O volume acumulado nas exportações do Mato Grosso no primeiro semestre deste ano totalizou 17,2 mil toneladas, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agrícola (Imea). É o menor registro do período desde o ano de 2001, quando Mato Grosso exportou 5,6 mil toneladas.
Em relação ao ano passado, houve uma redução de 73,7% no acumulado semestral. Ao comparar com o acumulado do ano de 2009, a redução é ainda maior, 84,4%. A expectativa é que, com o aumento da produção nesta safra, as exportações recuperem estes patamares de volumes anteriores e também os estoques nacionais, tanto para consumo interno quanto para embarques ao Exterior.
As exportações de algodão devem começar a aumentar a partir de julho, quando se completa o tempo necessário para a colheita e beneficiamento da fibra.
Fonte: Mídia News
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segunda-feira, 25 de julho de 2011
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Preço do algodão pode esfriar vendas de inverno
Volta Redonda
Quando o inverno chega os artesãos, no geral, lucram com a confecção de cachecóis, casacos, luvas e toucas, entre outros artigos que têm a lã e a linha como materiais básicos. No entanto, em decorrência da alta do preço dos artigos à base de algodão, lojistas e artesãos estão estimando um inverno frio também para as vendas.
Acontece que todas as linhas fabricadas com 100% de algodão sofreram alta de preços, assim como toalhas de bordado, fitilhos, fitas e laçarotes que têm o algodão como um dos materiais de produção. O aumento de peças, em alguns casos, chegou a ultrapassar mais de 400%. Foi o que contou o representante comercial de uma indústria de lãs e linhas, Maurício de Souza. De acordo com ele, os altos preços retrataram a alta procura pelos produtos que, por conta da venda externa para a Ásia, estão cada vez mais escassos no país.
Acompanhe as notícias do DIÁRIO DO VALE também pelo Twitter.
- Ano passado o algodão baixou muito de preço, e isso fez com que os produtores plantassem safras menores. Isso provocou a falta de produtos este ano e, consequentemente, o aumento do preço. Além disso, o Brasil vendeu muito para países asiáticos, o que fez com que os produtos ficassem ainda mais difíceis de serem encontrados a baixo preço no país - justificou.
Souza, que representa uma fábrica que fornece linhas e lã para todo o Brasil, afirmou que sua empresa teve que aumentar o valor dos produtos - principalmente os com 100% de lã - em pelo menos 16%, o que, segundo ele, não ficou dentro do ideal de rentabilidade, mas garantirá a manutenção dos clientes da empresa.
- Se aumentássemos os produtos na mesma proporção que aumentaram o algodão não seria viável para nossos clientes manterem as compras. O aumento já foi alto e seria ainda muito maior, a empresa teve que arcar com parte do aumento na tentativa de manter a compra dos clientes - afirmou.
Quem também tem sofrido com a elevação dos preços de artigos artesanais são os comerciantes. Uma delas, Rosemary Novaes - que possuiu uma das mais tradicionais lojas de artigos para artesanato em Volta Redonda -, conta que as vendas já diminuíram por conta da alta dos valores e que isso deverá chegar logo ao bolso do consumidor final.
- Tivemos produtos que realmente aumentaram muito. Alguns estavam com o preço estagnado por mais de três anos, mas em meados de abril vêm sofrendo aumento constante. Uma linha que até mês passado custava R$6,10 agora está saindo por R$7,50. Uma outra, que era R$6,90 passou a R$7,80. Até para nós o aumento assustou - disse ela.
A comerciante lembra que o período de inverno é de grande procura de linhas e lãs, mas que mesmo com o frio que vem fazendo ela já teria sentido uma queda nas vendas.
- Ainda não pudemos quantificar de quanto vem sendo a baixa, mas percebemos que as pessoas estão pensando muito antes de comprar. Afinal quem trabalha com artesanato depende do lucro para viver e de agora em diante nem tudo tem valido a pena fazer - admitiu.
Competição será desigual entre magazines e artesãos
Embora o trabalho artesanal seja muitas vezes o preferido entre as pessoas por conta da exclusividade, a possibilidade de escolha do material e a customização das peças, os artesãos que vivem do seu trabalho no inverno temem que este ano a competição entre eles e os grandes magazines seja ainda mais injusta.
Para a artesã Vilma Maria da Silva Nascimento, que é moradora do bairro São Critovão, em Volta Redonda - e trabalha com crochê e tricô há pelo menos 20 anos -, este deve ser um inverno ruim para quem vende peças artesanais.
- As lojas fazem grandes encomendas casacos, e competir com eles é difícil com as linhas no preço atual, nossos preços tendem a aumentar e não há consumidor que resista - disse ela, que só fará peças por encomenda.
Já a artesã Maria Luiz de Almeida, que atua há cinco anos no ramo, lembra que desde que começou a trabalhar com bordados nunca soube de uma alta tão grande quanto a atual.
- Não sei como vai ser isso. Está todo mundo falando que o preço está muito alto. Eu vendo pano de prato a R$10, mas, com o aumento do material, se vender a R$15 vou ganhar quase nada. Vai ser difícil manter os fregueses assim - lamentou.
Fonte: Diário do Vale
Quando o inverno chega os artesãos, no geral, lucram com a confecção de cachecóis, casacos, luvas e toucas, entre outros artigos que têm a lã e a linha como materiais básicos. No entanto, em decorrência da alta do preço dos artigos à base de algodão, lojistas e artesãos estão estimando um inverno frio também para as vendas.
Acontece que todas as linhas fabricadas com 100% de algodão sofreram alta de preços, assim como toalhas de bordado, fitilhos, fitas e laçarotes que têm o algodão como um dos materiais de produção. O aumento de peças, em alguns casos, chegou a ultrapassar mais de 400%. Foi o que contou o representante comercial de uma indústria de lãs e linhas, Maurício de Souza. De acordo com ele, os altos preços retrataram a alta procura pelos produtos que, por conta da venda externa para a Ásia, estão cada vez mais escassos no país.
Acompanhe as notícias do DIÁRIO DO VALE também pelo Twitter.
- Ano passado o algodão baixou muito de preço, e isso fez com que os produtores plantassem safras menores. Isso provocou a falta de produtos este ano e, consequentemente, o aumento do preço. Além disso, o Brasil vendeu muito para países asiáticos, o que fez com que os produtos ficassem ainda mais difíceis de serem encontrados a baixo preço no país - justificou.
Souza, que representa uma fábrica que fornece linhas e lã para todo o Brasil, afirmou que sua empresa teve que aumentar o valor dos produtos - principalmente os com 100% de lã - em pelo menos 16%, o que, segundo ele, não ficou dentro do ideal de rentabilidade, mas garantirá a manutenção dos clientes da empresa.
- Se aumentássemos os produtos na mesma proporção que aumentaram o algodão não seria viável para nossos clientes manterem as compras. O aumento já foi alto e seria ainda muito maior, a empresa teve que arcar com parte do aumento na tentativa de manter a compra dos clientes - afirmou.
Quem também tem sofrido com a elevação dos preços de artigos artesanais são os comerciantes. Uma delas, Rosemary Novaes - que possuiu uma das mais tradicionais lojas de artigos para artesanato em Volta Redonda -, conta que as vendas já diminuíram por conta da alta dos valores e que isso deverá chegar logo ao bolso do consumidor final.
- Tivemos produtos que realmente aumentaram muito. Alguns estavam com o preço estagnado por mais de três anos, mas em meados de abril vêm sofrendo aumento constante. Uma linha que até mês passado custava R$6,10 agora está saindo por R$7,50. Uma outra, que era R$6,90 passou a R$7,80. Até para nós o aumento assustou - disse ela.
A comerciante lembra que o período de inverno é de grande procura de linhas e lãs, mas que mesmo com o frio que vem fazendo ela já teria sentido uma queda nas vendas.
- Ainda não pudemos quantificar de quanto vem sendo a baixa, mas percebemos que as pessoas estão pensando muito antes de comprar. Afinal quem trabalha com artesanato depende do lucro para viver e de agora em diante nem tudo tem valido a pena fazer - admitiu.
Competição será desigual entre magazines e artesãos
Embora o trabalho artesanal seja muitas vezes o preferido entre as pessoas por conta da exclusividade, a possibilidade de escolha do material e a customização das peças, os artesãos que vivem do seu trabalho no inverno temem que este ano a competição entre eles e os grandes magazines seja ainda mais injusta.
Para a artesã Vilma Maria da Silva Nascimento, que é moradora do bairro São Critovão, em Volta Redonda - e trabalha com crochê e tricô há pelo menos 20 anos -, este deve ser um inverno ruim para quem vende peças artesanais.
- As lojas fazem grandes encomendas casacos, e competir com eles é difícil com as linhas no preço atual, nossos preços tendem a aumentar e não há consumidor que resista - disse ela, que só fará peças por encomenda.
Já a artesã Maria Luiz de Almeida, que atua há cinco anos no ramo, lembra que desde que começou a trabalhar com bordados nunca soube de uma alta tão grande quanto a atual.
- Não sei como vai ser isso. Está todo mundo falando que o preço está muito alto. Eu vendo pano de prato a R$10, mas, com o aumento do material, se vender a R$15 vou ganhar quase nada. Vai ser difícil manter os fregueses assim - lamentou.
Fonte: Diário do Vale
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Queda no preço do algodão deixa produtores de Mato Grosso recesos
| As cotações recuaram no exterior e também aqui no Brasil | |||
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| Fonte: ExpressoMT | |||
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Alta do algodão e queda no consumo param tecelagens
A alta nos preços do algodão e a retração da demanda no mercado interno levaram empresas do setor têxtil a reduzir o ritmo de produção e até paralisar parcialmente as atividades em Santa Catarina. A matéria-prima começou a subir em agosto e atingiu o pico de alta de 148% no dia 7 de março, quando foi negociada a US$ 2,14 a libra-peso. Segundo a Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), a produção têxtil de janeiro e fevereiro de 2010 caiu 7,12% em comparação com o ano anterior. Por outro lado, no mesmo período, o setor de vestuário teve alta de 9,62% em volume de fabricação.
Segundo a Abit, o encarecimento do algodão representou dificuldades para o setor como um todo, mas, sobretudo, às empresas de pequeno e médio porte. Em comunicado, a entidade admitiu que o cenário levaria as empresas a diminuir o ritmo de operações e, fatalmente, redução nos quadros de pessoal. De janeiro a março de 2011 foram criadas 10.386 vagas na indústria têxtil, menos da metade do mesmo período do ano passado, quando foram registradas a abertura de 26.069 vagas.
Stewers, vice-presidente da Teka, diz que reduziu em 25% a produção em cada uma das quatro fábricas da empresa
O grupo Rovitex, fabricante de fios, malhas e confecções, irá conceder férias coletivas a 310 trabalhadores a partir de quinta-feira. Segundo o diretor industrial da companhia, Vitor Luis Rambo Junior, a fiação ficará parada por 20 dias.
A Rovitex possui cinco unidades de produção, todas em Santa Catarina. Além da matriz, em Luiz Alves, e fábricas em Blumenau, Ituporanga, Agrolândia e Campos novos, a empresa controla a Incofios, em Indaial. Segundo o site da empresa, a fiação tem 35 mil metros quadrados de área construída e capacidade para fabricar 920 mil toneladas por mês de fios. O grupo tem 1,9 mil funcionários no total, dos quais 310 entrarão em férias.
Segundo o diretor, a alta do preço do algodão teve impacto sobre a produção. "O mercado acaba não absorvendo todo o reajuste", avalia Junior. A capacidade instalada da Rovitex é de fabricação de 1,2 mil toneladas por mês.
A fabricante de artigos de cama, mesa e banho Buettner mantém parada, desde fevereiro, a unidade de fiação
Em Brusque, a fabricante de artigos de cama, mesa e banho Buettner mantém parada, desde fevereiro, a fiação. Segundo seu presidente, João Henrique Marchewsky, a companhia deixou de comprar algodão em virtude do aumento dos preços, sentido desde agosto do ano passado.
De acordo com Marchewsky, a Buettner produzia cerca de 500 toneladas por mês de fios. O primeiro trimestre de 2011 apresentou sinais de retração na produção da empresa. Segundo o presidente, o volume acumulado dos três primeiros meses do ano é equivalente a 40% do que foi produzido no mesmo período do ano passado.
Além da dificuldade em negociar matéria-prima a preços mais baixos, a empresa sentiu reflexos na retração da demanda. Marchewsky avalia uma queda de 20% nos pedidos no começo de 2011 em relação a 2010, mas mantém o otimismo para a segunda metade deste ano.
"Os preços do algodão começam a cair e há perspectiva de retomada da produção em maio", disse. Na última semana de abril, trabalhadores da Buettner fizeram uma paralisação com apoio do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Têxtil de Brusque e Região em virtude do atraso no pagamento dos salários de março. Marchewsky informou que o pagamento deve ser normalizado a partir desta primeira semana de maio.
De acordo com os dados mais recentes informados à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Buettner teve uma receita de R$ 109,1 milhões em 2010, pouco abaixo dos R$ 128,9 milhões em vendas registradas em 2009. O ano passado, no entanto, representou à companhia um prejuízo de R$ 60,4 milhões.
A Teka fabricante de itens de cama, mesa e banho de Blumenau, reduziu em 25% a produção, em média, em suas quatro fábricas. Segundo Marcello Stewers, vice-presidente da companhia, a redução das atividades se concentra nas áreas de fiação e na tecelagem. O executivo diz que a estratégia foi combinar a compra de fio e tecido no mercado interno para contornar o aumento dos preços do algodão.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Têxtil de Blumenau, parte dos trabalhadores estaria em casa, com dispensa remunerada, em virtude da paralisação das atividades da Teka. Segundo Stewers, a questão foi contornada e os funcionários já voltaram todos às atividades.
O vice-presidente diz que a empresa sentiu uma queda de 20% a 25% na demanda do mercado no começo do ano. Com a resistência dos preços do algodão, o varejo começou a absorver os repasses da alta dos preços. Segundo Stewers, a perspectiva é de retomada a partir de maio, com cerca de 87% da carteira de pedidos tomada.
Em 2010, a Teka apresentou receita de R$ 327,5 milhões, com crescimento sobre os R$ 279,5 milhões do ano anterior. Apesar do aumento das vendas, o período representou à companhia um prejuízo de R$ 138,3 milhões.
Fonte: Valor Econômico
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Algodão: compradores retraídos; preços seguem em queda
Compradores de algodão estão retraídos devido à consecutiva queda nas cotações internacionais, ao dólar fraco frente ao Real e à baixa disponibilidade de produto para pronta-entrega, segundo pesquisadores do Cepea. Os poucos vendedores que ainda possuem lotes da safra 2009/10 continuam com intuito de liquidá-los, e por isso, têm sido flexíveis nos preços pedidos.
Compradores, por sua vez, aguardam novas quedas para retomar as aquisições. Quanto às indústrias, permanecem recuadas, na expectativa de menores preços com a aproximação da colheita. Entre 19 e 26 de abril, o Indicador CEPEA/ESALQ com pagamento em 8 dias teve queda de 6,53%, fechando a terça-feira a R$ 3,2312/lp. No mês, o Indicador acumula baixa de 16,73%.
Fonte: Cepea
Compradores, por sua vez, aguardam novas quedas para retomar as aquisições. Quanto às indústrias, permanecem recuadas, na expectativa de menores preços com a aproximação da colheita. Entre 19 e 26 de abril, o Indicador CEPEA/ESALQ com pagamento em 8 dias teve queda de 6,53%, fechando a terça-feira a R$ 3,2312/lp. No mês, o Indicador acumula baixa de 16,73%.
Fonte: Cepea
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