Com planos de abocanhar uma participação maior no mercado brasileiro de defensivos agrícolas, a multinacional suíça Syngenta, que prevê crescer acima de 10% este ano, irá lançar nos próximos cinco anos 32 novos produtos no País. Além disso, a empresa, que também atua no setor de sementes para soja, milho, frutas e verduras, já estuda lançar cultivares para girassol, algodão, e cana-de- açúcar, que estavam em teste em usinas sucroalcooleiras desde 2008. A empresa também prevê investir US$ 100 milhões em 3 fábricas no Brasil até 2013.
Em 2010, a empresa faturou US$ 1,6 bilhão no País, o que representa 14% do total global obtido pela Syngenta. Isso deixa o Brasil como o seu principal mercado mundial. Segundo o diretor geral da companhia no País, Laércio Giampani, o foco nos próximos anos é ampliar a distancia entre a empresa e as concorrentes no mercado nacional. "Em 2010 vimos uma liderança ainda maior para a Syngenta. Temos 20,9% de participação no mercado brasileiro", disse Giampani. "A estratégia é crescer acima do mercado, e estamos conseguindo", contou. O executivo afirmou ainda que o otimismo para este ano é baseado na produtividade excepcional aguardada pelos produtores, nas colheitas recordes, e na maior rentabilidade do agricultor.
Fonte: DCI
Mostrando postagens com marcador Commodities. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Commodities. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 26 de abril de 2011
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Commodities: Desta vez é diferente
Muita gente tem me escrito insistindo que os tumultos políticos, no mundo árabe e em outros lugares, estão sendo causados por... Ben Bernanke. Que o afrouxamento quantitativo é responsável pelo aumento nos preços dos alimentos, que está levando a rebeliões, que... - ok, o fato é que existem muitos elos quebrados nessa cadeia. Mas, com certeza, está na hora de examinarmos os preços dos alimentos e os das commodities mais amplamente.
Durante o último pico dos preços das commodities, há menos de três anos, muitas pessoas acusaram os especuladores. Nunca aceitei isso como a principal causa, principalmente porque muitas das pessoas que especularam pareciam confusas quanto à diferença entre comprar um contrato de futuros e realmente fazer estoques físicos; como uma análise bastante útil de Sanders e Irwin explica,
A compra por fundos baseados em índices não é mais "nova procura" tanto quanto a venda correspondente não é uma "nova oferta".
Na verdade, os altos preços nos contratos futuros podem oferecer um incentivo para fazer estoques físicos. Mas durante a alta de preços no período 2007-2008 houve poucas evidências disso.
E desta vez?
Acho esclarecedor examinar os dados de commodities do FMI e analisar o aumento porcentual dos preços em 2010:
No alto da lista estão o algodão e minério de ferro. O que ocorre neste caso?
Em primeiro lugar, a China: Fica claro, a partir das notícias, que a demanda chinesa é que está impulsionando os mercados. Como eu e outros temos sublinhado, chegamos a um mundo bifurcado, com as economias avançadas ainda deprimidas, mas as economias emergentes registrando um boom inflacionário; os preços das commodities estão refletindo este "boom".
Mas a demanda chinesa não é só uma questão de fundamentos; todas as evidências sugerem que existe muito estoque de commodities ocorrendo. Os agricultores chineses aparentemente estão estocando quantidades enormes de algodão, enquanto a Chinavem fazendo estoques recordes de minério de ferro.
Assim, o argumento em favor de um componente especulativo é muito mais forte desta vez. Mas - e isto é importante - a especulação não está sendo impulsionada pela financialização, por todos esses investidores de fundos de índice comprando na crença de que os preços vão aumentar. Os estoques de algodão parecem estar sendo feitos mais por agricultores e fábricas chinesas, individualmente, não existindo nenhuma indicação que estão sendo influenciados pelo mercado de futuros. E o minério de ferro não está disponível para especulações nos mercados de futuros; os primeiros mercados de futuros nasceram há poucos dias apenas.
Pelo menos no caso de algumas commodities, o que estamos observando então é um boom real da demanda, que pode estar sendo reforçado pelos estoques especulativos, mas esta especulação assume formas antigas, mais do que estão envolvendo Wall Street.
Mas e quanto aos preços dos alimentos?
Não há muitas evidências de que as pessoas estejam estocando. Assim, é apenas um caso simples de oferta e demanda. A demanda pode estar aumentando até certo ponto por causa do boom nos mercados emergentes. Mas, se examinarmos os relatórios da FAO, fica claro que a chave no caso dos preços dos cereais é que a produção está em queda nos países avançados, principalmente devido ao clima terrível. E, sim, provavelmente a mudança climática teve um papel nisso.
E quanto a Ben Bernanke? Bem, na medida em que os mercados emergentes insistem numa taxa cambial fixa frente ao dólar, diante da clara desvalorização da moeda, isso contribui para o boom e, consequentemente, para a demanda. Mas não acho razoável exigir que o Fed pare de combater o desemprego nos Estados Unidos para impedir a manipulação da moeda chinesa que está levando os agricultores chineses a estocarem algodão.
Assim, a história dos preços das commodities é um tanto diferente do que ocorreu no último pico de alta. Como sempre, contudo, é crucial manter os olhos abertos - isto é, qualquer que seja sua lógica, é preciso que ela se traduza em ações que afetem a oferta e a demanda físicas de matéria-prima.
Fonte: Estado de São Paulo
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Commodities agrícolas podem testar novos picos em 2011
Há mais fatores que indicam que as principais commodities agrícolas negociadas pelo Brasil no exterior permanecerão com preços internacionais firmes nos primeiros meses de 2011 do que elementos que sinalizam a possibilidade de uma queda significativa em relação aos elevados patamares atuais. As cotações de soja e milho são as mais elevadas desde julho de 2008, enquanto o suco de laranja oscila em torno de máximas em três anos e meio, o café em mais de 13, o açúcar em três décadas e o algodão em 140 anos.
A demanda global por alimentos segue aquecida, puxada por emergentes liderados pela China, e perduram reflexos climáticos negativos sobre a oferta de exportadores como Rússia e Argentina. Ao mesmo tempo, as incertezas financeiras em mercados desenvolvidos como EUA e Europa ainda geram movimentos que deixam como resultado um dólar fraco e atraem grandes fundos de investimentos a mercados como os de grãos, entre outros, cujos fundamentos justificam a ampliação dessas apostas.
Conforme as estimativas mais recentes do Conselho Internacional de Grãos (IGC, na sigla em inglês), nesta safra 2010/11, em fase final de colheita no Hemisfério Norte e de plantio no Hemisfério Sul, a produção mundial de trigo e grãos forrageiros, incluindo o milho, alcançará 1,725 bilhão de toneladas, para um consumo total de 1,786 bilhão. Se confirmado o cenário, os estoques voltarão a cair, o que já ocorreu em 2009/10 em relação ao ciclo anterior.
Como informou na quarta-feira o Valor, o total de investimentos financeiros nos mercados de commodities em geral, inclusive não agrícolas, soma US$ 360 bilhões, ante US$ 10 bilhões há uma década, e conforme o banco Barclays Capital, de Londres, o fluxo líquido de aportes adicionais nos índices de commodities deve fechar o ano próximo de US$ 60 bilhões.
Dispostas as cartas conhecidas na mesa, restam ao crescente número de observadores preocupados com a novamente galopante "agroinflação" global a expectativa de que as medidas que vêm sendo adotadas pelo governo chinês para frear a inflação de fato arrefeçam o apetite do gigante e a esperança de que mais esse ciclo agrícola ascendente perca força ainda no primeiro semestre, com as definições sobre a próxima safra de cereais e grãos (2010/11) no Hemisfério Norte - que tende a ser grande justamente em virtude da tendência de que os preços estejam remuneradores quando os produtores decidirem quanto vão plantar.
Certezas "altistas" e dúvidas "baixistas" também norteavam os cenários traçados pelos especialistas em commodities agrícolas no fim de 2009. A diferença básica é que as perspectivas apontavam para uma oferta global gorda nos primeiros meses de 2010. A bonança se confirmou e os preços chegaram a ceder um pouco, apesar da China, mas vieram os problemas climáticos sobre a produção de grãos na região do Mar Negro a partir do fim do primeiro semestre e novas disparadas aconteceram.
Para efeito da inflação dos alimentos, soja, milho e trigo, referenciados na bolsa de Chicago, são os produtos agrícolas cujas altas aprofundadas pela crise na Rússia, que brecou suas exportações, e pela menor produtividade nos EUA mais preocupam. Mas também boa parte das mais importantes "soft commodities" (açúcar, algodão, café e suco de laranja), balizadas em Nova York, tiveram a oferta de exportadores - o Brasil entre eles - reduzidas por problemas climáticos e subiram com força em 2010. A exceção foi o cacau, que mesmo assim encerra o ano com potencial para subir com mais uma crise política em seu principal exportador, a Costa do Marfim.
Levantamento do Valor Data com base nas médias mensais dos contratos de segunda posição de entrega (normalmente a de maior liquidez) das oito commodities agrícolas citadas mostra que todas subiram em dezembro (médias até o dia 29) na comparação com novembro e que sete delas encerrarão o mês com cotações mais elevadas que em dezembro de 2009.
Na relação anualizada, o maior salto, de 77,05%, é o do algodão, seguido por café (53,20%), milho (44,28%), trigo (43,39%), soja (26,91%), suco (21,57%) e açúcar (14,70%). O cacau aparece com baixa de 10,84%. O petróleo, uma das commodities preferida dos investidores, sobe 18,01% em Nova York no confronto entre as médias dos meses de dezembro; o ouro, que ganhou força com os tropeços e tombos europeus, sobe 23,37%.
Instados a explicar a onda de valorização das matérias-primas básicas para a produção de alimentos, analistas, economistas e executivos das grandes tradings mundiais de grãos têm se esforçado para lembrar que os preços mantiveram-se relativamente acessíveis nas últimas três décadas e que todo ciclo, de alta ou de baixa, um dia termina. Em sua mais recente declaração pública, o CEO da americana Bunge, o brasileiro Alberto Weisser, previu preços ainda elevados em 2011, mas vislumbrou uma acomodação já em 2012.
É difícil precisar, mas as contas do Valor Data baseadas nas médias de preços praticadas em dezembro em Chicago e Nova York sugerem que o ciclo ascendente atual já dura pelo menos seis anos, apesar de a volatilidade ter aumentado proporcionalmente ao crescimento das apostas dos fundos de investimentos nesses mercados. Uma tabela que cruza as oscilações das oito commodities do levantamento em 12, 24, 36, 48, 60 e 72 meses produz, no total, 48 variações, certo? Dessas, apenas três são negativas: a do cacau em relação a dezembro de 2009 (10,84%), a do trigo sobre dezembro de 2007 (15,06%) e a do suco na comparação com dezembro de 2006 (19,25%). As demais 45 variações resultantes são positivas. A maior delas é a do açúcar, que fecha este dezembro com preço médio 210,99% superior ao de dezembro de 2004.
Não por acaso a FAO, o braço das Nações Unidas para agricultura e alimentação, começou a externar sua preocupação com mais veemência nas últimas semanas. Em meio a tantas valorizações, as importações globais de alimentos poderão superar US$ 1 trilhão em 2010, marca só registrada em 2008, por causa das disparadas de preços que antecederam a quebra do banco Lehman Brothers.
Fonte: Valor Econômico
A demanda global por alimentos segue aquecida, puxada por emergentes liderados pela China, e perduram reflexos climáticos negativos sobre a oferta de exportadores como Rússia e Argentina. Ao mesmo tempo, as incertezas financeiras em mercados desenvolvidos como EUA e Europa ainda geram movimentos que deixam como resultado um dólar fraco e atraem grandes fundos de investimentos a mercados como os de grãos, entre outros, cujos fundamentos justificam a ampliação dessas apostas.
Conforme as estimativas mais recentes do Conselho Internacional de Grãos (IGC, na sigla em inglês), nesta safra 2010/11, em fase final de colheita no Hemisfério Norte e de plantio no Hemisfério Sul, a produção mundial de trigo e grãos forrageiros, incluindo o milho, alcançará 1,725 bilhão de toneladas, para um consumo total de 1,786 bilhão. Se confirmado o cenário, os estoques voltarão a cair, o que já ocorreu em 2009/10 em relação ao ciclo anterior.
Como informou na quarta-feira o Valor, o total de investimentos financeiros nos mercados de commodities em geral, inclusive não agrícolas, soma US$ 360 bilhões, ante US$ 10 bilhões há uma década, e conforme o banco Barclays Capital, de Londres, o fluxo líquido de aportes adicionais nos índices de commodities deve fechar o ano próximo de US$ 60 bilhões.
Dispostas as cartas conhecidas na mesa, restam ao crescente número de observadores preocupados com a novamente galopante "agroinflação" global a expectativa de que as medidas que vêm sendo adotadas pelo governo chinês para frear a inflação de fato arrefeçam o apetite do gigante e a esperança de que mais esse ciclo agrícola ascendente perca força ainda no primeiro semestre, com as definições sobre a próxima safra de cereais e grãos (2010/11) no Hemisfério Norte - que tende a ser grande justamente em virtude da tendência de que os preços estejam remuneradores quando os produtores decidirem quanto vão plantar.
Certezas "altistas" e dúvidas "baixistas" também norteavam os cenários traçados pelos especialistas em commodities agrícolas no fim de 2009. A diferença básica é que as perspectivas apontavam para uma oferta global gorda nos primeiros meses de 2010. A bonança se confirmou e os preços chegaram a ceder um pouco, apesar da China, mas vieram os problemas climáticos sobre a produção de grãos na região do Mar Negro a partir do fim do primeiro semestre e novas disparadas aconteceram.
Para efeito da inflação dos alimentos, soja, milho e trigo, referenciados na bolsa de Chicago, são os produtos agrícolas cujas altas aprofundadas pela crise na Rússia, que brecou suas exportações, e pela menor produtividade nos EUA mais preocupam. Mas também boa parte das mais importantes "soft commodities" (açúcar, algodão, café e suco de laranja), balizadas em Nova York, tiveram a oferta de exportadores - o Brasil entre eles - reduzidas por problemas climáticos e subiram com força em 2010. A exceção foi o cacau, que mesmo assim encerra o ano com potencial para subir com mais uma crise política em seu principal exportador, a Costa do Marfim.
Levantamento do Valor Data com base nas médias mensais dos contratos de segunda posição de entrega (normalmente a de maior liquidez) das oito commodities agrícolas citadas mostra que todas subiram em dezembro (médias até o dia 29) na comparação com novembro e que sete delas encerrarão o mês com cotações mais elevadas que em dezembro de 2009.
Na relação anualizada, o maior salto, de 77,05%, é o do algodão, seguido por café (53,20%), milho (44,28%), trigo (43,39%), soja (26,91%), suco (21,57%) e açúcar (14,70%). O cacau aparece com baixa de 10,84%. O petróleo, uma das commodities preferida dos investidores, sobe 18,01% em Nova York no confronto entre as médias dos meses de dezembro; o ouro, que ganhou força com os tropeços e tombos europeus, sobe 23,37%.
Instados a explicar a onda de valorização das matérias-primas básicas para a produção de alimentos, analistas, economistas e executivos das grandes tradings mundiais de grãos têm se esforçado para lembrar que os preços mantiveram-se relativamente acessíveis nas últimas três décadas e que todo ciclo, de alta ou de baixa, um dia termina. Em sua mais recente declaração pública, o CEO da americana Bunge, o brasileiro Alberto Weisser, previu preços ainda elevados em 2011, mas vislumbrou uma acomodação já em 2012.
É difícil precisar, mas as contas do Valor Data baseadas nas médias de preços praticadas em dezembro em Chicago e Nova York sugerem que o ciclo ascendente atual já dura pelo menos seis anos, apesar de a volatilidade ter aumentado proporcionalmente ao crescimento das apostas dos fundos de investimentos nesses mercados. Uma tabela que cruza as oscilações das oito commodities do levantamento em 12, 24, 36, 48, 60 e 72 meses produz, no total, 48 variações, certo? Dessas, apenas três são negativas: a do cacau em relação a dezembro de 2009 (10,84%), a do trigo sobre dezembro de 2007 (15,06%) e a do suco na comparação com dezembro de 2006 (19,25%). As demais 45 variações resultantes são positivas. A maior delas é a do açúcar, que fecha este dezembro com preço médio 210,99% superior ao de dezembro de 2004.
Não por acaso a FAO, o braço das Nações Unidas para agricultura e alimentação, começou a externar sua preocupação com mais veemência nas últimas semanas. Em meio a tantas valorizações, as importações globais de alimentos poderão superar US$ 1 trilhão em 2010, marca só registrada em 2008, por causa das disparadas de preços que antecederam a quebra do banco Lehman Brothers.
Fonte: Valor Econômico
Marcadores:
Commodities
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Fechamento de Mercados
FELIZ 2011
Uma safra rentável em 2011, diante dos custos reduzidos e dos bons preços agrícolas nos mercados brasileiro e internacional. É esta a previsão de André Pessoa, da Agroconsult. Para a temporada 2011/2012, porém, as perspectivas não são tão favoráveis. Os baixos estoques de fertilizantes devem pressionar os custos do plantio, alerta Pessoa.
COMPRAS CHINESAS
As importações chinesas de soja em novembro devem atingir 5,4 milhões de toneladas, 44% a mais do que em outubro. Este mês, a China deve comprar mais 5,3 milhões de toneladas do grão.
ATÉ AGORA...
Neste ínicio deste mês, algodão (4,5%), café arábica (3,5%) e soja (2,4%) são os produtos agrícolas que mais subiram, segundo mostram os indicadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Entre as baixas, o Cepea destaca os preços do bezerro (-4%) e milho (-1%).
SAFRA BRANCA
O algodão em Mato Grosso deve ocupar área recorde, segundo estimativa do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). A previsão é de um aumento de 42%, para 595,2 mil hectares.
RAPIDINHO
Os agricultores de Mato Grosso conseguiram concluir o plantio da soja em apenas 10 semanas. Nas últimas temporadas, os trabalhos duraram 12 semanas. Vale lembrar que, devido à estiagem, a semeadura da soja foi iniciada com grande atraso este ano.
SAFRINHA
Pelo levantamento do Imea, foram plantados 6,21 milhões de hectares de soja em Mato Grosso, praticamente a mesma área do ano passado. Cerca de 60% da produção já foram comercializados. Os agricultores iniciam agora a compra de insumos para o plantio da safrinha de milho.
DANÇA DAS CADEIRAS
Sérgio Di Marco, grande produtor de algodão em Rondonópolis (MT), é o novo presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), substituindo Haroldo Cunha, que vai comandar o IBA (Instituto Brasileiro do Algodão).
BOI NA BRASA
O início do mês, o pagamento do 13º salário e as festas de fim de ano devem reacender o mercado de carne bovina, que perdeu fôlego nos últimos dias. O aumento da demanda interna compensa a queda das exportações. Hoje, na BM&FBOVESPA, as cotações da arroba do boi gordo voltaram a faixa de R$ 100.
INFLAÇÃO NO ESPETO
Os preços das carnes, aliás, foram os principais responsáveis pela alta de 0,83% no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em novembro. O dado foi divulgado nesta quarta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A inflação dos alimentos em novembro deste ano é a maior registrada desde dezembro de 2002.
AÇÚCAR CARO
O aumento dos preços das carnes (10,6%), açúcar cristal (8,5%) e açúcar refinado (6,5%) foram os que mais pressionaram o IPCA. Os produtos não alimentícios tiveram inflação de 0,41%.
ALTA DE 9%
No acumulado do ano, a inflação chegou a 5,25%, devido principalmente às altas dos preços das carnes, que subiram 26,7% entre janeiro e novembro, de acordo com o IBGE. A inflação acumulada dos alimentos no período é de quase 9%.
PODER DE FOGO
Cooperativas do Sul do país querem fortalecer sua atuação na área de fertilizantes e agrotóxicos. A Central de Cooperativas Agropecuárias do Paraná (Coonagro) e a Federação das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Fecoagro) planejam uma parceria para importar princípios ativos e produzir agroquímicos, além de comercializar fertilizantes.
DÓLAR REAGE
O dólar no balcão teve alta de 0,71% na BM&FBOVESPA, encerrando o pregão de hoje a R$ 1,69.
CAFÉ NA BOLSA
Na bolsa de Nova York, os preços futuros do café arábica caíram para 204,65 cents por libra peso no vencimento março. Em Londres, o café robusta para entrega em janeiro foi negociado a US$ 1.881 a tonelada, com alta de 0,32%.
SUCO DE LARANJA
Os contratos futuros do suco de laranja em Nova York para janeiro fecharam a sessão de hoje a 166 centavos de dólar por libra peso, alta de 3,3%.
FECHA ASPAS
"Tomei a decisão de fingir que todas as coisas que até então haviam entrado na minha mente não eram mais verdadeiras do que as ilusões dos meus sonhos" - René Descartes.
Fonte: Avicultura Industrial
Marcadores:
Algodão,
Commodities,
Mercadorias
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Famato prevê recuperação da renda, mas clima preocupa
Segundo Rui Prado, presidente da federação, alta dos preços das commodities deve impulsionar recuperação na renda dos produtores rurais
O presidente da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Rui Prado, prevê a recuperação da renda dos produtores rurais no próximo ano, em função da alta dos preços das commodities, mas observa que o setor está preocupado com o clima. Como a estiagem atrasou e concentrou o plantio da soja em Mato Grosso nesta safra, a previsão de chuvas entre fevereiro e março deixa os agricultores apreensivos, pois podem dificultar a colheita e provocar quebra de produtividade das lavouras. Caso as chuvas não atrapalhem, a expectativa é de colheita de uma safra recorde de soja, de 19,05 milhões de toneladas.
Segundo Rui Prado, o atraso nas chuvas também gera incertezas em relação ao milho e algodão. A estimativa inicial do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), vinculado à Famato, é de retração de 9% na área de milho, em função do estreitamento da janela de plantio, que é cultivado após a colheita da soja. Entretanto, diz ele, se as condições climáticas forem favoráveis, os produtores "podem forçar" e semear a mesma área da safra passada, para aproveitar os bons preços previstos para o cereal no próximo ano.
Em relação ao algodão, o atraso das chuvas levou os agricultores a concentrar o plantio na primeira safra, entre dezembro e o início de janeiro, mas, mesmo com as incertezas, os bons preços farão com que a área cultivada nesta safra seja recorde. Prado comenta que as perspectivas de estoques mundiais baixos e de alta rentabilidade da cotonicultura no próximo ano levaram alguns produtores a arrendar áreas de soja que foram cultivadas mais cedo, para plantar o algodão na sequência. Ele relata que, em função dos baixos preços dos últimos anos, tinha desistido de plantar algodão nesta safra.
A pecuária também apresenta boas perspectivas para 2011. Prado prevê que a oferta de machos para abate deve se manter menor no próximo ano e se a oferta de fêmeas para descarte aumentar as cotações do boi gordo continuarão pressionadas. Ele diz que o cenário é de continuidade da retomada da margem positiva da agropecuária, iniciada em agosto deste ano. Um dos problemas enfrentados pela pecuária é a concentração do setor frigorífico provocada pela quebra de algumas empresas, "formando verdadeiros cartéis".
Rui Prado comenta que a alta de preços das commodities agrícolas neste ano não se traduziu em aumento de renda dos agricultores, pois as cotações subiram no segundo semestre, quando grande parte da safra já estava vendida. Os levantamentos do Imea mostram que ao longo deste ano os preços do algodão em Mato Grosso subiram 105%, os do milho 98% e os da soja 55%.
Fonte: Agência Estado
Marcadores:
Alta,
Commodities,
Mato Grosso
Commodities fecham 2010 valorizadas
O ano de 2010 vai chegando ao fim repleto de recordes e títulos, ora positivos, ora negativos. Foi um ano de bastantes oscilações, sejam elas mercadológicas ou climáticas. A safra 09/10 encerrou com alguns títulos nada positivos para a agropecuária mato-grossense. A sojicultura, cartão postal do agronegócio de Mato Grosso, por exemplo, registrou as menores rentabilidades e produtividades dos últimos três anos. Na safrinha, o milho foi cultivado na maior área já registrada ao cereal, porém, a produtividade sofreu ação severa da estiagem. O algodão, sem preços atrativos no início do plantio, cedeu espaço ao manejo adensado e registrou na história da cultura no Estado uma área de safrinha maior que a da safra cheia.
Passada a safra, a temporada 2010/11, mesmo atropelada pelos efeitos do La Niña, nasce com as melhores perspectivas de preços já vistas – para todas as culturas ao mesmo tempo – nos últimos anos. E o melhor de tudo é que tanto para soja, milho, algodão e boi, as altas deverão resistir por mais tempo em função da forte demanda pelos produtos. Se a safra 09/10 ficou – por mais um ciclo – abaixo das expectativas, a 10/11 começa embalada pelas projeções de oferta e demanda mundial em desequilíbrio – em favor da produção – e de novos recordes para Mato Grosso.
Como resume o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Rui Ottoni Prado, o ano de 2010, no quesito preços, teve dois momentos muito distintos: o primeiro semestre de preços em queda e o segundo semestre de preços em forte ascensão. “Com a recente evolução sobre os preços das commodities, o ano fecha com a soja valorizada em 53%, com o milho com 98% e o algodão em 105%. A pluma, como estamos dizendo, passou de vilão a mocinho”.
Prado apresentou ontem um balanço do desempenho do setor produtivo na safra que se encerrou (2009/2010) e as perspectivas para o próximo ciclo (2010/2011), durante encontro com jornalistas no auditório da entidade. “Provavelmente vamos bater recorde de produção da soja na próxima safra”, afirmou. Os dados foram levantados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), ligado à Famato. “Esperamos que 2011 seja um ano bom para nós. O que precisamos fazer agora é resolver o problema da logística no nosso Estado para conseguirmos, com os preços bons, auferir lucro aos produtores e trazer divisas para Mato Grosso”, informou Prado.
Apesar de um cenário positivo ao agronegócio, o novo ano começa como terminou, pelo menos para os mato-grossenses, com um quebra-cabeças que ainda não revela solução: consolidação da produção sustentável, infra-estrutura e logística, segundo ciclo em Mato Grosso - a industrialização e a repactuação das dívidas de investimento.
Fonte: O Diário de Cuiabá
Marcadores:
Commodities
Assinar:
Postagens (Atom)