Agricultores que investiram no plantio de algodão safrinha em Mato Grosso estão preocupados com a seca prolongada. Em algumas lavouras não chove há mais de um mês. Sem água suficiente, as plantas devem ter a produtividade comprometida.
Na fazenda do produtor rural Rodrigo Pereira Martins, em Jaciara, sudeste de Mato Grosso, foram plantados 700 hectares de algodão safrinha. A expectativa do produtor era repetir o bom desempenho do ano passado, quando cada hectare cultivado em janeiro produziu entre 240 e 290 arrobas de algodão em caroço. Mas ele reconhece que vai ser difícil alcançar esta meta. Como na fazenda não chove há um mês, a produtividade está ameaçada.
O algodão safrinha é semeado após a colheita da soja. Em Mato Grosso o plantio começa a partir das últimas semanas de dezembro, mas em alguns casos pode se estender até o fim de fevereiro. A estimativa é de que 49% dos 708 mil hectares plantados com algodão nesta safra no Estado tenham sido cultivados neste período.
A lavoura de Martins foi plantada no final de fevereiro e recebeu adubação reforçada. O objetivo era alcançar uma produtividade média de até 240 arrobas de algodão em caroço por hectare. Só que para isso era preciso que as chuvas fossem regulares e somassem um acumulado de aproximadamente 300 milímetros do plantio até agora. O problema é que choveu apenas a metade deste volume.
A última chuva registrada na fazenda aconteceu no dia 30 de abril, foram 30 milímetros. Os reflexos são facilmente notados na plantação de 570 hectares. Além das falhas visíveis, as plantas estão com a metade do tamanho ideal. O número de maçãs formadas também está longe do esperado. Em média são 18 por metro linear, 12 a menos que o previsto.
Segundo o gerente de produção Jackson Fernando Secchi foi feito mais investimento na lavoura, mas com a falta de chuvas a produtividade ficou completamente comprometida. Se chover ele acredita que a produtividade possa chegar a 200 arrobas, mas permanecer sem chuva não deve chegar a 100 arrobas de algodão em caroço.
Até a hora da colheita, que deve começar em sete semanas, Secchi vai torcer para que o tempo ajude. Ele sabe que para não depender da água que vem do céu, seria preciso investir em irrigação artificial. Um projeto que, por enquanto, está bem distante pelo custo elevado.
O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária confirma que a falta de chuvas deve comprometer a produtividade do algodão safrinha. Mas diz que ainda é cedo para estimar as perdas. Por enquanto a previsão é de que ao todo, Mato Grosso produza 942 mil toneladas de pluma de algodão.
Fonte: Canal Rural
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sexta-feira, 3 de junho de 2011
terça-feira, 31 de maio de 2011
Mesmo com adversidades climáticas mercado de algodão demonstra boas expectativas para a safra
No Brasil, esta elevação na cotação foi motivada principalmente pela relação positiva entre a demanda e a oferta interna proporcionada pela recuperação do setor têxtil desde o ano passado
MERCADO DE ALTAS EXPECTATIVAS: O patamar atual das cotações do algodão, muito acima das médias históricas, vem animando os produtores para que aumentem as áreas destinadas à fibra e, conforme apresentado no evento realizado pela BM&F, a demanda 2012 crescerá 2,5%.
No Brasil, esta elevação na cotação foi motivada principalmente pela relação positiva entre a demanda e a oferta interna proporcionada pela recuperação do setor têxtil desde o ano passado, que mesmo com um aumento de 64% na área de produção promoveu um distanciamento dos preços Brasil X Estados Unidos.
Tanto que se pode observar que os preços pagos pela @ da pluma cresceram em uma proporção maior do que a da área. Contudo é importante lembrar que a atividade agrícola é bastante sujeita a intempéries; a falta de chuva em Mato Grosso pode prejudicar a produtividade da atual safra, especialmente a safrinha, já nos Estados Unidos esta falta de chuva pode fazer com que 18% da área não seja colhida.
Fonte: Imea
MERCADO DE ALTAS EXPECTATIVAS: O patamar atual das cotações do algodão, muito acima das médias históricas, vem animando os produtores para que aumentem as áreas destinadas à fibra e, conforme apresentado no evento realizado pela BM&F, a demanda 2012 crescerá 2,5%.
No Brasil, esta elevação na cotação foi motivada principalmente pela relação positiva entre a demanda e a oferta interna proporcionada pela recuperação do setor têxtil desde o ano passado, que mesmo com um aumento de 64% na área de produção promoveu um distanciamento dos preços Brasil X Estados Unidos.
Tanto que se pode observar que os preços pagos pela @ da pluma cresceram em uma proporção maior do que a da área. Contudo é importante lembrar que a atividade agrícola é bastante sujeita a intempéries; a falta de chuva em Mato Grosso pode prejudicar a produtividade da atual safra, especialmente a safrinha, já nos Estados Unidos esta falta de chuva pode fazer com que 18% da área não seja colhida.
Fonte: Imea
quinta-feira, 10 de março de 2011
Safras mais robustas
No Meio-Oeste americano, as precipitações poderão ser menores, mas a elevada umidade dos solos tendem a compensarArrasador em 2010, camarada em 2011. As condições de clima para a safra de cereais e grãos que começará a ser semeada a partir do fim deste mês no Hemisfério Norte deverão ser muito mais favoráveis aos agricultores.
A boa notícia se deve ao enfraquecimento do La Niña, fenômeno climático que em meados do ano passado provocou secas históricas em regiões produtoras importantes, inundações em outras, e contribuiu, assim, para quebras de safra que culminaram na mais recente escalada mundial de preços de alimentos.
Ainda que o fenômeno tenha reflexos também no Hemisfério Sul, nos centros de meteorologia o foco das atenções nos próximos três meses estará acima da linha do Equador, onde se produz mais de 90% dos cereais e grãos comercializados no mundo.
Se nenhum imprevisto climático ocorrer - e riscos sempre existem -, a expectativa é de chuvas na medida certa em grande parte de Rússia, Austrália e França, três grandes produtores de trigo bastante penalizados na temporada 2010/11.
Já nos EUA, os reflexos do La Niña que já começaram a perder força em janeiro deverão manter a precipitação um pouco abaixo do normal para o padrão local de primavera e verão. Mas isso não é exatamente ruim, dizem especialistas, já que a alta umidade do solo do Meio-Oeste americano pode compensar poucas águas.
O La Niña ocorre quando há um resfriamento das águas equatoriais do Oceano Pacífico, que desencadeia mudanças no clima como um todo. Em geral, essas mudanças representam menos chuvas nas regiões de latitudes altas em virtude dos ventos. Em latitudes mais baixas, como no trópico do Equador, chove mais.
Fenômeno oposto, mas igualmente famoso, o El Niño representa o aquecimento das águas equatoriais do Oceano Pacífico, o que implica efeitos diretamente contrários aos do La Niña.
O problema está nos chamados "fatores próximos", aqueles que têm influência direta sobre as áreas em que incidem. No ano passado, por exemplo, a expectativa de seca no Rio Grande do Sul, provocada pelo La Niña, só se concretizou na região sudoeste, na fronteira com Argentina e Uruguai, afetando os arrozais. No restante do Estado, chuvas inesperadas propiciaram o que deverá ser uma das melhoras safras de milho e soja da história do Rio Grande do Sul.
O que explica isso? Frentes frias vindas da região polar encontraram águas quentes na faixa do Oceano Atlântico que beira o Estado. O maior volume de vapor formado pelo aquecimento das águas "turbinou" a frente fria. "O que era para ser uma frente fria mirradinha ficou forte e, por causa disso, choveu bastante", explica Celso Oliveira, da Somar Meteorologia, em São Paulo.
Além da passagem de frentes frias, há fatores de influência como os ventos e a própria umidade do ar - que, no caso do Brasil, é em grande parte trazida da Amazônia para o Sul. Esses fenômenos podem ocorrer isolada ou simultaneamente, mudando o tabuleiro sem que o novo quadro seja detectado com antecedência ideal.
Para alguns meteorologistas, os extremos climáticos de 2010 também devem ter sido formados pela brusca transição de uma situação de El Niño, em 2008/09, para La Niña, em 2009/10. O consenso para este ano, porém, é que o clima, seja no Hemisfério Norte ou no Sul, terá "situação neutra".
"Como as simulações não são claras, trabalhamos com duas opções: o La Niña terminando no inverno [até julho] ou indo até o fim do ano, de forma fraca", diz Oliveira. "Então, as safras que já estão ou começarão a ser plantadas terão alguma influência do La Niña, ainda que mínima".
No ano passado, o fenômeno provocou queda acima do normal na temperatura no norte dos EUA e seca no Sul, afetando o Texas, maior produtor de algodão do país. Como o La Niña tende a abaixar a temperatura, é possível que os EUA tenham problemas para o plantio de milho, em abril, e de soja, em maio, alerta Paulo Etchichury, da Somar Meteorologia, o que pode atrasar um pouco o plantio. "Tudo vai depender de a temperatura ficar baixa ou não", diz.
Na Austrália, o excesso de chuvas no leste em 2010 reduziu a colheita de cana para 3,6 milhões de toneladas, menor nível em duas décadas, e lavou a terra das sementes de outras culturas que já tinham sido semeadas. Mas encheu as represas utilizadas nas lavouras de algodão, plantado em novembro para ser colhido em abril.
Com o fim do pico do La Niña e a esperada alta na produtividade agrícola - o cenário deverá beneficiar também a safrinha de milho no Brasil -, especialistas internacionais preveem recuo na inflação dos alimentos. Em relatório divulgado na semana passada, Andrew Garthwaite, do Credit Suisse, avalia que os lucros robustos recentes, na esteira dos preços altos, devem encorajar os produtores a ampliar o plantio.
Garthwaite lembra que bons preços geram investimentos e produtividade - e o milho, por exemplo, subiu mais de 90% na bolsa de Chicago em 12 meses. Mas realça, segundo a Bloomberg, que a inflação dos alimentos poderá não cair se as previsões falharem e o La Niña durar mais que o previsto, já que ainda há preocupação com a extensão do impacto da seca de 2010 sobre o plantio de inverno na Rússia e na Ucrânia.
Fonte: Valor Econômico
A boa notícia se deve ao enfraquecimento do La Niña, fenômeno climático que em meados do ano passado provocou secas históricas em regiões produtoras importantes, inundações em outras, e contribuiu, assim, para quebras de safra que culminaram na mais recente escalada mundial de preços de alimentos.
Ainda que o fenômeno tenha reflexos também no Hemisfério Sul, nos centros de meteorologia o foco das atenções nos próximos três meses estará acima da linha do Equador, onde se produz mais de 90% dos cereais e grãos comercializados no mundo.
Se nenhum imprevisto climático ocorrer - e riscos sempre existem -, a expectativa é de chuvas na medida certa em grande parte de Rússia, Austrália e França, três grandes produtores de trigo bastante penalizados na temporada 2010/11.
Já nos EUA, os reflexos do La Niña que já começaram a perder força em janeiro deverão manter a precipitação um pouco abaixo do normal para o padrão local de primavera e verão. Mas isso não é exatamente ruim, dizem especialistas, já que a alta umidade do solo do Meio-Oeste americano pode compensar poucas águas.
O La Niña ocorre quando há um resfriamento das águas equatoriais do Oceano Pacífico, que desencadeia mudanças no clima como um todo. Em geral, essas mudanças representam menos chuvas nas regiões de latitudes altas em virtude dos ventos. Em latitudes mais baixas, como no trópico do Equador, chove mais.
Fenômeno oposto, mas igualmente famoso, o El Niño representa o aquecimento das águas equatoriais do Oceano Pacífico, o que implica efeitos diretamente contrários aos do La Niña.
O problema está nos chamados "fatores próximos", aqueles que têm influência direta sobre as áreas em que incidem. No ano passado, por exemplo, a expectativa de seca no Rio Grande do Sul, provocada pelo La Niña, só se concretizou na região sudoeste, na fronteira com Argentina e Uruguai, afetando os arrozais. No restante do Estado, chuvas inesperadas propiciaram o que deverá ser uma das melhoras safras de milho e soja da história do Rio Grande do Sul.
O que explica isso? Frentes frias vindas da região polar encontraram águas quentes na faixa do Oceano Atlântico que beira o Estado. O maior volume de vapor formado pelo aquecimento das águas "turbinou" a frente fria. "O que era para ser uma frente fria mirradinha ficou forte e, por causa disso, choveu bastante", explica Celso Oliveira, da Somar Meteorologia, em São Paulo.
Além da passagem de frentes frias, há fatores de influência como os ventos e a própria umidade do ar - que, no caso do Brasil, é em grande parte trazida da Amazônia para o Sul. Esses fenômenos podem ocorrer isolada ou simultaneamente, mudando o tabuleiro sem que o novo quadro seja detectado com antecedência ideal.
Para alguns meteorologistas, os extremos climáticos de 2010 também devem ter sido formados pela brusca transição de uma situação de El Niño, em 2008/09, para La Niña, em 2009/10. O consenso para este ano, porém, é que o clima, seja no Hemisfério Norte ou no Sul, terá "situação neutra".
"Como as simulações não são claras, trabalhamos com duas opções: o La Niña terminando no inverno [até julho] ou indo até o fim do ano, de forma fraca", diz Oliveira. "Então, as safras que já estão ou começarão a ser plantadas terão alguma influência do La Niña, ainda que mínima".
No ano passado, o fenômeno provocou queda acima do normal na temperatura no norte dos EUA e seca no Sul, afetando o Texas, maior produtor de algodão do país. Como o La Niña tende a abaixar a temperatura, é possível que os EUA tenham problemas para o plantio de milho, em abril, e de soja, em maio, alerta Paulo Etchichury, da Somar Meteorologia, o que pode atrasar um pouco o plantio. "Tudo vai depender de a temperatura ficar baixa ou não", diz.
Na Austrália, o excesso de chuvas no leste em 2010 reduziu a colheita de cana para 3,6 milhões de toneladas, menor nível em duas décadas, e lavou a terra das sementes de outras culturas que já tinham sido semeadas. Mas encheu as represas utilizadas nas lavouras de algodão, plantado em novembro para ser colhido em abril.
Com o fim do pico do La Niña e a esperada alta na produtividade agrícola - o cenário deverá beneficiar também a safrinha de milho no Brasil -, especialistas internacionais preveem recuo na inflação dos alimentos. Em relatório divulgado na semana passada, Andrew Garthwaite, do Credit Suisse, avalia que os lucros robustos recentes, na esteira dos preços altos, devem encorajar os produtores a ampliar o plantio.
Garthwaite lembra que bons preços geram investimentos e produtividade - e o milho, por exemplo, subiu mais de 90% na bolsa de Chicago em 12 meses. Mas realça, segundo a Bloomberg, que a inflação dos alimentos poderá não cair se as previsões falharem e o La Niña durar mais que o previsto, já que ainda há preocupação com a extensão do impacto da seca de 2010 sobre o plantio de inverno na Rússia e na Ucrânia.
Fonte: Valor Econômico
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Excesso de chuva pode prejudicar 2ª safra de algodão
O plantio do algodão segunda safra segue lento devido as intensas chuvas que atingem o estado e podem comprometer a produção da safrinha. O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), em boletim semanal, informa que grande parte da área não foi plantada ainda e a janela de plantio está estreitando, com isso, outro problema é a demora na colheita da soja.
De acordo com as estimativas de plantio da safra 2010/2011 divulgadas pelo Imea nesta semana, a semeadura da área total de algodão atingiu 71% no Estado. Os produtores estão em alerta, isso porque caso o volume de chuva persista até o fim do mês, haverá redução da área total esperada para esta safra.
Pelo que se pode constatar da previsão do tempo, verificada no site Tempo Agora, as chuvas devem persistir por todo estado até início de fevereiro. Até o momento, as regiões Médio-Norte e Centro-Sul se encontram com maior atraso das atividades em relação às outras regiões, registrando ambas 48% da área plantada.
Na região Oeste do Estado, onde a colheita se encontra em etapa mais acelerada, o plantio do algodão ficou em 53%. Já na região Sudeste, verificou-se que 76% do plantio já foi realizado, em função da maior área destinada ao cultivo do algodão 1ª safra.
Fonte: Olhar Direto
De acordo com as estimativas de plantio da safra 2010/2011 divulgadas pelo Imea nesta semana, a semeadura da área total de algodão atingiu 71% no Estado. Os produtores estão em alerta, isso porque caso o volume de chuva persista até o fim do mês, haverá redução da área total esperada para esta safra.
Pelo que se pode constatar da previsão do tempo, verificada no site Tempo Agora, as chuvas devem persistir por todo estado até início de fevereiro. Até o momento, as regiões Médio-Norte e Centro-Sul se encontram com maior atraso das atividades em relação às outras regiões, registrando ambas 48% da área plantada.
Na região Oeste do Estado, onde a colheita se encontra em etapa mais acelerada, o plantio do algodão ficou em 53%. Já na região Sudeste, verificou-se que 76% do plantio já foi realizado, em função da maior área destinada ao cultivo do algodão 1ª safra.
Fonte: Olhar Direto
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