiro produtor brasileiro a plantar 400 hectares produzidos em Agadi, no Estado do Nilo Azul. A colheita que começou de forma manual deve terminar até o fim de semana com a ajuda de máquinas. O que para muitos parece apenas uma aventura, para Pinesso foi um projeto bem pensado.
– Este foi um projeto piloto. Vamos fazer uma lavoura comercial no próximo ano, de larga escala. Vamos cultivar 40 mil hectares em 2011 – explicou o produtor brasileiro.
As terras férteis e o conhecimento da equipe brasileira fizeram com que os números da produção e a qualidade da fibra fossem semelhantes aos alcançados no Brasil, mas com uma grande vantagem: o baixo custo de produção.
O ministro da agricultura do Sudão, Taha Zubeir Bashir, é o grande incentivador do projeto. Em entrevista exclusiva ao Canal Rural, ele fez questão de salientar a importância da chegada de Pinesso em terras africanas.
– Esse é um dos melhores projetos feitos na última década. Em uma temporada, Gilson Pinesso e sua equipe conseguiram testar muitas tecnologias brasileiras, e os resultados alcançados foram maravilhosos. Isso colocou a agricultura em termos de algodão no trilho certo – disse o ministro.
Para facilitar a entrada no país africano, Pinesso está plantando em parceria com a Abisnaco, que pertence a 3AAAD, uma empresa formada pelos países árabes e que tem 49% de participação do governo sudanês. A 3AAAD chegou a parar a produção de alimentos devido à falta de sucesso nas lavouras. Omer Marzoung, diretor geral da companhia, comemora a parceria. Ele faz questão de salientar a tecnologia avançada dos brasileiros.
– O algodão está fantástico – conclui Marzoung.
Fonte: Canal Rural
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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
EUA fazem primeiro depósito na conta do novo Instituto Brasileiro do Algodão
Entrou na conta do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA) a primeira parcela do total que terá de ser depositado pelos Estados Unidos como efeito de compensação pelos bilionários subsídios concedidos a seus produtores de algodão. O IBA, entidade criada para gerir a aplicação desses recursos, recebeu US$ 95 milhões no dia 22 de dezembro, a primeira tranche de um valor anual de US$ 147,3 milhões que será depositado nos próximos dois anos.
Esse é o primeiro efeito prático do vitorioso contencioso que o Brasil iniciou há oito anos na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra os subsídios americanos. Pelo acordo feito entre os dois países, o fundo compensatório receberá US$ 12,3 milhões por mês. Ao fim dos dois anos do acerto, que manteve congelada a retaliação autorizada pela OMC, os produtores terão recebido US$ 294,6 milhões dos americanos.
A Fundação Dom Cabral foi contratada para realizar o planejamento estratégico para aplicar os recursos, assim como assessorar na estruturação da governança e da controladoria do instituto, segundo explica Haroldo Cunha, presidente do IBA e ex-presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).
O instituto tem como foco investir os recursos prioritariamente em projetos de infraestrutura e de combate a pragas e doenças que afetam o algodão. Os produtores planejam, ainda, financiar campanhas de promoção comercial e de marketing para incentivar o uso do algodão brasileiro. O detalhamento dessas demandas será feito a partir de janeiro, explica Cunha. "Nossa expectativa é de que entre março e abril os primeiros projetos já estejam sendo executados", afirma o executivo.
Fonte: Valor Econômico
Esse é o primeiro efeito prático do vitorioso contencioso que o Brasil iniciou há oito anos na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra os subsídios americanos. Pelo acordo feito entre os dois países, o fundo compensatório receberá US$ 12,3 milhões por mês. Ao fim dos dois anos do acerto, que manteve congelada a retaliação autorizada pela OMC, os produtores terão recebido US$ 294,6 milhões dos americanos.
A Fundação Dom Cabral foi contratada para realizar o planejamento estratégico para aplicar os recursos, assim como assessorar na estruturação da governança e da controladoria do instituto, segundo explica Haroldo Cunha, presidente do IBA e ex-presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).
O instituto tem como foco investir os recursos prioritariamente em projetos de infraestrutura e de combate a pragas e doenças que afetam o algodão. Os produtores planejam, ainda, financiar campanhas de promoção comercial e de marketing para incentivar o uso do algodão brasileiro. O detalhamento dessas demandas será feito a partir de janeiro, explica Cunha. "Nossa expectativa é de que entre março e abril os primeiros projetos já estejam sendo executados", afirma o executivo.
Fonte: Valor Econômico
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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Brasil e EUA fecham acordo sobre algodão
A aplicação das retaliações pelo Brasil contra os Estados Unidos, por concessão de subsídios à produção e à exportação de algodão, ficará suspensa até o final de 2012 sob a condição de o governo norte-americano fixar um teto anual para os gastos com programas de subsídios para o algodão e iniciar processo de adequação nos prazos e taxas do programa de GSM (Garantias de Crédito à Exportação) até a reforma da lei agrícola dos EUA daqui a dois anos.
Estas condições fazem parte de um acordo fechado entre os dois países e aprovado hoje (17) pela Camex (Câmara de Comércio Exterior). Na próxima terça-feira venceria o prazo de 60 dias, estabelecido pelo Brasil, para fechar com os EUA um cronograma para retirada dos subsídios. A OMC (Organização Mundial do Comércio) condenou esta prática e autorizou o Brasil a aplicar uma retaliação no valor de US$ 829 milhões.
Fonte: Diário do Grande ABC
Estas condições fazem parte de um acordo fechado entre os dois países e aprovado hoje (17) pela Camex (Câmara de Comércio Exterior). Na próxima terça-feira venceria o prazo de 60 dias, estabelecido pelo Brasil, para fechar com os EUA um cronograma para retirada dos subsídios. A OMC (Organização Mundial do Comércio) condenou esta prática e autorizou o Brasil a aplicar uma retaliação no valor de US$ 829 milhões.
Fonte: Diário do Grande ABC
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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Algodão puxa a expansão da safra brasileira de grãos
A safra de grão de 2010/2011 no Brasil deve atingir a marca de 149,09 milhões de toneladas, que fica praticamente em linha com a produção de 2009/2010, 149,20 milhões. O destaque desta safra fica com a produção do algodão, que deve superar em 54% a produção de 2009. Entretanto o milho pode amargar uma redução de produtividade superior a 8%. Os dados foram elaborados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Para Carlos Bestetti, gerente de Levantamento e Avaliação de Safras da Conab, a melhora do clima em algumas regiões favoreceu o desenvolvimento de algumas culturas como o algodão que, segundo ele, pode fechar o período com um crescimento ainda maior este ano.
A área de algodão deve fechar 45% maior nesta safra, de acordo com o terceiro levantamento da Conab, ou seja, 378,8 mil hectares. Já a produção da pluma de algodão está projetada para 1.835 mil toneladas, contra 1.194 mil toneladas de 2009. "Essa área de algodão e a produção ainda podem aumentar mais, isso vai depender de como se comportará o clima para o algodão safrinha. Se tudo correr bem esses números podem superar até as expectativas", garantiu Bestetti.
Ele destacou o expressivo crescimento de área de algodão na Região Centro-Sul, com os Estados de Mato Grosso, com um aumento de 43,6%, Goiás, com crescimento de 34%, e Minas Gerais. que fechou com mais de 70% de ampliação de área. "São crescimentos muito expressivos, mostrando que o produtor está atento ao mercado", disse.
Apesar dos bons preços praticados na venda de milho nos últimos meses deste ano, o setor terá uma redução de área de aproximadamente 3,5% e na produção de mais de 8%. Bestetti contou, que a estimativa para o milho primeira e segunda safras é mais complicada, já que a primeira safra já é possível estimar, mas a "safrinha" ainda depende da colheita da soja. "Se o clima não ajudar e o produtor de soja adiar a colheita, a safra de milho pode ficar ainda mais comprometida. Mas acredito que tudo ficará no prazo, e se bobear o milho se recupera."
A área cultivada com milho primeira safra 2010/2011 deve ficar em 7.440,2 mil hectares, uma variação percentual de 3,7% menor que a área cultivada na safra anterior. A expectativa para a área total (primeira e segunda safra), cultivada com milho em todo o Brasil deve oscilar em torno de 12.683,1 mil hectares, com redução próxima de 2,2% ante 2009. Já a produção deve recuar de 34,08 milhões de toneladas da safra passada, para 31,35 milhões de toneladas nessa safra 2010/2011.
Para o analista Rafael Ribeiro, da Scot Consultoria, a tendência para o milho é de uma valorização de até 5% em 2011, calculada pelo término deste ano que tem estoques menores, além da aquecida e crescente demanda mundial pelo produto. "A partir de janeiro, após a colheita, teremos um ano com estoque razoável de milho, menor do que começamos este ano, e isso deve pesar nos preços. No segundo semestre, pode ser que o preço da saca fique 5% mais caro, caso a safrinha realmente tenha uma redução", contou.
A safra de soja, com participação de cerca de 46% no total nacional, deve alcançar 68,51 milhões de toneladas, em uma área de 24,08 milhões de hectares. O aumento sobre a área da safra anterior é de 2,6%.
IBGE
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) prevê que a safra de grãos em 2011 ficará em torno de 145,1 milhões de toneladas, que representa uma queda de 2,5% em comparação a 2010, devido, principalmente, às menores previsões da Região Sudeste, com queda de 1,6%, e Sul, que terá uma redução de 9%. O IBGE não baseia seus cálculos no ano safra, comumente usado por profissionais do setor. Ele calcula a produção e plantio nos doze meses do ano não criando a referencia entre plantio e colheita.
A área colhida em 2010 deve ficar, segundo o IBGE, 1,5% menor ante 2009, fechando com 46,5 milhões de hectares.
As três principais culturas (arroz, milho e soja) somadas representam 91% da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas, e respondem por 83,5% da área a ser colhida, destacando a soja como a única a aumentar a área em 7,1% a mais que 2009.
Fonte: Diário do Comércio
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Brasil Ecodiesel e Maeda, de Enrique Bañuelos, fecham acordo para fusão
Pelo acordo, que ainda terá de passar por uma assembleia de acionistas este mês, a Brasil Ecodiesel ficará com 67% da nova empresa
A Brasil Ecodiesel e a holding Maeda S/A fecharam o acordo que vai permitir a fusão entre as duas empresas. Pelo acertado, a Brasil Ecodiesel vai adquirir o controle da Maeda por meio de um processo de troca de ações, de acordo com informação do presidente da Brasil Ecodiesel, José Carlos Aguilera.
Neste processo, ainda sujeito a aprovação da assembleia de acionistas que se reunirá de forma extraordinária em 23 de dezembro, a Brasil Ecodiesel vai incorporar as ações na relação de 3,6395 ações da Maeda por uma ação da Brasil Ecodiesel. "No que se refere aos executivos e ao Conselho de Administração da Brasil Ecodiesel, a operação está aprovada", disse.
Como resultado, a nova empresa que surgirá dessa operação terá 67% nas mãos dos antigos acionistas da Brasil Ecodiesel e 33% da Maeda. O investidor Enrique Bañuelos de Castro – que controla a Maeda através do fundo Arion – será o maior acionista da nova companhia, com 24% das ações. O maior acionista individual da Brasil Ecodiesel, Silvio Tini, ficará com cerca de 10% das ações. A nova empresa terá uma receita de mais de R$ 700 milhões em 2011.
Aguilera explica que a operação com a Maeda foi uma estratégia para sair da dependência do mercado de biodiesel, com a diversificação de produtos do segmento da agroindústria. "Escolhemos um sócio estratégico com experiência de sucesso na área agrícola, que possui um braço financeiro que valoriza a governança do mercado de capitais", disse o executivo.
Nesse processo de diversificação, não está descartada a produção de bioquerosene de óleo vegetal. "Hoje, o que está em análise é o pinhão manso", disse o executivo. Nesta semana, a Brasil Ecodiesel anunciou que estuda, junto com a TAM, a produção de bioquerosene para aviação.
A Brasil Ecodiesel divulgou fato relevante onde detalha a operação. O Credit Suisse foi escolhido para fazer o laudo de avaliação do negócio. A operação vai elevar o capital social da Brasil Ecodiesel de R$ 808,21 milhões para R$ 1,128 bilhão.
Verticalização
A união entre Brasil Ecodiesel e Maeda cria, segundo Aguillera, o início de um processo de verticalização. "Hoje, a Brasil Ecodiesel adquire o óleo de soja utilizado na fabricação do biodiesel. Com a Maeda, ela terá a matéria-prima. No futuro, o ciclo poderá a se completar com a incorporação de uma esmagadora, via aquisição ou via investimento próprio", disse.
Nesse momento, com o mercado de biodiesel aguardando um novo marco regulatório e produzindo apenas cerca de 2,5 bilhões de litros para uma capacidade instalada de 5,6 bilhões de litros, Aguilera acredita que, em 2011, quase metade do faturamento e mais da metade da rentabilidade da nova empresa virá da divisão Maeda. O executivo acredita que, diante de um cenário de aumento de oferta e de demanda estagnada pelo B5 ( adição de 5% de biodiesel no diesel mineral), a rentabilidade do biodiesel seguirá no mesmo patamar.
Aguilera, que desde outubro voltou a ocupar o cargo de presidente da Brasil Ecodiesel, afirma que seu projeto é o de criar a maior empresa de agribusiness de capital aberto do Brasil. Entre os mercados que a empresa vai atuar já a partir de 2011 estão a soja, o algodão e o milho, que fazem parte da divisão Maeda, além do biodiesel.
A Maeda administra hoje 85 mil hectares de área plantada nos Estados de Mato Grosso, Goiás e Bahia. Deste total, 20 mil hectares são de terras próprias e o restante arrendado. Com a operação, a nova empresa vai deter também 25% da Usina Tropical Bioenergia, controlada pela britânica BP. Na produção agrícola, o mix da Maeda é de 70% de soja, 20% de algodão e 10% de milho.
A Maeda também traz para o operação uma unidade de esmagamento de algodão localizada em Itumbiara (GO). A Brasil Ecodiesel leva para a nova empresa quatro unidades de biodiesel localizadas em Rosário do Sul (RS), Porto Nacional (TO), Itaqui (MA) e Iraquara (BA), além de 45 mil hectares de terras.
Fonte: O Estado de São Paulo
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